O Crescimento Urbano-Industrial do Bairro da Vila Prudente Através dos Clubes Desportivos Locais

Marcos Vinicíos Gomes de Medeiros Número USP: 6472119 Professora Antonia Terra Calazans Uma História para a Cidade de São Paulo: Um Desafio Pedagógico Período Noturno

 

 

Objetivo:

     Apresentar o crescimento do bairro paulista da Vila Prudente, em seu viés urbano-industrial, no contexto da cidade de São Paulo das décadas de 1920 a 1950, através da história dos clubes desportivos locais, das quais surgiram a partir de agremiações formadas por funcionários das recém criadas fábricas, sendo sua maioria formada por imigrantes ou filhos destes, que chegaram ao bairro no fim do século XIX e começo do XX.

     A partir deste recorte, permite-se entender como ocorreu neste bairro, e nos demais outros de nossa cidade, o acelerado processo de expansão urbana e industrialização, iniciado no início do século XX, e como estas ligações podem facilitar o desenvolvimento do ensino de História de professores de escolas de ensino fundamental e médio, como exemplificação das lições apresentadas pelos livros didáticos e uma posterior fonte de debate com os alunos em sala de aula.

Africanos Livres em São Paulo no Oitocentos: Experiências Históricas Singulares na Sala de Aula

UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO
FACULDADE DE FILOSOFIA, LETRAS E CIÊNCIAS HUMANAS
DEPARTAMENTO DE HISTÓRIA
 
AFRICANOS LIVRES EM SÃO PAULO NOS OITOCENTOS:
experiências históricas singulares na sala de aula
 
 
Trabalho final para compor a nota da disciplina
(FLH0425) Uma história para a cidade de São
Paulo: um desafio pedagógico, ministrada pela
profa. Dra. Antonia Terra de Calazans Fernandes.
Disciplina optativa eletiva para o curso de
Bacharelado em História.
 
 
Aluno: Paulo Roberto Marques de Oliveira
N. USP: 8576115
Período: vespertino
São Paulo
Dezembro / 2016
 
 
 
 
Introdução
 
Este material didático tem como objetivo trazer informações e propostas de atividades para o(a) professor(a) responsável pela disciplina de história sobre o tema dos
africanos livres em plena sociedade escravista brasileira dos Oitocentos.
 
Para que tanto a(o) docente quanto as(os) alunas(os) pudessem desfrutar melhor das discussões sobre este assunto, optou-se por fazer um recorte específico: as relações sociais dos africanos livres na cidade de São Paulo. Tal temática assume uma grande importância na atualidade, sobretudo porque vemos, com frequência, nos noticiários brasileiros, a chegada de imigrantes provenientes de vários países do continente africano. Claro que há uma diferença significativa entre os africanos livres que chegaram em São Paulo no século XIX a partir do comércio, então, ilegal de seres humanos, e os imigrantes africanos atuais cuja maioria, mesmo não tendo escolha de permanecer em seus países de origem, optaram por viver nesta capital brasileira. O contraste entre ambas as condições visa sensibilizar tanto a(o) docente quanto os(as) alunas(os) com as discussões sobre ser um negro imigrante num país com um forte legado escravista.
 
No século XIX, a discriminação era aberta e cotidiana, já, no século XXI, observa-se a alteração apenas da característica “aberta”. Como um país de “democracia racial”, “ficaria feio” para o Brasil discriminar declaradamente os negros. Nosso racismo assumiu características históricas particulares. Como alguns estudiosos apontam, ele é um racismo diferencialista, isto é, que deixou de segregar abertamente por causa da raça, passando a unir esta característica à condição socioeconômica à qual os negros (pardos e pretos) foram relegados historicamente em nosso país (SILVA, 2008, p. 16). Ao se entender que, infelizmente, o racismo é um discurso assumido como inexistente no Brasil (portanto, não necessitaria, supostamente, de uma problematização, muito menos de um combate direto), podemos refletir sobre as expressões dele “sem que se necessite atribuir o epíteto de racista a seus emissores” (ROSEMBERG; BAZZILI; SILVA, 20031, p. 129 apud SILVA, 2008, p.
19). Este caminho para a análise facilita, a meu ver, a abordagem deste tema em sala de aula.
 
 
As atividades propostas possuem um caráter de sugestão, por isso, podem ser modificadas visando objetivos outros. No entanto, da maneira, como foram organizadas, elas não só privilegiam a discussão sobre fontes escritas e não escritas, fotografias, principalmente, mas também sobre diferentes temas como a escravidão em São Paulo na segunda metade do século XIX, o Hospício dos Alienados, o abandono de edifícios tombados por órgãos de 1 ROSEMBERG, Fúlvia; BRAZILLI, Chirlei; SILVA, Paulo V. B. “Racismo em livros didáticos brasileiros e seu combate: uma revisão da literatura”. In: Educação & Realidade, v. 27, n. 1, jan.-jun./2003, p. 125-46. preservação patrimonial e a história dos rios. Todos concatenados a fim de complexificar o tema central deste material didático que é a experiência histórica dos africanos livres na cidade de São Paulo.
 

Nacionalismo e usos do passado: a representação dos Vikings

UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO
DEPARTAMENTO DE HISTÓRIA
Felipe Uzeda Delgado
Nacionalismo e usos do passado: a representação dos Vikings.
Ensino de História: teoria e prática
Prof. Dr. Antônia Terra de Calazans Fernandes
São Paulo
2017
 
 
 
Tema: Nacionalismo e usos do passado: a representação dos vikings.
 
Objetivo: Através da análise de quadros do romantismo escandinavo buscar-se-á trabalhar com a classe como se dá a construção do passado, de forma que a classe compreenda como se dá sua recuperação e seu uso para atender interesses específicos, no caso, interesses nacionalistas.
 
Público alvo: Terceiro colegial
 
Duração total: 1 aula