arquitetura

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Visões de São Paulo colonial na trajetória de Thebas, o arquiteto (1721-1811)

Visões de São Paulo colonial na trajetória de Thebas, o arquiteto (1721-1811)
 
 
 
 
Daniel Sean Bosi Concagh Profa. Dra. Antonia Terra
NºUsp: 4676224
Uma História para a Cidade de São Paulo: um desafio pedagógico
 
 
 
Introdução:
 
A cidade de São Paulo, ao logo de sua história, viveu um intenso processo de transformação material e esquecimento das suas memórias. Os edifícios, casas, ruas e traçados coloniais hoje são quase impossíveis de serem visualizados. As reformas urbanas e intervenções destruíram ou reformaram praticamente todo o seu modelo antigo. As outras grandes cidades brasileiras, apesar de também terem sofrido significativas transformações na passagem do século XIX para o XX, mantiveram sua arquitetura e estruturas coloniais. São Paulo, todavia, adquiriu sua configuração atual nos últimos 100 anos1. O objetivo deste material didático é o de propor um olhar sobre a cidade de São Paulo ao longo do século XVIII, focando na trajetória do arquiteto Thebas, ou Joaquim Pinto de Oliveira; E com isso, se pretende duas coisas: 1ª buscar vislumbrar elementos materiais da cidade naquela época, por meio das construções de Thebas, e a percepção daqueles espaços; 2ª Desmistificar as visões tradicionais da História de São Paulo que, por um lado, construiram a imagem da cidade colonial como a cidade dos bandeirantes, ou raça de gigantes, mantendo todavia o século XVIII em um grande vazio entre o período bandeirante (séculos XVI e XVII), e o enriquecimento do café (século XIX); e, por outro, apagaram a trajetória de um arquiteto escravizado negro, duvidando de sua capacidade de construir coisas tão belas, ou ainda buscando embranquecer a sua imagem. A figura de Thebas, contudo, se não recebeu a devida atenção na literatura, permaneceu como uma lenda dentro do imaginário social urbano. E este ponto será fundamental para este projeto didático: a cidade não é apenas a sua arquitetura e seu traçado urbano. Mas é também a imagem que se faz da cidade.
 
 
1 Glezer, Raquel. Visões de São Paulo. In: Bresciani, Stell (org.). Imagens da cidade - séculos XIX e XX. São Paulo. Marco Zero. ANPUH/FAPESP. 1994.p. 164.
 
 

Fotos: Os ‘anos dourados’ e a São Paulo renovada

Aluno (a): André Payar, Douglas Luz, Jennifer Orofino, José Orenstein de Almeida, Marina Albuquerque, Marcus Vinicius Biaggi e Talita Ferreira
Docente responsável: Maurício Cardoso
 

 

A despeito do início do processo de modernização pela qual a cidade de São Paulo passara durante os anos 20, foi sobretudo nos anos 50 que a metrópole presenciou um intenso processo de industrialização, urbanização e modernização que se refletiu, de maneira intensa, no universo artístico brasileiro e através de algumas datas inaugurativas pode-se ter um cenário dessas transformações em curso.

 

Em 1947, inaugura-se o Museu de Arte de São Paulo; em 1949, inauguram-se a Cia. Vera Cruz, o Teatro Brasileiro de Comédia e, na capital do país, o Museu de Arte Moderna. Na década seguinte, em 1950 inaugurava-se a primeira emissora de televisão do país, a TV Tupi; em 1954, inaugura-se o Parque do Ibirapuera e, em 56, Cinemateca Brasileira.

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