Imigração em São Paulo – uma abordagem humanizada e contemporânea

São Paulo, 14 de dezembro de 2016.
Discente: Gustavo Pereira Machado de Melo Souza - Nº USP 8510601
 
Trabalho final da disciplina “Uma História para a Cidade de São Paulo: Um Desafio Pedagógico” (FLH0425)
Prof. Drª. Antonia Terra Calazans Fernandes
Departamento de História, Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas.
Universidade de São Paulo
 
 
Proposta Didática
Imigração em São Paulo – uma abordagem humanizada e contemporânea
 
 
“São Paulo, enorme de casas e gentes.
Casas e gentes de todos os estilos.
Cosmópolis.
Resumo do mundo.
Veja, pense:
- Lá, ali, por aí plantaram a sua vida de trabalho
povos de toda a terra.”
 
Guilherme de Almeida. Cosmópolis.
São Paulo: Cia. Ed. Nacional, 1962, p.12
 
 
 
 
I. Contexto e objetivos
 
 
Com frequência quando se ensina ou debate imigração o foco é sobretudo em questões econômicas e de mão-de-obra, secundarizando os aspectos humanos do fenômeno. Antese qualquer importância social ou estratégica, a imigração é uma escolha individual de grande impacto, a escolha de mudança radical de vida. A abordagem de ensino da temática proposta no presente projeto focaliza essa dimensão humana da imigração, sem abandonar os aspectos meramente econômicos ou estratégicos. Como ensinar história de pessoas pensando só em números? Aqui buscaremos trazer questões importantes para as pessoas imigrantes em si, mas que têm importância para a formação cidadã e em história de estudantes, que são quem recebe e receberá imigrantes contemporâneos e futuros.
 
 

O (esquecido) protagonismo de Carolina de Jesus numa São Paulo miserável

UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO

FACULDADE DE FILOSOFIA, LETRAS E CIÊNCIAS HUMANAS

DEPARTAMENTO DE HISTÓRIA

CURSO DE UMA HISTÓRIA PARA A CIDADE DE SÃO PAULO: UM DESAFIO PEDAGÓGICO – FLH0425/ 2º SEMESTRE DE 2013

PROFESSORA DRA. ANTONIA TERRA DE CALAZANS FERNANDES

BASEADO EM FATOS REAIS:

O (esquecido) protagonismo de Carolina de Jesus numa São Paulo miserável

 Sequência didática elaborada como trabalho de finalização do curso.

Aluno: José Bento de Oliveira Camassa

Número USP: 8575409

São Paulo

2015

 

“Daria um filme, uma negra e uma criança nos braços/

Solitária na floresta de concreto e aço”

(Racionais Mc’s, Negro Drama, 2002)

 

 

Resumo

            Este projeto de sequência didática, destinado a professores de Educação de Jovens e Adultos (EJA), tem como tema o famoso livro-diário Quarto de Despejo – Diário de uma favelada[1] (1960) da escritora Carolina Maria de Jesus (1914 – 1977), moradora da favela do Canindé, na capital paulista. Nossas análises são uma tentativa de olhar as contradições da década de 1950 da cidade de São Paulo por meio da história individual de Carolina e da dura realidade vivida por ela. Assim, pretendemos resgatar a memória da importante figura de Carolina, que tem estado em desconhecimento do grande público nas últimas décadas. Também sugerimos que se aproveite Carolina de Jesus como um caso que abre portas para se refletir com os alunos, em forma de diálogo, outros dois temas: a relação entre a História e as histórias de vidas; e a importância da leitura e da escrita para o ser humano.

 

Como podemos trabalhar com a nossa história de vida numa sala de aula? Algumas considerações sobre história oral, local, e fontes visuais

Giovanna Pezzuol Mazza

Nº Usp 5936441

 

“Digo: o real não está na saída nem na chegada: ele se dispõe para a gente é no meio da travessia”

“Comigo as coisas não tem hoje e ant’ontem amanhã: é sempre”

João Guimarães Rosa

 

“Fala-se tanto de memória porque ela não existe mais”

Pierre Nora

 

“A história é uma ilha de edição”

Waly Salomão

 

Quando iniciamos numa sala de aula um curso de História, o que será que vem a mente dos alunos, num primeiro momento? Podemos pensar que essa resposta é bem diversificada, mas com certeza reflete contatos anteriores do aluno com o tema. Com certeza a história difundida pela mídia, pela televisão principalmente, pelos pais, pelos avós, pelos amigos, pela propaganda. Uma história que é, em muitos momentos, pasteurizada, homogênea, sedutora. Será que um aluno acreditaria que sua história de vida, a de seus pais, avós, a história do seu bairro, é uma história que merece ser contada?