A construção do livro didático no Brasil: uso e transformações

Proposta de sequência didática
“A construção do livro didático no Brasil: uso e transformações”
Ana Carolina dos Santos Lebre- Nº USP: 8980711- 2º semestre/2014
A Escola no mundo contemporâneo: Vespertino

 


Introdução


Refletir sobre a história do livro didático no Brasil é também pensar na construção do espaço escolar no país. Em outras palavras, pode-se dizer que o papel que esses livros adquiriram ao longo da institucionalização do ensino, reflete não só as transformações na política educacional, promovidas pelo Estado e impulsionadas pelas intenções políticas e ideológicas, como também a forma com que os alunos e os professores lidaram com essa ferramenta.


Se, como afirma José Ricardo Oriá Fernandes, “a história do livro didático no Brasil está intimamente ligada à própria formação do Estado Nacional”, trabalhar essa história com os alunos se torna essencial, na medida em que auxilia na construção do pensamento critico sobre as transformações educacionais no país e na reflexão sobre o próprio cotidiano e o espaço da sala de aula.

O ensino de história e o vestibular

Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas. Departamento de História
Ensino de História-Teoria e Prática
Professora Antônia Terra de Calazans Fernandes
William Gama dos Santos, período noturno. n°Usp: 5937101

 

Seqüência didática - O ensino de história e o vestibular.


Essa seqüência didática foi elaborada como material de auxílio para aulas de cursinhos pré-vestibulares. Uma das dúvidas enfrentadas pelos estudantes no momento de prestar vestibular é saber como o conteúdo estudado nas aulas é abordado nas provas. Pensando nesse problema recuperamos algumas questões aplicadas no vestibular organizado pela Fuvest nos últimos dez anos, e usando uma marcação cronológica -todas questões tratam do Brasil Colônia e Brasil Império, vamos propor uma análise quantitativa dessas questões.
Essa seqüência didática é aberta, então pode-se trazer mais questões para ela, assim como novas marcações temporais (exemplos de marcações temporais: História Medieval, Brasil Republicano, América Espanhola Colonial, História Antiga, e etc). Entretanto recomendo que muitas questões sobre o mesmo período/momento histórico estejam presentes, para assim poder-se formar um mapa comparativo sobre um tema.
O objetivo central da atividade é usar as questões do vestibular como fonte de informações do que é cobrado como conteúdo nos vestibulares. Sistematizando essas informações em uma tabela teremos como organizar os temas mais explorados, identificar dúvidas e encaminhar os estudos no sentido de superar eventuais dificuldades.
Adiante seguem as questões, logo a seguir a tabela de análise, e concluindo, um gabarito com respostas das questões apresentadas.

 

Ocupações e resistências das mulheres negras na São Paulo do século XIX: Várzea do Carmo e Largo do Rosário

UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO
Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas
Departamento de História
Ocupações e resistências das mulheres negras na São Paulo do século XIX:
Várzea do Carmo e Largo do Rosário
Bárbara Lustoza da Silva Borba
São Paulo – SP
2013
 
Apresentação
 
A presente sequência didática tem como objetivo colocar em debate as diferentes
ocupações e resistências ocorridas na cidade de São Paulo em fins do século XIX e início
do século XX por parte de um setor social que não é lembrado frequentemente quando
tratamos deste recorte temporal e espacial: as mulheres negras trabalhadoras.
Tendo como ponto de partida uma perspectiva que vai contra a corrente da história
oficial e tradicional, concordamos com Carlos José Ferreira dos Santos em seu
questionamento sobre o local destinado à história de mulheres e homens, negras, negros
ou então pobres no geral, as/os quais já ocupavam postos de trabalho durante todo o
período escravista, e que não desapareceram dos seus postos de trabalho em
decorrência da abolição formal da escravatura: