O (esquecido) protagonismo de Carolina de Jesus numa São Paulo miserável

UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO

FACULDADE DE FILOSOFIA, LETRAS E CIÊNCIAS HUMANAS

DEPARTAMENTO DE HISTÓRIA

CURSO DE UMA HISTÓRIA PARA A CIDADE DE SÃO PAULO: UM DESAFIO PEDAGÓGICO – FLH0425/ 2º SEMESTRE DE 2013

PROFESSORA DRA. ANTONIA TERRA DE CALAZANS FERNANDES

BASEADO EM FATOS REAIS:

O (esquecido) protagonismo de Carolina de Jesus numa São Paulo miserável

 Sequência didática elaborada como trabalho de finalização do curso.

Aluno: José Bento de Oliveira Camassa

Número USP: 8575409

São Paulo

2015

 

“Daria um filme, uma negra e uma criança nos braços/

Solitária na floresta de concreto e aço”

(Racionais Mc’s, Negro Drama, 2002)

 

 

Resumo

            Este projeto de sequência didática, destinado a professores de Educação de Jovens e Adultos (EJA), tem como tema o famoso livro-diário Quarto de Despejo – Diário de uma favelada[1] (1960) da escritora Carolina Maria de Jesus (1914 – 1977), moradora da favela do Canindé, na capital paulista. Nossas análises são uma tentativa de olhar as contradições da década de 1950 da cidade de São Paulo por meio da história individual de Carolina e da dura realidade vivida por ela. Assim, pretendemos resgatar a memória da importante figura de Carolina, que tem estado em desconhecimento do grande público nas últimas décadas. Também sugerimos que se aproveite Carolina de Jesus como um caso que abre portas para se refletir com os alunos, em forma de diálogo, outros dois temas: a relação entre a História e as histórias de vidas; e a importância da leitura e da escrita para o ser humano.

 

A comunidade brasileira no Benim e a construção de identidades culturais no mundo atlântico

Universidade de São Paulo

Faculdade de Filosofia Letras e Ciências Humanas

SEQUÊNCIA DIDÁTICA 1 - A comunidade brasileira do

Benim: Preservação e construção de identidades

Disciplina: Ensino de História, Teoria e Prática

Professora: Antônia Terra Calazans Fernandes

Aluno: Pedro Henrique Fortes Fernandes, nº USP 8030266

 

 

Tema: A comunidade brasileira no Benim e a construção de identidades culturais no  mundo atlântico.

 

Público Alvo

Alunos do Ensino Médio, preferencialmente do segundo ano, para acompanhar o estudo dos contatos entre povos europeus e africanos. Assim, é recomendado que seja aplicada em classes que já tenham estudado as dinâmicas do comércio transatlântico.

 

Duração das Atividades

Não há uma duração exata para as atividades desta sequência, e cabe ao professor distribuí-las de modo conveniente para o aprendizado, variando conforme as especificidades de cada conjunto de alunos. Lembramos também que esta atividade é pensada como complementar ao estudo de história afro-brasileira, sendo secundária a esta.

História de São Paulo: Represa de Guarapiranga

• Disciplina USP: FLH-0425
• Docente responsável: Antonia Terra de Calazans
• Aluno (a): Rodrigo Santos de Souza
 

Represa de Guarapiranga

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Finalidade

Procurar relacionar as mudanças ocorridas na Represa Guarapiranga levando em conta às imagens, à cronologia, à intenção do Museu do Lixo e à construção do Trecho Sul do Rodoanel. Refletir como se deram essas mudanças na Cidade de São Paulo situando-as em seus respectivos momentos históricos.

 

Fundamentação

guarapiranga2

Imagem 1: Localização da bacia hidrográfica do reservatório do Guarapiranga, com as áreas do
continente e da Ilha Parque dos Eucaliptos.

Bacia do Guarapiranga ocupa uma área de 630 Km² e sua vasta extensão compreende parte dos territórios dos municípios de São Paulo (imagem 1), Embu, Itapecerica da Serra e toda a área de Embu-Guaçu, além de pequenas parcelas territoriais de Cotia, São Lourenço da Serra e Juquitiba. Com todo este potencial hídrico, a represa era utilizada inicialmente para a geração de energia elétrica da Usina de Parnaíba (imagem 2), no Rio Tietê.1

Posteriormente, a represa passa a abastecer a Cidade de São Paulo com água potável. E atualmente, o trecho em construção do anel viário passara pelos reservatórios de Guarapiranga e Billings e interligará as rodovias Imigrantes, Anchieta e Régis Bittencourt. No entanto, tornar-se-á uma das grandes ameaças ao meio ambiente e ao abastecimento de água à Cidade de São Paulo como ocorreu na década de 90.

A cronologia da Represa de Guarapiranga ilustra as mudanças ocorridas na represa ao longo dos anos.

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Imagem 2: Usina de Parnaíba, inaugurada em 1901.

 

Cronologia da Represa de Guarapiranga

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O Museu do Lixo

 

O Museu do Lixo do Parque Guarapiranga, por sua vez, exibe objetos do dia a dia, recolhidos no entorno e dentro da Represa Guarapiranga, os quais foram jogados fora pela população, comprometendo a qualidade e a quantidade da água, sendo que alguns podem ser considerados nocivos à saúde.

Por fim, o mapa do Trecho Sul do Rodoanel, que apesar de incluir no projeto Parques Ecológicos (áreas verdes, ver imagem 4), as obras trará danos ao meio  ambiente como já constatamos pela imagem 5 em contraposição a imagem 6, urbanizada e, ao mesmo tempo, poluída – exemplo, Rio Pinheiros.

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Imagem 3: Museu do Lixo, objetos encontrados na Represa de Guarapiranga.
 

Rodoanel

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Imagem 4: Rodoanel Trecho Sul, atravessará a Represa de
Guarapiranga

 

 

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Imagem 5: Rodoanel Mario Covas.                                                                      Imagem 6 Interligação Represa de Guarapiranga – Rio Jurubatuba – Rio Pinheiros por meio de
barragem.

 

Questão:

As mudanças ocorridas na Represa de Guarapiranga representam para a Cidade de São Paulo momentos históricos distintos. Procuremos, então, relacioná-las levando em consideração às imagens, à cronologia, à intenção do Museu do Lixo e à construção do Trecho Sul do Rodoanel.

Enfim, refletir como se deu essas mudanças na Cidade de São Paulo situando-as em seus respectivos momentos históricos.