Ecos da ditadura militar no século XXI

UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO

FACULDADE DE FILOSOFIA, LETRAS E CIÊNCIAS HUMANAS

DEPARTAMENTO DE HISTÓRIA

DISCIPLINA FLH 0421 - ENSINO DE HISTÓRIA: TEORIA E PRÁTICA DOCENTE: PROF. DRA. ANTONIA TERRA CALAZANS FERNANDES

SEQUÊNCIA DIDÁTICA:

 

TRIBUNAIS DE RUA: ECOS DA DITADURA MILITAR NO SÉCULO XXI

LARISSA RESENDE MOREIRA Nº USP: 7198272

 

 

São Paulo

 

Outubro, 2014

Este material didático pretende trazer à reflexão, em sala de aula, uma das faces da ditadura militar que persistem no tempo presente à sombra do Estado Democrático, das políticas de segurança civil e do mito de democracia racial. O mote das discussões é a violência enquanto monopólio do Estado, e seus agentes enquanto prática à margem da legalidade.

 

O período que factualmente se inicia com o golpe militar de 1964 e finda em 1985 é parte de um processo histórico amplo que diz respeito à formação e conformação política e social do Brasil e, portanto, não é possível pensar que dele inexistam marcas e continuidades. No caso das populações de periferia nas grandes cidades, tais legados são ainda mais escancaradamente sentidos e provados cotidianamente sob os punhos da repressão policial. O chamado crime organizado, na figura do Comando Vermelho, que se gesta em meados do período ditatorial nas celas divididas entre presos políticos e presos comuns e estoura a partir da redemocratização, também figura como um eco do período. As resistências são múltiplas e algumas mobilizações sociais se reconfiguraram, novos grupos surgiram. Deste modo, o presente trabalho se concebe enquanto um ponto de partida para que professores e alunos possam pensar a ditadura militar no Brasil não como um acontecimento preso a um tempo linear contido no passado, mas como um processo histórico que, por sua vez, tem implicações e agências no nosso contemporâneo.

 

Indígenas

Seqüência Didática: José Guilherme Zago de Souza.


Uso de documentos obtidos a partir de levantamento de sites indígenas  com o objetivo de realizar uma seqüencias de aprendizado de Introdução a temática Indígena.
Partindo de informações localizadas após o levantamento de sites, propomos algumas reflexões sobre o estágio.


Atividade 1:


Apresentar aos alunos o curta:


No curta-metragem de 26 minutos, integrantes de várias nações indígenas, como a Tupinambá (BA), a Pataxó Hahahãe (BA), Kariri-Xocó (AL), a Pankararu (PE), Potiguara (PB), Makuxi (RR) e Bakairi (MT) relatam como celulares, câmeras fotográficas, filmadoras, computadores e, principalmente, a internet vêm sendo ferramentas importantes na busca das melhorias para as comunidades indígenas e nas relações destas com o mundo globalizado.


Os índios propõem que a partir do registro em DVD as tradições podem ser preservadas.

Paulistanas

 Universidade de São Paulo

Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas
Sequências Didáticas Paulistanas
Disciplina: Uma História para a Cidade de São Paulo: Um desafio Pedagógico
Docente: Profa. Dra. Antonia Terra Calazans Fernandes
Discente: Wellington Migliari – No USP 3709638
São Paulo
2013
 
 
 
 
 
Seguindo Sequências Paulistanas
 
 
1. Introdução: aspectos presentes no passado
 
O valor dos rios estava, aparentemente, menos em servirem de vias de comunicação do que de meios de orientação.1
 
A cidade de São Paulo não apenas tem trânsito caótico, mas impossibilita demais a vida de seus cidadãos por não dispor de um sistema de transportes adequado. Isso não é novidade para nenhum aluno do último ano do Ensino Médio. São milhões de trabalhadores e transeuntes que se deslocam dia-a-dia, muitas vezes, discentes de escolas públicas e seus próprios pais. No município de São Paulo, a realidade precária dos transportes públicos afeta, direta ou indiretamente, a todos. Tal locomoção problemática incentiva mais o uso dos meios de transporte privado, impede a sociabilidade de cidadãos e ainda dificulta o preceito constitucional de ir e vir.