TEMPO, TEMPO, TEMPO...

Aluno (a): José Francisco Guelfi Campos
Docente responsável: Prof.ª Dr.ª Antonia Terra de C. Fernandes
Disciplina USP: Ensino de História: teoria e prática

 

Apresentação

     A idéia de montar uma seqüência didática para trabalhar as questões relativas ao tema TEMPO surgiu das dificuldades enfrentadas por alunos do 3º ano do Ensino Médio em produzir um texto dissertativo, a partir da proposta de redação que veremos a seguir.

     Procuramos, portanto, desenvolver um roteiro para nortear melhor as etapas que antecedem a produção de um texto escrito, ou seja, a leitura dos textos que compõem a proposta de redação, a mobilização dos conhecimentos prévios dos alunos e a interpretação dos referidos textos, promovendo a articulação entre estes elementos, de modo a facilitar a elaboração de uma estratégia argumentativa para o desenvolvimento da redação.

Moradia - vida nas favelas

Universidade de São Paulo
Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas
Departamento de História
Disciplina: Uma História para a cidade de São Paulo- Um desafio pedagógico FLH0425
Docente: Profa. Dra. Antonia Terra Calazans
Discente: Cristiane Paiva n. Usp: 3745149
 
Sequencia didática: segregação/ favelas/moradia
São Paulo, 14 de dezembro de 2016
 
 
 
Tema: Moradia - vida nas favelas
 
O processo de urbanização das cidades brasileiras a partir do século XX alterou de forma significativa a ocupação do território, principalmente na cidade de São Paulo. Os processos migratórios de áreas rurais para as cidades, onde a oportunidade de emprego colocou-se como uma questão assim como, o acesso aos equipamentos estruturais, fizeram com que a partir da de década de 1940 ocorresse a superpopulação da cidade de São Paulo sem qualquer planejamento social para abrigar as populações empobrecidas. A construção de favelas foi a maneira encontrada por essas populações para se acomodarem na cidade frente a neglicência estatal, o alto custo dos aluguéis e a especulação imobiliária.
 
O processo de urbanização portanto, ocorreu frente a uma crescente desigualdade social em que a progressiva marginalização e expulsão dos pobres dos grandes centros em direção a áreas periféricas da cidade de São Paulo.
 
 
 
Justificativa:
A questão da moradia na cidade de São Paulo desde sua urbanização tem se colocado com um grande problema. Cotidianamente escutamos notícias nos mais diversos meios de comunicação sobre a precariedade e/ou a completa falta de moradia na cidade. Segundo dados da prefeitura municipal de São Paulo o número de pessoas em situação de rua chegou em 2015 a 7335 pessoas. Além disso, a cidade vive uma situação de emergência habitacional com um déficit de 230 mil moradias, segundo Raquel Rolnik, urbanista e ex-relatora das Naçöes Unidas.
 
Diante desse quadro observamos também o processo de gentrificação, processo pelo qual determinadas áreas da cidade são valorizadas e as populações mais pobres são expulsas e/ou banidas desses lugares por não poderem pagar alugueis abusivos ou praticarem atividades comerciais que dependem do espaço público.
 
Segundo a Declaração Universal dos Direitos Humanos, que completa 68 anos em 2016, o direito a moradia digna está previsto desde o segundo pós II Guerra Mundial. Portanto, ao nos debruçarmos sobre a questão da moradia além pensarmos sobre questões do mundo contemporâneo estamos também fazendo uma investigação sobre a violação de direitos dos habitantes da cidade e por que não da sociedade brasileira.
 
 

Holocausto ­ o resgate de histórias e memórias escondidas

Universidade de São Paulo | USP

Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas | FFLCH Departamento de História | DH

Ensino de História: Teoria e Prática

Profa. Dra. Antônia Terra

1o semestre 2015 | vespertino

Sophia Gutierrez, 8030252

 

Sequência Didática

Tema: Holocausto ­ o resgate de histórias e memórias escondidas

Público alvo: alunos do nono ano do Ensino Fundamental e do Ensino médio

Duração: 2 aulas

 

Objetivos:

 

Trabalhar com os alunos as noções de "construção de discurso" e de “memória histórica” ­ enquanto  formulações  construídas,  alteráveis  ao  longo  do  tempo,  e  que  adquirem significado  de  acordo  com  um  contexto  histórico  específico  ­ através do resgate das histórias dos diversos grupos perseguidos pelo nazismo, jogando luz especialmente sobre aqueles que não possuem muita visibilidade nas discussões acerca do Holocausto. Pretende­se, assim, que sejam mobilizadas com os alunos tanto questões de maior abstração teórica, quanto conteúdos formais do currículo padrão de História (exigidos pelo vestibular).

 

Para  tanto,  propomos  a  utilização de instrumentos variados ­ documentos textuais de época, vídeos e imagens (fotografias, propagandas etc) ­ para levantar as discussões sobre o tema, buscando desenvolver nos alunos habilidades de leitura e interpretação crítica de fontes e discursos.

 

Pretende­se também que seja articulada com os alunos uma discussão política a respeito da temática do preconceito, através de debate acerca de ideias como racismo, segregação, violência e genocídio.

 

Alguns conceitos gerais, de maior complexidade teórica, deverão ser apresentados e/ou esclarecidos aos alunos no decorrer das atividades, conforme pertinentes às discussões ­ a ideia de construção ideológica, por exemplo.

 

Sugerimos que a atividade seja incluída entre as aulas do currículo formal sobre a Segunda Guerra Mundial. Desta forma, não é necessária uma introdução teórica por parte do professor. A atividade foi elaborada em três seções.