Proposta de atividade - Música e Diversidade Cultural

Aluno (a): Henrique Mendonça Nakamura
Disciplina USP: FLH0423
Docente responsável: Maurício Cardoso
 

 

A atividade proposta destina-se a alunos do Ensino Fundamental II e Ensino Médio, para as aulas de História, Geografia, Educação Artística ou Música. Tem como objetivo trazer para a sala de aula a experiência com diversas formas de arte produzidas através de sete países do mundo.

 

Finalidade

 

A atividade pedagógica denominada "Música e Diversidade Cultural" tem como objetivo aproximar alunos de Ensino Fundamental e Ensino Médio às variadas formas musicais registradas em gravações de áudio provenientes de diversos países do mundo.

 

Por ser uma atividade interdisciplinar, pode ser aplicada no ensino de História, Geografia, Música ou Educação Artística. A atividade não encerra-se em si mesma, uma vez que dela derivam múltiplas possibilidades de interpretação e criação. Os aspectos possíveis de serem trabalhados são: Linguagem musical, História da Música, Geopolítica, Dança, Vestuário, Fazer Artístico.

Uma história para os moradores do bairro de Taipas: autoconstrução, associação e sobre o futuro

Universidade de São Paulo
Departamento de História – FFLCH
Uma história para a cidade de São Paulo – Um desafio pedagógico – 2016
Profª. Dra. Antônia Terra Calazans Fernandes
Uma história para os moradores do bairro de Taipas: Autoconstrução, associação e sobre o futuro.
Por Tathiana Madja de Sousa – 7198891
 
 
Introdução
 
Localizado na região noroeste de São Paulo, o bairro de Parada de Taipas, subdistrito da região de Pirituba-Jaraguá, constitui um exemplo de ocupação periférica, um capítulo importante para se pensar a história da cidade. Relatos e fotos gentilmente cedidos pelos moradores contam que a Rua Carmino Montouri, objeto de estudo desta sequência didática, foi ocupada desde meados dos anos 80 (Foto 1) até o início do ano de 1990, quando um suposto proprietário desapropria e carrega em caminhões dezenas de famílias para locais distantes. Como forma de resistência, a Associação dos Moradores da Vila Boa Esperança foi fundada em 28 de fevereiro de 1992 com o objetivo de garantir o direito de acesso à terra. Por intervenção da associação em conjunto com a então prefeita da época Luiza Erundina, o suposto dono foi desapropriado, tendo sido comprovada a ilegitimidade da posse.
 
No quadro do fortalecimento dos movimentos sociais urbanos, o governo Erundina (1989-1992) caracterizou-se pela consolidação de canais de participação popular na administração pública, invertendo as prioridades de investimento na cidade, estimulando a autogestão em direção às políticas de habitação social1. Tal como se nota
 
1 AMARAL, Ângela de Arruda Camargo. Primeira Administração do PT em São Paulo, in Habitação na cidade de São Paulo. 2 edição revisada. São Paulo, Polis / PUC – SP, 2002, 120p. (Observatório dos Direitos do Cidadão: acompanhamento e análise das políticas da cidade de São Paulo, 4 ) http://www.polis.org.br/uploads/851/851.pdf (Último acesso em 11/12/2016).
 
na lei 11.134, de 5 de dezembro de 19912, que abre espaço para a criação das associações de bairro, o governo Erundina promoveu a institucionalização da participação popular, possibilitando experiências concretas de transformação do espaço.
 

A Escola Anarquista

UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO

FACULDADE DE FILOSOFIA LETRAS E CIÊNCIAS HUMANAS

DEPARTAMENTO DE HISTÓRIA

DISCIPLINA: A ESCOLA NO MUNDO CONTEMPORÂNEO

ORIENTADORA: ANTONIA TERRA CALAZANS

PROPOSTA DE SEQUÊNCIA DIDÁTICA

ALUNO: MAGNO HENRIQUE DE SOUZA FREITAS

Nº USP: 7198290

 

SEQUÊNCIA DIDÁTICA – A ESCOLA ANARQUISTA

 

Apresentação

 

No começo do século XX, a sociedade brasileira passou por uma série de transformações socioeconômicas que refletiram no surgimento de novos hábitos e costumes, a maioria dos quais pautados pelos ideais de modernidade e progresso em voga no velho Continen[1]. Dentro desse contexto, emergiram formas de resistência no campo político, das artes[2], e ainda nos movimentos sociais; sintomático da organização da sociedade civil contra a desigualdade social disparada pelo processo modernizador capitalista, surgiram tendências que passaram a atribuir à educação um peso preponderante para a superação dos conflitos sociais amplificados pela nova ordem. Maior exemplo disso foi a instituição, no Brasil, da escola anarquista, tendência posta em prática por meio do advento de imigrantes europeus ao território brasileiro[3].

 

Objetivo

 

Diante de tais informações preliminares, elaboramos uma proposta de aula cujo objetivo é:

  • Propor uma abordagem a respeito das ideias anarquistas no Brasil, pretendendo com isso mostrar como tais ideias articulavam-se contra a modernização capitalista que se deu durante a Primeira República, e criticar o lugar-comum que acredita serem os países periféricos meros receptores de ideias estrangeiras;
  • Analisar e expor as principais ideias contidas no conceito de escola anarquista;
  • Apresentar expoentes do pensamento da educação anarquista, bem como exemplos de projetos de escolas anarquistas no Brasil;