Plano de aula A representação do impacto sociopolítico da Copa do Mundo de 1970 no jornal O Pasquim e a revista Veja na Ditadura Militar brasileira

UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO

FACULDADE DE FILOSOFIA, LETRAS E CIÊNCIAS HUMANAS

DEPARTAMENTO DE HISTÓRIA

                      HISTÓRIA DO BRASIL INDEPENDENTE II – FLH0342 

PROFESSOR: DR. MARCOS FRANCISCO NAPOLITANO DE EUGÊNIO

                     

Plano de aula

A representação do impacto sociopolítico da Copa do Mundo de 1970 no jornal O Pasquim e a revista Veja na Ditadura Militar brasileira

ESTUDANTES:

HARINI ABJA KANESIRO - NÚMERO USP: 8576421

JOSÉ BENTO DE OLIVEIRA CAMASSA - NÚMERO USP: 8575409

MARCELA D’ELIA - NÚMERO USP: 7620363

PERÍODO: NOTURNO

São Paulo

2015

ÍNDICE

            A) JUSTIFICATIVA E FONTES

  • Tema

Este plano de aula pretende abordar a apropriação da conquista da seleção brasileira da Copa do Mundo de futebol de 1970 pelo governo de Emílio Garrastazu Médici (1969-1974) na Ditadura Militar brasileira (1964-1985). Para tanto, nos valeremos de duas fontes primárias, ambas jornalísticas, uma reportagem sobre a recepção de Médici no Palácio do Planalto aos campeões mundiais e uma charge sobre alguns dos problemas brasileiros persistentes a despeito da euforia com o campeonato mundial.

A partir das fontes, se desdobrarão os temas da parcialidade jornalística e da possibilidade de diferentes abordagens para um mesmo fenômeno – no caso, a comoção popular com a Copa do Mundo. Além disso, se tocará no tema da seca, mencionado por ambas as fontes.

 

  • Fontes

SEM AUTOR. “A Imagem do Sucesso”. Veja, nº 95, pp. 18-23, 08/07/1970. Disponível no acervo digital da revista, por meio da busca por edição: <http://veja.abril.com.br/acervodigital/> (Acesso em 05/08/2015)

 

JAGUAR. Charge sem título próprio. O Pasquim, 13/08/1970 (JAGUAR; AUGUSTO, 2006)

 

  • Público-alvo

            O presente plano de aula se destina a professores de História do Ensino Médio, por diversos motivos. Primeiramente, pois o conteúdo relativo ao período da Ditadura Militar brasileira, nos currículos e parâmetros escolares (SÃO PAULO, 2011, p. 71), compete a esse nível de ensino – mais especificamente, ao 3º ano do Ensino Médio, na disciplina de História. Nesses mesmos parâmetros, é recomendado o uso da análise de fontes históricas – como o plano de aula que proporemos – como recurso didático, estimulando a capacidade de leitura e interpretação crítica dos estudantes (SÃO PAULO, 2011, p. 36) – a qual é tida como a principal contribuição da disciplina de História no Ensino Médio, dada a função desse nível de preparar os estudantes para “a vida adulta e a inserção autônoma na sociedade” (BRASIL, 2014, p. 22, p. 28). 

Em segundo lugar, cabe destacar que a interpretação iconográfica de charges e matérias jornalísticas também é apontada pelos parâmetros públicos como competência a ser desenvolvida no Ensino Médio. No mesmo sentido, é possível verificar que as questões das últimas edições do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) recorrentemente vêm exigindo a análise de cartuns e trechos de reportagens, bem como têm tratado da Ditadura Militar.

            Além disso, as fontes a serem trabalhadas neste plano de aula estimulam uma ampliação do repertório cultural dos alunos que julgamos bastante adequada para a faixa etária da maioria dos estudantes do 3º ano do Ensino Médio, de modo geral capazes de acionar uma considerável bagagem cultural a partir de determinado conteúdo programático. Também é de se destacar que os alunos dessa série provavelmente já estão, em maior ou menor grau, familiarizados com canais de mídia escrita, como a jornalística, que trataremos na sequência didática. 

 

  • Objetivos

- Mostrar como os esportes, especificamente, o futebol, estabelecem relação com o contexto político de uma época. Abordar e problematizar a apropriação de eventos e conquistas esportivas por parte de governos.

- Verificar como um mesmo fato pode ser compreendido de maneiras díspares, por parte de agentes sociais e políticos distintos.

- Analisar a promoção de um ideário enaltecedor da Ditadura Militar no começo da década de 1970.

- Examinar a parcialidade da imprensa na abordagem que opta fazer da realidade; perceber que diferentes visões políticas e sociais estão presentes em peças jornalísticas distintas.

- Analisar fontes primárias escritas de diferentes tipos (charge e reportagem).

Lei mais...

A Revolta dos Malês, em Salvador da Bahia (1835).

Ensino de História: Teoria e prática (FLH0421)                 Sequência didática - 2015

Docente: Antônia F. C. Terra                                                           Rubens Baldini Neto

 

 

 

Introdução

A cultura é a herança de uma sociedade, o conjunto de objetivos materiais que permitem ao grupo assegurar sua vida cotidiana e a de instituições que coordenam as atividades dos membros dos grupos, de representações coletivas que constituem uma concepção do mundo, uma moral, uma arte. E esse conjunto é transmitido de geração a geração, para cada membro da sociedade, por meio do processo educativo. (Kabenguele MUNANGA, 1986)[1]

 

                A importância do estudo da História da África e dos afro-brasileiros em todos os níveis da Educação brasileira refletida na Lei 11.645/08 foi resultado da luta do movimento negro pela afirmação e valorização de sua cultura como forma de combate ao racismo, que sempre foi negado pela classe dominante brasileira[2], mas que ganhou argumentação consistente nas décadas de 1930 e 1940 com a profusão do “mito da democracia racial no Brasil” excluindo a população negra dos lugares de destaque e as marginalizando.[3]

 

            Assim, podemos afirmar que o ensino de História da África, da cultura e da luta dos afro-descentes no Brasil é importante para combater o racismo estrutural da nossa sociedade, mas vai além e possibilita o conhecer o outro, que na dinâmica da identidade-alteridade se constrói a pluralidade, a diversidade e o respeito.[4] É enriquecer a Educação e a formação dos jovens como um todo, por isso “as crianças e adolescentes que se identificam e são identificados como brancos têm muito a ganhar com o ensino qualificado das histórias e cultura afro-brasileira e indígena” como nos aclara Alberti (2013, p.28).[5]

 

Nazismo, fascismo e Segunda Guerra Mundial

Universidade de São Paulo

Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas Disciplina: Ensino de História – Teoria e Prática Professora: Antônia Terra Calazans Fernandes

Aluno: Mário Teruo Coimbra  Tongu – nº USP: 7665512

1º semestre de 2015

Sequência didática

 

 

Tema: Nazismo, fascismo e Segunda Guerra Mundial

1.Objetivo : trabalhar, principalmente através de fontes textuais, o período das décadas de 30 a 40 do século XX no tocante ao assunto de nazismo,  fascismo  e Segunda Guerra Mundial.

 

2.Número sugeridos de aulas : de 2 a 3 aulas. A sequência foi desenvolvida numa perspectiva em que o professor consiga usufruí- la em uma semana, de forma a não comprometer muito tempo da grade escolar do professor de história (tem em vista que geralmente o professor detêm duas ou três aulas semanais nas escolas). Entretanto, caso o professor quiser dispor de mais aulas por algum motivo(por estar com a matéria adiantada ou substituindo outro professor que faltou ou ainda pode perceber  um  interesse  dos  alunos  nos  debates),  essa  sequência  não  se  limita  a  apenas  esta quantidade, podendo ser estendida conforme a vontade do professor. A sequência, portanto, e stá montada para que seja pensada numa perspectiva mais prática e flexível da disposição das aulas.

3.Material usado: Os textos priorizarão o uso de fontes textuais, como  livros do período a ser estudado, relatos de época e também trechos de historiadores que falam acerca do período. Ao todo serão seis documentos. S ugere-se que o professor tenha pelo menos uma cópia de cada documento e, conforme o número de alunos na referida sala a ser trabalhada esta sequência, tirar outras cópias. Caso o professor preferir, pode dar aos alunos a opção de realizarem as atividades em grupos (com número  máximo  de  integrantes por  grupo  a ser definido  pelo  professor  e pela classe).  Cada documento  apresenta  algumas perguntas  de  apoio,  para  ajudar o  aluno  a  melhor organizar  a abordagem, mas não sendo obrigatórias a sua resposta (o professor e os alunos podem incluir mais perguntas, caso preferirem). Cada documento apresenta também alguns temas para a pesquisa, mas também  não  sendo  obrigatório  (o  professor e os alunos  também podem  incluir outros  temas, enquanto  pertinentes  ao  documento).  Este  material  foi  selecionado  de  forma  que  possa  ser amplamente usado por docentes que, por algum motivo, não tiver à sua disposição outros recursos como notebook, projetor, rádio ou computador.  Desta forma, as atividades seriam entregues em forma de trabalhos impressos.

Holocausto ­ o resgate de histórias e memórias escondidas

Universidade de São Paulo | USP

Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas | FFLCH Departamento de História | DH

Ensino de História: Teoria e Prática

Profa. Dra. Antônia Terra

1o semestre 2015 | vespertino

Sophia Gutierrez, 8030252


Sequência Didática

Tema: Holocausto ­ o resgate de histórias e memórias escondidas

Público alvo: alunos do nono ano do Ensino Fundamental e do Ensino médio

Duração: 2 aulas

 

Objetivos:

 

Trabalhar com os alunos as noções de "construção de discurso" e de “memória histórica” ­ enquanto  formulações  construídas,  alteráveis  ao  longo  do  tempo,  e  que  adquirem significado  de  acordo  com  um  contexto  histórico  específico  ­ através do resgate das histórias dos diversos grupos perseguidos pelo nazismo, jogando luz especialmente sobre aqueles que não possuem muita visibilidade nas discussões acerca do Holocausto. Pretende­se, assim, que sejam mobilizadas com os alunos tanto questões de maior abstração teórica, quanto conteúdos formais do currículo padrão de História (exigidos pelo vestibular).

 

Para  tanto,  propomos  a  utilização de instrumentos variados ­ documentos textuais de época, vídeos e imagens (fotografias, propagandas etc) ­ para levantar as discussões sobre o tema, buscando desenvolver nos alunos habilidades de leitura e interpretação crítica de fontes e discursos.

 

Pretende­se também que seja articulada com os alunos uma discussão política a respeito da temática do preconceito, através de debate acerca de ideias como racismo, segregação, violência e genocídio.

 

Alguns conceitos gerais, de maior complexidade teórica, deverão ser apresentados e/ou esclarecidos aos alunos no decorrer das atividades, conforme pertinentes às discussões ­ a ideia de construção ideológica, por exemplo.

 

Sugerimos que a atividade seja incluída entre as aulas do currículo formal sobre a Segunda Guerra Mundial. Desta forma, não é necessária uma introdução teórica por parte do professor. A atividade foi elaborada em três seções.

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