Como podemos trabalhar com a nossa história de vida numa sala de aula? Algumas considerações sobre história oral, local, e fontes visuais

Giovanna Pezzuol Mazza

Nº Usp 5936441

 

“Digo: o real não está na saída nem na chegada: ele se dispõe para a gente é no meio da travessia”

“Comigo as coisas não tem hoje e ant’ontem amanhã: é sempre”

João Guimarães Rosa

 

“Fala-se tanto de memória porque ela não existe mais”

Pierre Nora

 

“A história é uma ilha de edição”

Waly Salomão

 

Quando iniciamos numa sala de aula um curso de História, o que será que vem a mente dos alunos, num primeiro momento? Podemos pensar que essa resposta é bem diversificada, mas com certeza reflete contatos anteriores do aluno com o tema. Com certeza a história difundida pela mídia, pela televisão principalmente, pelos pais, pelos avós, pelos amigos, pela propaganda. Uma história que é, em muitos momentos, pasteurizada, homogênea, sedutora. Será que um aluno acreditaria que sua história de vida, a de seus pais, avós, a história do seu bairro, é uma história que merece ser contada?

Pensando nesses aspectos, entramos no tema da memória, da história que é oral, que é local, que não necessariamente é uma história dos vencedores e para os vencedores. Como mostrar a um público desconfiado que a história individual de uma pessoa qualquer pode trazer aspectos tão ou mais interessantes que a história oficial? Como trazer o aluno para perto da história por meio de suas próprias vivências e por meio das vivências familiares?

 

É um pouco a isso que se pretende essa conversa. Baseada em uma entrevista bem especial com minha avó, pensando em leituras auxiliares que introduzem o tema (Ecléa Bosi no tema da memória dos idosos, José de Souza Martins no tema da história local), e em imagens que nos aproximam de questões históricas (como as gravuras de Lasar Segall relatando o cotidiano imigrante do início do século), esse trabalho pretende trazer a tona algumas possibilidades para o professor.

História Oral: como o sujeito constrói a História?

 

A memória é a vida, sempre carregada por grupos vivos e, nesse sentido, ela está em permanente evolução aberta a dialética da lembrança e do esquecimento, inconsciente de suas deformações sucessivas, vulnerável a todos os usos e manipulações, susceptível de longas latências e de repentinas revitalizações. A História é a reconstrução sempre problemática e incompleta do que não existe mais. A memória é um fenômeno sempre atual, um elo vivido no eterno presente; a História, uma representação do passado” Pierre Nora

 Desde de pequenos somos educados para acreditar que poucos fazem a História, tal como ela é. Esses são os heróis nacionais, os que participaram de fatos marcantes, os grandes atletas, os políticos influentes, enfim, todo um setor da sociedade que recebe esta credibilidade de serem heróis do país. Se compararmos em número os personagens que conhecemos será fácil perceber que apenas uma minoria lutou contra a corrente, participou da história de quem perdeu no final.

Toda essa construção desestimula o aluno, que não se enxerga como um sujeito histórico. Essa escolha, na minha opinião, é uma escolha política da sociedade, que preserva o status quo, pois na medida em que desacredita os alunos enquanto agentes ativos do processo histórico, tudo continuará como está.

É claro que existem limites para a ação individual de cada um, e que nem todos os fatos de nossas vidas constroem de fato algo que poderia ser novo (muitas vezes nossa rotina acaba sendo pura reprodução do que já está dado), mas a consciência da história individual de cada um, de sua família, de seus amigos, aproxima o aluno do fazer e o retira apenas do contemplar, já que passa a existir a possibilidade de que ele se reconheça nesse conteúdo que é construído na sala de aula.

Será que os alunos dão importância a sua história? Será que conhecem a história de seus pais, avós, de onde vieram, o que buscam e buscaram na vida? Será que em algum momento esse aluno tem espaço para se perguntar: qual minha origem? Para onde eu quero ir? É muito importante que se construa esse espaço.

 Em busca dessa memória adormecida, fui entrevistar minha avó, que se chama Dulce Furlan Pezzuol. Desde pequena passei muito tempo com ela, pois meus pais trabalhavam, e com dez anos fui morar em sua casa, que só saí recentemente, com 20 anos. Nesse tempo todo, nossa relação foi bem próxima. Ela me contava algumas de suas histórias, de um tempo que eu não vivi e que não posso reviver devido a destruição do espaço da cidade em que ela viveu (seja da casa, lugares de lazer, a geografia das ruas, etc). Para esta reflexão, pensei em entrevistá-la, em deixá-la falar sobre fatos que para ela própria estavam adormecidos.

A nossa memória nunca é linear, ela, diferente da história que aprendemos na escola, não é cronológica, como aponta João Guimarães Rosa no livro Grande Sertão: Veredas: a lembrança da gente se guarda em trechos diversos, cada um com seu signo e sentimento, uns com os outros acho que nem não misturam. Contar seguido, alinhavado, só mesmo sendo as coisas de rasa importância. De cada vivimento que eu real tive, de alegria forte ou pesar, cada vez daquela hoje vejo que eu era como se fosse diferente pessoa. Sucedido desgovernado (...). tem horas antigas que ficaram muito mais perto da gente do que outras, de recente data.

 Assim, foi bem interessante notar que fatos de sua vida lhe eram marcantes naquele momento para nossa conversa. Para exemplificar, cito aqui o começo da nossa conversa:

Bem, eu vou contar para a Giovanna umas coisas da minha vida desde que eu me lembre, em que eu tinha dois anos e meio ou três anos. Nós, toda minha família, morávamos numa fazenda onde tinham várias famílias, era muito grande e o terreno era muito bom, tinham muitas frutas.

Uma coisa que eu me lembro muito é que eles costumavam embarcar gado, nesse tempo eu tinha uns três anos e meus irmãos me chamaram para ver. E lá fui eu, a menorzinha da família, correndo descalça, sem calcinha, sem tomar café, sem nada e lá a gente viu os peões, cavalos, era muito bonito, muito fascinante naquele tempo pra gente. Aí quando terminou de embarcar todo mundo nós voltamos pra casa, com a minha mãe achando ruim: “O que é que você foi fazer sem calcinha, você é doida? Não tomou café!”. Aí a gente contou que tinha visto embarcar o gado e ela gritava “nunca mais me saia sem calcinha, nunca mais!”.

Não havia nada determinado para a conversa, eu não fiz perguntas exatamente porque queria testar os caminhos que a memória da minha avó iriam fazer. Se notarmos, ela começou por quando era pequena, na fazenda. Sua memória desse período tem fortes marcas da infância, ela lembrou do tamanho do terreno – que para uma criança é sempre maior do que para um adulto – e também lembrou das frutas que pegava, provavelmente em momentos nos quais estava brincando.

Depois lembrou de uma história, de quando ela viu embarcarem o gado, uma história que poderia ser contada assim como muitas outras que eu me lembro de ter escutado ao longo da vida. Me lembro uma vez que ela me contou dos berços dos bebês, que eram pendurados nos tetos para que nenhum inseto subisse, e que uma vez ela viu descendo pela corda do berço de um de seus irmãos uma aranha enorme. Mas essa não foi a história que ela escolheu me contar. Quais serão os mecanismos de memória dentro da nossa cabeça? Essa reflexão nos abre espaço para pensarmos sobre a construção também da História. Por mais que esta seja amparada por uma série de método de pesquisa científicos, até que ponto a História não é também uma construção coletiva dos seres humanos?

Voltando ao tema da História Oral, Ecléa Bosi em seu livro Memória e Sociedade: lembrança de velhos nos aponta para histórias de vida de pessoas idosas. Vivemos num mundo no qual os velhos são extremamente desvalorizados, e isso se relaciona diretamente com uma série de aspectos da sociedade capitalista como tal. Tudo que é considerado velho é ultrapassado, feio, deve ser escondido (quando se reconhece algum valor passa a ser escondido num museu). A busca das pessoas se caracteriza pela eterna juventude, não é mais possível envelhecer, existem muitos tipos de cirurgias plásticas as quais as pessoas se submetem para que seus traços permaneçam jovens.

Com isso os idosos enquanto pessoas que poderiam possuir algum tipo de sabedoria devido a quantidade de experiências pelas quais passaram, passam a ser considerados restos de um tempo que não existe mais. Minha avó por exemplo se sentiu extremamente emocionada quando pode perceber que eu me interessava pela sua história não apenas a título de curiosidade, mas por achar extremamente válido para o mundo de hoje a vida que ela levou ao longo do século XX.

Se pensarmos em algumas tribos indígenas, por exemplo, veremos que esse modelo nem sempre é assim. Usualmente os mais velhos são considerados os mais sábios e aptos para transmitir a cultura de um povo. Claro que não devemos relativizar em dizer que deveríamos inverter os papéis, e que os velhos então são sábios, e os jovens só se tornarão superiores quando também ficarem velhos, mas a construção da velhice tal como está posta é muito problemática. Ecléa Bosi vai nessa linha de argumentação na introdução de seu livro: Em nossa sociedade de classes, dilacerada até as raízes pelas mais cruéis contradições, a mulher, a criança e o velho são, por assim dizer, instâncias privilegiadas daquelas crueldades – traduções do dilaceramento e da culpa.

História Local: descobrindo histórias que nos são próximas

 

 São Paulo. Uma cidade de muitos milhões de habitantes que abriga dentro de si inúmeras micro realidades. Porém, será que todas essas micro realidades possuem o mesmo espaço e a mesma relevância na construção de um discurso sobre a cidade? Será que consideramos a nossa história de vida na cidade participante da construção do espaço urbano?

É interessante notar nesse ponto que habitamos uma cidade que comumente pouco conhecemos. É difícil ter contato com a história do espaço em primeiro lugar porque a cidade está em constante transformação, e o espaço que nossos antepassados ocuparam, lugares que freqüentaram, onde viviam, consumiam, se divertiam, foi sendo modificado e pouco restou de sua memória. Em segundo lugar, somos constantemente desestimulados a conhecer a história de nosso bairro, por exemplo. Quem foram os primeiros habitantes a morar aqui? Quais histórias sobreviveram? Qual o marco deste espaço? Devemos nos perguntar e nos questionar o tempo inteiro sobre o local que habitamos.

Na conversa com minha avó, ela me contou um pouco sobre suas lembranças do bairro de São Caetano, onde foi morar depois que sua família se mudou da fazenda de café que trabalhavam, em Novo Mundo:

Quando chegamos em São Paulo nós não tínhamos nada, nós ficamos em São Caetano de favor porque a gente chegou e não tinha onde ficar. Foi um choque muito ruim pra todos nós. E depois de uns dois meses ou três, papai arrumou uma casa, Rua Pará 138, nunca me esqueço. Era uma casa boazinha, dois quartos, uma sala, uma boa cozinha e um quintal muito grande. Nós fomos morar lá. Mas nada substituía nossa fazenda, não tinha uma fruta, não tinha nada, não tinha onde ficar, onde brincar, a gente brincava na rua e eu só sei que nesse ínterim eu já estava com nove ou dez anos e nós fomos morar em outra casa, porque esse casa eles iam reformar, derrubar, era um espólio. Aí nós fomos para outra casa na Rua Oswaldo Cruz. Eu terminei meu grupo escolar, fui brilhante no meu grupo escolar, mas não deu pra continuar meus estudos, porque antigamente os homens estudavam, as mulheres não. Aí eu fui trabalhar no Brás, na Rua Muller, existia nesse tempo uma fábrica de tampinha de garrafa e eu trabalhava separando as tampinhas que tinham defeito ou não. Papai levantava junto comigo porque eu ia mais cedo, a gente descia a pé até a estação e tomava o trem, ele trabalhava na Mooca e eu trabalhava no Brás.

Com relatos de memórias, é interessante perceber o quanto podemos não ser reconhecidamente heróis que marcaram a história, mas o quanto participamos ativamente do contexto que nos cerca. Pensando nessa entrevista, é valido observar que em todos os currículos escolares a imigração para o Brasil, seus motivos e questões, estão presentes. Porém de uma forma impessoal, um conteúdo homogêneo, distante. Uma alternativa neste caso seria trabalhar com a memória imigrante, ou emigrante dos alunos em sala. Estimulá-los a conhecer a história de sua família, fazendo um paralelo com a história que ensinamos em sala de aula. Pensando assim, seria possível aproximar o aluno do tema, pelo fato de conhecer e pesquisar histórias que complementam o conteúdo da escola, ele poderia se sentir mais familiarizado, de fato se encontrando enquanto sujeito dentro da história.

José de Souza Martins, em seu livro Subúrbio, aponta alguns pontos interessantes acerca do tema da história local e da história de São Paulo. Ele nos diz que, com a libertação das oligarquias, um novo agente econômico entrou em cena juntamente com um novo agente social: a indústria e o operário, descrito como um novo germe de mudanças históricas. A indústria, por sua vez, se espalhou para o subúrbio da cidade, que seria para o autor um posto privilegiado para a observação e estudo das transformações da cidade e da formação das classes sociais, e principalmente da história do operário na cidade.

Minha avó quando veio morar em São Paulo por conta da industrialização acelerada da cidade e falta de mão de obra para estes novos postos de trabalho, viveu exatamente este processo na cidade de São Caetano. Ela pode não ter importância como um nome individual, mas faz parte de uma história na qual ela se reconhece, deixando de ser apenas a página oficial de um livro, sendo uma participante ativa de uma história para o subúrbio, que vai em direção ao centro e não o contrário.

Apesar disso, continuamos convivendo com uma história do subúrbio – e nisso também se encaixam as periferias das grandes cidades – que não é produzido no subúrbio e sim para ele, num movimento de fora para dentro: foi um outro modo de viver na cidade, no seu subúrbio empobrecido de vínculos com a História, pobreza que é a face urbana e espacial da alienação do morador-trabalhador, também ele diferente do cidadão – um cidadão menor por que para ele a cidade foi menos real como cidade ou real de um modo insuficiente, incompleto, parcial. Por isso, é necessário pressupor que a história do subúrbio é diversa da história no subúrbio. A reconstituição daquela se dá por meio dos fragmentos desta, pois no subúrbio a História é fragmentária, incompleta, e se manifesta ocasionalmente.

A partir do momento em que o conteúdo de sala de aula sobre a cidade não é, e não se relaciona com o conteúdo de cidade com o qual o aluno está familiarizado, a história se tornaria fragmentária, como foi apontado acima. Isso porque a história do subúrbio ou da periferia é pouco interessante para as elites, para a mídia é pouco atraente, não é sempre bonita ou feliz. Assim, um outro passo numa sala de aula poderia ser convidar esses alunos a estudarem um pouco sobre seu bairro, sobre o local em que vivem, e como seria possível interagir com esse espaço de modo a torná-lo melhor. A história local não é uma história de protagonistas, mas de coadjuvantes, mas não devemos nos esconder das nossas pequenas ações que podem ser importantes no papel de coadjuvante.

A História que se comunica por meio de imagens

 

Vivemos num mundo bombardeado por imagens. Além do amplo leque de possibilidades com as quais nos deparamos quando escolhemos ligar a televisão ou utilizar a internet, ainda temos que conseguir absorver uma grande quantidade de imagens ao andar pela rua: propagandas, outdoors, estampas, grifes, anúncios, notícias, e tantos outros vinculadores de imagens. De fato, se pensarmos que vivemos numa sociedade capitalista que se baseia na venda de produtos, independente da sua real necessidade ou qualidade, e que essa venda esta dentro de toda uma estrutura que procura a todo instante seduzir o consumidor, nada melhor do que imagens de famílias felizes, pessoas bonitas e bem sucedidas, carros luxuosos e casas na praia para que todos passem a desejar o consumo.

Nesse contexto, qual o poder de uma imagem? Como é possível se apropriar de uma maneira original de um veículo de informação tão explorado no mundo capitalista? Uma coisa é certa: por mais que nosso olhar esteja sempre alienado, voltado para os nossos focos mais cotidianos, sabemos lidar com imagens, vivemos constantemente com elas, e este pode ser e deve ser um proveito tirado pelo professor numa sala de aula.

Pensando em um exemplo concreto de abordagem para uma sala de aula, escolhi esta imagem abaixo, do artista brasileiro Lasar Segall, chamada Navio de imigrantes. As lembranças e recordações da partida da Europa para América estão muito marcadas na minha história pessoal de vida, mas também na história de milhares de filhos ou netos de imigrantes que se estabeleceram no Brasil desde o final do século XIX, quando a imigração foi colocada como solução para a falta de mão de obra nas fazendas devido ao fim da escravidão.

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Nesta imagem observamos um navio de imigrantes em direção ao Brasil. A constituição desta pintura é muito interessante na medida em que mistura o barco em si e os imigrantes, como se fossem uma mesma massa, algo em comum. Nos detalhes, é possível ver o olhar de tristeza dessas pessoas, um olhar de aflição perante o temor de uma vida nova, de uma vida que está por vir e não se sabe muito bem como. Muitos desses imigrantes já estavam vivendo condições de miséria em seus respectivos países, e nesta cena captamos um momento que é o de abandono da terra natal, de abandono do local de origem, o abandono de toda uma cultura da qual se faz parte.

Lasar Segall também fez parte dessa história. Nascido na Alemanha, deixa o país em 1923 para se fixar no Brasil devido a ascensão do nazismo, pois era judeu. Então ao pintar esta tela, de certa forma também está imprimindo um pouco de sua história, de suas aflições e angústias de ser imigrante. Se pensarmos na frase cabeças sem olhos para ver o mundo, é possível pensar o quanto naquele determinado contexto os homens pareciam não ter olhos para enxergar o que de fato estava posto: os homens estavam se juntando para matar outros devido a uma crença, que se tornou com o passar dos anos uma espécie de cegueira.

É possível produzir um objeto de arte, seja pintura, gravura, escultura, grafite ou qualquer outro em cima da nossa história? Esse seria um exercício interessante a ser desenvolvido em uma sala de aula: pedir para que cada um produzisse qualquer registro – textual, visual, sonoro – em cima de sua própria história.

Na entrevista com minha avó ela me contou um pouco sobre as memórias de sua mãe do momento de viagem:

Mamãe falava do navio. O navio era horrível, um cargueiro que tacaram todo mundo lá dentro e para ela foi terrível, porque quando ela veio ela estava grávida. Então ela vomitou muito, e não se sentia bem. Papai não se queixava não. Ele passava o dia lá com ela e a noite ele jogava cartas. Eles chegaram em 1922.

O que aconteceu foi um acidente de percurso porque quando terminou a guerra e o papai voltou para junto da minha avó, descobriu que vovó perdeu três filhos na guerra. O resto voltou, uns quatro ou cinco voltaram. Eu não sei direito mas eu tenho a impressão que eles devem ter chegado no Brasil no começo de 1922 porque a minha irmã nasceu em 4 de Fevereiro, então eles chegaram no começo de Janeiro. Ficaram uns dias na casa do imigrante pra saber exatamente pra onde iam, porque nesse tempo o governo estava distribuindo a turma para as fazendas, e eles foram parar em Minas, onde minha irmã nasceu.

 

Um conteúdo didático, como a imigração por exemplo, pode se tornar mais próximos ao aluno de diversas formas: com o aluno se reconhecendo como parte de uma história – seja por meio de relatos orais, familiares, seja por meio da história de seu bairro, de sua cidade – mas também por meio de recursos audiovisuais que o façam relacionar esse conteúdo e refletir em cima dele de alguma forma. Uma entrevista, como exemplificado acima, uma imagem, como a de Lasar Segall, ou mesmo ambas fontes juntas podem enriquecer não apenas o repertório histórico do aluno, mas também o repertório cultural, seu repertório sobre o mundo no geral.

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