Ensino de História da África – A Graphic Novel: Sundiata, O Leão de Mali

UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO São Paulo, 20 de junho de 2015

Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas Ensino de História: Teoria e Prática Professora: Antônia Terra

Aluna: Michele Carneiro da Silva – n° USP: 8030756

Sequencia Didática

TEMA: Ensino de História da África – A Graphic Novel: Sundiata, O Leão de Mali

 

 

 

Justificativa:

A necessidade de se estudar História da África em nosso país ainda se faz presente; os mais de trezentos anos de escravidão e suas consequências devem ser estudados e combatidos a partir de políticas afirmativas. A implementação da lei 11.645 contribuiu para que a reparação histórica começasse a fazer efeito no âmbito escolar, no entanto, várias dificuldades se colocam para o professor e para o próprio aluno, como por exemplo a falta de material didático nessa área, que possibilite apresentar a cultura africana sem os estereótipos enraizados ou sem o apagamento vigente na maioria dos livros oficiais.

A partir da tentativa de se estudar esse conteúdo, buscaremos aproveitar a história em quadrinhos e sua linguagem moderna e universal para contribuir em um debate acerca do que conhecemos do Continente Africano, quais os estereótipos e quais as semelhanças que podemos encontrar em relação a nossa cultura, e para isso utilizaremos  a Graphic Novel Sundiata, O Leão de Mali.

 

Objetivo:

Buscaremos estabelecer contato entre os alunos e o épico de Sundiata, que conta a história de fundação do Império Mali. Sundiata, importante guerreiro com uma saga riquíssima e com diversas versões de seus feitos, é um belo exemplo da tradição oral das culturas africanas.  Dessa forma, para apresentar aos alunos esse épico utilizaremos a história em quadrinhos produzida pelo importante quadrinista Will Eisner, que decidiu recontar esta saga.

Proposta de atividade - Música e Diversidade Cultural

Aluno (a): Henrique Mendonça Nakamura
Disciplina USP: FLH0423
Docente responsável: Maurício Cardoso
 

 

A atividade proposta destina-se a alunos do Ensino Fundamental II e Ensino Médio, para as aulas de História, Geografia, Educação Artística ou Música. Tem como objetivo trazer para a sala de aula a experiência com diversas formas de arte produzidas através de sete países do mundo.

 

Finalidade

 

A atividade pedagógica denominada "Música e Diversidade Cultural" tem como objetivo aproximar alunos de Ensino Fundamental e Ensino Médio às variadas formas musicais registradas em gravações de áudio provenientes de diversos países do mundo.

 

Por ser uma atividade interdisciplinar, pode ser aplicada no ensino de História, Geografia, Música ou Educação Artística. A atividade não encerra-se em si mesma, uma vez que dela derivam múltiplas possibilidades de interpretação e criação. Os aspectos possíveis de serem trabalhados são: Linguagem musical, História da Música, Geopolítica, Dança, Vestuário, Fazer Artístico.

Para ouvir a loucura: o silêncio e a manipulação na Ditadura Militar (1964 – 1985)

Aluno: Rafael Lima Capellari Nº USP: 6837800
Ensino de História: Teoria e Prática Profª Drª Antonia Terra Calazans Fernandes
Sequência didática
Para ouvir a loucura:
o silêncio e a manipulação na Ditadura Militar (1964 – 1985)

 

Sequência Didática


O presente trabalho busca trazer um aspecto pouco explorado sobre a ditadura militar, ainda menos explorado no que diz respeito ao seu caráter pedagógico. A loucura, como conhecimento médico fica, normalmente, fechada à discussão. No programa “Sem censura” de 2009, que debateu a reforma psiquiátrica, por vezes, os argumentos ficavam engessados no termo “é uma doença”. Não me posiciono aqui contra ou a favor da criação de leitos, mas tratar a questão apenas desta forma não basta. A reforma psiquiátrica está diretamente relacionada com a abertura política. Durante a ditadura presos políticos foram encarcerados em Hospícios e a arbitrariedade nas internações revelava a arbitrariedade com que se encontravam os direitos do cidadão.


O papel desta sequência didática é instigar o aluno. Trazer para ele a brutalidade da atuação da ditadura sobre a vida e sobre a sociedade. A questão da superlotação e do descaso dos chamados “depósitos humanos” se tornou tão latente durante a ditadura militar que um movimento de funcionários e da população se mobilizou nos anos 70 para rever e garantir condições humanas para os internados e cabe ressaltar que Basaglia e Foucault já haviam visitados os hospitais psiquiátricos no Brasil e relatados suas posturas negativas quanto às condições destes locais.