Segregações Não Institucionalizadas

 

                                                                                                              

 

SEGREGAÇÕES NÃO INSTITUCIONALIZADAS

 

Disciplina: Ensino de História:Teoria e Prática
Docente: Dra Antonia Terra Calazans Fernandes
Discente: Marcelo Vitale Teododo da Silva

 


Introdução - Relatório de Estágio


     O material didático apresentado como produto final na presente disciplina é fruto de experiências e
vivências que em conjunto subsidiaram não apenas o presente trabalho, como também a minha formação
enquanto acadêmico e para, além disso, como ser humano.


     Desta maneira, cabe destacar as várias referências que compuseram o repertório epistemológico e
semântico nesse processo que desembocou na solidificação deste processo de formação acadêmica e
profissional.


     Para tanto, a experiência do estágio foi fundamental para adensar as discussões nas temáticas da
historiografia com recorte étnico e social, deste modo, a escolha do local de vivência desta experiência foi crucial para a segmentação da minha formação.


     Logo, o presente estágio teve como local sede o Núcleo de Consciência Negra na USP (Universidade de
São Paulo), instituição de caráter político e social, inserida na sociedade com o fito de questionar a ausência se um segmento social específico dentro da presente universidade, relativo à população negra, e de tal modo, objetivando primordialmente a inserção dos mesmos neste espaço e em tantos outros do qual é privado de acesso.


     Dentre as atividades promovidas pela presente instituição, destaca-se entre as suas frentes, o projeto de
cursinho comunitário, voltado à população negra e baixa renda, no qual ministro aulas de história do Brasil,
buscando dialogar sempre a historia com a discussão racial.


     Assim, o cursinho e as presentes aulas por mim ministrada, constituíram-se como um laboratório
interessante, bem como, conferiram-me em paralelo com as oficinas que empreendi no mesmo espaço, onde as propostas pedagógicas abordando a presente problemática em diálogo com as temáticas das novelas, a moda, penteados e a literatura, levados para discussão pelos próprios alunos, converteram-se como interessante instrumento de interligação da discussão histórica com o contexto étnico racial contemporâneo.


     Objetivou-se, mediante o exposto, um mapeamento dos preconceitos inerentes a presente discussão,
fomentando problematizações intrínsecas as mesmas, em diálogo com os respectivos papéis desempenhados por estes na sociedade. 

 

Residência de quem e para quem?

Universidade de São Paulo

Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas

Graduação História

Disciplina

Uma História para a cidade de São Paulo: Um desafio pedagógico

Residência de quem e para quem? 

Ana Carolina Apolinário

Professora Dra. Antonia Terra de Calazans Fernandes

Vespertino - 2º Semestre 2013

São Paulo - SP

 

 

 

Sequência didática: Residência de quem e para quem? Objetivo:

A sequência didática tem como finalidade estabelecer uma reflexão acerca da história da moradia no Brasil, sobretudo do pós-abolição ao período contemporâneo mantendo assim um diálogo de viés político, econômico e sócio cultural, pela descrição do meio rurbano em macro escala do Brasil, com peculiaridades do estado de São Paulo. Pretendo mostrar um panorama das habitações, até os complexos coletivos denominados cortiços e favelas alvos de preconceito e também símbolo da desigualdade social existente. Visa-se, portanto apresentar a camada de moradores em situação marginalizada ou aqueles que ainda não possuem uma propriedade, priorizando a visão analítica para a construção do senso crítico dos alunos.