Filme: Amantes Constantes

• Aluno (a): Alec Ichiro Ito, Caroline Gusman Anelli, Débora Machado Visini, Iris Czeresnia Kochen, José Augusto Romano Manhani, Laís Cardoso de Andrade, Luciana Saab e Michele Virgilio Aquino Dias. 

 

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Análise do filme Amantes Constantes sob o prisma do tema: Rebeldia e Juventude.

 

Ficha técnica

Diretor: Philippe Garrel

Duração: 178 min.

Ano: 2005

País: França

Gênero: Drama

 

A primeira impressão que se tem desse filme de Philippe Garrel é que entramos em uma atmosfera diferente. Não saberia como escrever uma resenha de um filme assim; talvez um ensaio. Assista o filme, e compreenderá melhor. Primeiramente, o que chama a atenção é a duração: é necessária paciência, já que são quase três horas de filme, e são horas que fluem mesmo que passem lentamente. É essa sensação que nos abate: uma certa nostalgia, lentidão, e uma profunda beleza. Poético talvez seja uma boa palavra para descreve-lo.

O filme divide-se em duas partes, basicamente, as agitações de maio de 68 e o pós-revolução. Vemos os jovens se comprometer com a luta e depois... e depois? Depois voltam às suas vidas, pouco a pouco, sem esquecer a utopia, mas sem mais o que fazer. Preenchem seu cotidiano com ópio, festas, divagações e amores.

O filme tenta apreender o momento posterior à agitação. Os diálogos são significantes, mas o que dá sentido ao filme são os olhares, o modo como a câmera enquadra os personagens e os ambientes, os silêncios e as músicas que irrompem no exato momento. A revolução havia passado, os tempos estavam mudando, era hora de fugir da polícia, hora de seguir com a vida, entrar o sistema contra o qual antes se lutava... Como haveria de ser fácil?

Aquela juventude jamais seria a mesma, e as próximas gerações nunca saberão como era estar em seu lugar.

O filme possui cenas emblemáticas, levanta questões, confronta as mudanças, ironiza situações, e jamais esquece do que é – um filme –, mas é pela cuidadosa direção de Garrel, que viveu a época, e pela fotografia impecável, que o espectador é tragado por completo de maneira quase onírica àquela realidade onde as utopias finalmente morriam, e nada mais viria tomar seu lugar.