Músicas: Lucy In The Sky With Diamonds, Primeira Canção da Estrada e Senhor da Guerra

• Aluno (a): Dahanne Vieira Salles, Erick Miyasato, Fernando O. Viana, Gabriel Pereira, Marcelo Akeo Takiy, Marcus Borgonove, Marjorie Yuri Enya, Paulo G. Bastos, Rafael Farinaccio e Thiago A.R. Oliveir

 


Análise das letras de Lucy In The Sky With Diamonds, Primeira Canção da Estrada e Senhor da Guerra sob prima do tema: Rebeldia e Juventude.

The Beatles (1973) - 1967 1970 Blue Album CD1 - 05 - Lucy in the Sky With Diamonds

 

Picture yourself in a boat on a river Depara-se consigo mesmo em um barco em um rio
With tangerine trees and marmalade skies com árvores de tangerina e céus de marmelada
Somebody calls you, you answer quite slowly Alguém te chama, você responde muito lentamente
A girl with kaleidoscope eyes Uma garota com olhos de caleidoscópio
   
Cellophane flowers of yellow and green Flores de celofane amarelas e verdes
Towering over your head sobressaindo sobre sua cabeça
Look for the girl with the sun in her eyes Procura pela garota com o sol em seus olhos
And she's gone E ela se foi
   
Lucy in the sky with diamonds Lucy no céu com diamantes
Lucy in the sky with diamonds Lucy no céu com diamantes
Lucy in the sky with diamonds Lucy no céu com diamantes
   
Follow her down to a bridge by a fountain Segue-a até uma ponte através de uma fonte
Where rocking horse people eat marshmallow pies Onde pessoas de pedra à cavalo comem tortas de marshmallow
Everyone smiles as you drift past the flowers Todos sorriem enquanto você é levado através das flores
That grow so incredibly high isso cresce tão inacreditavelmente
   
Newspaper taxis appear on the shore Taxis de jornal aparecem à margem do rio
Waiting to take you away Esperando pra levar você
Climb in the back with your head in the clouds Sobe na traseira com sua cabeça nas nuvens
And you're gone E você se foi
   
Lucy in the sky with diamonds Lucy no céu com diamantes
Lucy in the sky with diamonds Lucy no céu com diamantes
Lucy in the sky with diamonds Lucy no céu com diamantes
   
Picture yourself on a train in a station Depara-se consigo mesmo em um trem numa estação
With plasticine porters with looking glass ties Com portadores de massa-de-modelar com gravatas de vidro
Suddenly someone is there at the turnstile De repente alguém está lá na catraca
The girl with kaleidoscope eyes A garota com olhos de caleidoscópio
   
Lucy in the sky with diamonds Lucy no céu com diamantes
Lucy in the sky with diamonds Lucy no céu com diamantes
Lucy in the sky with diamonds Lucy no céu com diamantes
   
   
   
   
   
   
   
   

 

 

Conhecida canção que parece se referir a uma garota (Lucy), mas na verdade é praticamente uma apologia ao uso de drogas. A letra alude às sensações psicodélicas, e como elas ajudam na fuga da realidade do sistema que tenta tragar as pessoas.

 

Sá, Rodrix e Guarabyra – Primeira Canção da Estrada

 

Apesar das minhas roupas rasgadas

E acredito que vá conseguir

Uma carona que me leve pelo menos à cidade mais próxima

Onde ninguém vai me olhar de frente

 

Quando eu tocar na minha guitarra as canções que eu conheço

Eu tinha apenas dezessete anos

No dia em que saí de casa

E não fazem mais de quatro semanas que eu estou na estrada

 

Mas encontrei tantas pessoas tristes desaprendendo como conversar

Que parece que eu estou carregando os pecados do mundo

Que parece que eu estou carregando os pecados do mundo

Que parece que eu estou carregando os pecados do mundo

 

Narrada em primeira pessoa, a canção propõe a existência de um personagem principal de apenas dezessete anos, de roupas rasgadas e que saiu de casa a menos de um mês.

Somente nessa simples captura de elementos, podemos ver que a canção constrói um personagem típico que integraria o movimento hippie em si. Destacando a busca de uma vida fora das regras vigentes, temos a clara sugestão de que o jovem descrito vaga pelas cidades através da carona que espera conseguir com algum desconhecido.

Além desses elementos centrais, podemos também assinalar que a reação negativa das pessoas a essa figura adversa também compõe a letra e abre caminho para outra temática da cultura hippie: o preconceito.

Ao acreditar que na cidade mais próxima “ninguém vai me olhar de frente”, o narrador-personagem denuncia que sua opção de vida causa constrangimento ou repúdio a muitas das pessoas que não compartilham da mesma forma de compreender o mundo.

Por fim, não descartando o posicionamento crítico que se vincula ao próprio movimento, a canção encerra seus versos falando sobre o distanciamento das pessoas. Quando diz que encontrou ”tantas pessoas tristes desaprendendo como conversar”, a crítica ao seu tempo revela a insatisfação que tomava conta dos integrantes do movimento hippie dessa época. A partir desse trabalho, o aluno pode perceber o comportamento que a circularidade dos bens culturais assume no século XX.

Os meios de comunicação e a indústria fonográfica se transformam em meio de propagação de fenômenos culturais que transcendem a barreira imposta pelas fronteiras físicas e comportamentais. Só assim se torna possível falar sobre a possibilidade de existência dos hippies norte-americanos e brasileiros.

[Por Rainer Sousa, retirado de http://www.educador.brasilescola.com/estrategias-ensino/reflexos-cultura-hippie-no-brasil.htm]

 

 

Raul Seixas - Senhor da Guerra

 

 

Muito prazer, eu sou o senhor da guerra

Eu vou lhes dizer o que a guerra encerra

Abra os olhos, vê se presta atenção

Atenção!

Atenção!

 

A guerra traz um pouco de ação

Evita a super-população

É dinheiro pra quem sabe ganhar

E isso faz o mundo girar

Aquele que luta pela paz

Aposto que ainda não sabe a besteira que faz

 

Pois guerra é guerra

Que sacode a nossa terra

Quem se vira aqui se ferra

O negócio é se dar bem

Se a barra pesa

O escarola entra na reza

Bom gorila que se presa

Não dá bola pra ninguém

 

Muito prazer eu sou o senhor da guerra

E vou lhes dizer o que a guerra encerra

Abra os olhos, vê se presta atenção

Atenção!

Atenção!

 

O negócio é ter o mundo na mão

É lança, arco e flecha ou canhão

Agora nosso pique é total

Terceira estrela no sideral

E o velho Halley que se cuide

Ou pegue o rabo e se mude

 

Pois guerra é guerra

Que sacode a nossa terra

Quem se vira aqui se ferra

O negócio é se dar bem

Se a barra pesa

O escarola entra na reza

Bom gorila que se presa

Não dá bola pra ninguém...

 

 

Uma canção anti-guerra em que a letra se coloca como proferida por aqueles que a fazem (“Sou o senhor da guerra”). Quais os interesses para que se defenda essas ações? “Ação”, “evita a super-população”, “dinheiro para quem sabe ganhar”. É também uma crítica ao capitalismo, pois é esse sistema que alimenta os conflitos armados, já que estes representam lucros para aqueles que sabem ganhar. “O negócio é se dar bem”. Aponta o egoísmo e ironiza a condição humana, “bom gorila que se presa não dá bola pra ninguém”, onde o mundo é uma selva onde cada homem só defende seus próprios interesses.