Cartazes: propaganda, a figura do jovem e a do herói

• Aluno (a): Fabiana Marchetti 

 

Análise destes três cartazes, inserido dentro da questão da propaganda de recrutamento de jovendo, sob a luz do tema: Rebeldia e Juvende.

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Esses três cartazes foram utilizados em países diferentes, mas apresentam características em comum sobre as quais pode-se refletir: a composição das imagens e a finalidade para a qual foram criadas.

 

É preciso observar a postura com a qual é mostrado o jovem do primeiro cartaz: o olhar para o horizonte e a presença do símbolo nazista constituem o semblante do jovem herói militar que se posiciona ao lado da nação (representada pela bandeira), a frente de homens e mulheres que confiam na sua coragem e no seu poder de transformação. É preciso reconhecer que este é um artifício de propaganda presente não só nos cartazes alemães, mas também nos cartazes soviéticos que possuíam a mesma intenção de recrutar jovens para as atividades militares.

 

Esta constatação não pretende, de maneira alguma, colocar em níveis de igualdade as ideologias e os pontos de vista políticos nessas localidades, mas ela possibilita a reflexão sobre a propaganda em si, a qual possui uma linguagem que pode ser considerada universal, justamente por dialogar com realidades diferentes, usando os mesmos recursos de imagem. O cartaz norte americano utiliza uma figura aparentemente oposta às utilizadas nas duas outras ocasiões, contudo uma análise mais profunda nos faz entender as semelhanças entre elas.

 

O senhor que aponta ao leitor, recrutando-o para o exército, é um herói que se cristalizou no imaginário estadunidense: Tio Sam1. Apesar de não ser jovem ele se constitui como o herói que está ao lado nação, não há uma bandeira como símbolo da nação, mas ele veste essa bandeira: o terno e a cartola possuem a estampa da bandeira dos Estados Unidos e o seu olhar é fundamental para transmitir a confiança àqueles que precisa conquistar.