A Música é a Arma

UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO FACULDADE DE FILOSOFIA, LETRAS E CIÊNCIAS HUMANAS

A MÚSICA É A ARMA

A África de Fela Kuti na sala de aula

São Paulo

Outubro

2014

Arthur Major de Sousa – NºUSP 7618377

Sequência didática apresentada à Profª Drª Antonia Terra para o curso de Ensino de História: teoria e prática.

 

A MÚSICA É A ARMA

A África de Fela Kuti na sala de aula

 

 

 

FELA - Você vê o que es acontecendo na Nigéria? Eu preciso cantar sobre essas coisas! É preciso cantar com clareza para que o povo entenda.

(trecho do documentário “Musique au poing”. Direção: Jean-jaques Flori, Stéphane Tchal-gadjieff. França, 1982)

 

 

Eles dizem que você é um homem da colônia

 

Você foi um escravo antes

 

Eles agora te libertaram

 

Mas você nunca se liberta

(Trecho da faixa “Colonial Mentality” do disco Sorrow, Tears and Blood, 1977)

 

 

 

Ditadura: Mulheres em ação

UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO
FACULDADE DE FILOSOFIA, LETRAS E CIÊNCIAS HUMANAS

PROFESSORA DOUTORA ANTONIA TERRA CALAZANS FERNANDES

JOABE FRANÇA MENDONÇA N° USP: 8030008

DITADURA: MULHERES EM AÇÃO.

SÃO PAULO
2014

 

Tema: Ditadura militar e a participação das mulheres.

Público Alvo: Alunos do Ensino Médio


Duração das Atividades: A sequência está dividida em atividades, logo não há um tempo rígido para a realização das mesmas. Cada turma apresenta sua realidade, portanto o ritmo dependerá dos discentes e do docente. Acreditamos que um período ideal é o de seis aulas.


Objetivos:


Explicar os principais temas referentes ao regime militar estabelecido no Brasil em 1964 (as causas do golpe, como se dão os projetos de governos e a luta contra a ordem estabelecida), e destacar o papel feminino neste momento, isto porque notamos que apesar dos avanços conquistados pelos grupos feministas nas últimas décadas, ainda não se dá o devido destaque às mulheres neste período. A perspectiva desta sequência didática é de fomentar o discurso crítico dos alunos, ou seja, fazê-los entender a agência de atores individuais e grupos “esquecidos” nas análises historiográficas e livros didáticos. Para tanto, partirmos do presente, pois assim acreditamos dar uma maior significância no que se aprende.

A Obra de Frida Kahlo

UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO FACULDADE DE FILOSOFIA, LETRAS E CIÊNCIAS HUMANAS
Trabalho da disciplina Ensino de História Teoria e Prática do curso de História da Universidade de São Paulo.
Professora Antônia Terra Calazans Fernandes.
São Paulo Junho de 2017
Aluno: Diego Ramalho Carloto
 
 
 
 
Objetivo
Através da análise da vida e obra da artista Frida Kahlo, esta oficina tem como objetivo trabalhar com estudantes do Ensino Médio as seguintes questões: 1) a relação entre o indivíduo, ser dotado de subjetividade única, e seu tempo histórico, com o qual dialoga e do qual faz parte e 2) a apreensão da História por meio do contato direto com “fontes primárias”, ou seja, documentos (nesse caso, telas de pintura e trechos de diário) produzidos no próprio momento que se pretende estudar.
 
 
Estrutura e dinâmica
A oficina foi estruturada com fontes primárias que devem ser apresentadas para todos conforme seguir as etapas. As etapas consistem em roteiros de análise baseados em perguntas a respeito do documento que devem ser respondidas pelos próprios alunos com auxílio de ferramentas de pesquisa (livros, celular, computador...).
 
A primeira parte da oficina foi elaborada com a intenção de orientar o aluno a especular a respeito da autoria das fontes. A ideia é auxiliá-lo a perceber que toda obra carrega as intenções, valores, vivências, sentimentos e condições materiais de seu(s) autor(xs).
 
A partir daí, o objetivo é apresentar os quadros e a pintora enquanto partes de um momento histórico.
 
Nesse sentido, a segunda parte está voltada para o ponto de vista estético, mostrando como Frida estava em consonância com outras correntes artísticas, sobretudo com o Surrealismo. De acordo com D’Onofrio, esse movimento, última vertente do vanguardismo europeu do período, tinha como propósito fundamental, inspirado pelas ideias de Freud, anular as barreiras entre o sonho e a realidade.1
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1 D’ONOFRIO, Salvatore. Literatura Ocidental: autores e obras fundamentais. P. 429