São Paulo

sao-paulo

A imprensa negra através do jornal A Voz da Raça: uma São Paulo de negros para negros

UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO
FACULDADE DE FILOSOFIA, LETRAS E CIÊNCIAS HUMANAS
DEPARTAMENTO DE HISTÓRIA
FLH0425 - UMA HISTÓRIA PARA A CIDADE DE SÃO PAULO: UM DESAFIO PEDAGÓGICO
 
Profa. Dra. Antonia Terra Calazans Fernandes
A imprensa negra através do jornal A Voz da Raça: uma São Paulo de negros para negros
Gisele Matos Chaves
Nº USP 8575879
Sequência didática – Trabalho Final
São Paulo
2016
 
 
 
 
ÍNDICE
Resumo ........................................................................................................................................... 3
Introdução ........................................................................................................................................ 4
 
Atividade 1 – Discussão: a necessidade de uma imprensa negra em pleno século XX ............................................. 6
A vida cotidiana do negro em SP: moradia e emprego ................................................................................... 8
A importância da Frente Negra Brasileira nas questões cruciais a essa população ................................................. 8
 
Atividade 2 – Análise documental: o jornal A Voz da Raça e sua atuação social em diferentes números...................... 11
Integração do negro na sociedade paulista: prós e contras da proposta defendida pela Frente Negra Brasileira em A Voz da Raça .............. 14
 
Atividade 3 – Mãos na massa! Confecção de um jornal que contemple o cotidiano do bairro aonde a escola fica localizada ...................... 18
Considerações finais ...................................................................................................................... 19
Referências bibliográficas .............................................................................................................. 20
Referências iconográficas .............................................................................................................. 20
 
 
 
Resumo
Esta sequência didática, destinada a professores de história que ministram aulas para os 2º e 3º anos do Ensino Médio Regular, tem como principal objetivo trabalhar a Lei 10.639/03, que torna obrigatório o ensino de História e Cultura Africana e Afro-Brasileira nas escolas de todo o país. A temática abordada visa entender o cotidiano do negro na cidade de São Paulo no século XX. Nossa análise se propõe a estudar o papel da imprensa negra paulista em seu período de maior reivindicação política, que se inicia com a fundação da Frente Negra Brasileira (1931) e que tem seu auge com a publicação do seu órgão fundamental, o jornal A Voz da Raça, perdura de 1933 a 1937.
 
Entendemos que as publicações jornalísticas, além de transmitir a realidade vivenciada pelo negro nesse período histórico, retrata também a mentalidade de uma classe média pobre que, em meio a tantas adversidades, procura por meios para sobreviver e ascender socialmente, buscando a integração da população negra à sociedade paulista, reivindicando seus direitos como cidadãos e criticando os preconceitos de cor existentes nessa sociedade que, em pleno século XX, vive uma intensa onda imigratória e de assimilação das teorias raciais, marginalizando, assim, cada vez mais a população negra.
 
A proposta vai além de aulas expositivas tradicionais. O intuito aqui é de incitar o professor a provocar discussões que levem o aluno a entender como os processos históricos passados influenciam nas relações sociais do presente. O modo de estruturação dos movimentos sociais negros, a maneira como esses indivíduos eram tratados pelas autoridades e/ou pela própria população não negra e as formas de sobrevivência encontradas para se integrar na São Paulo moderna e industrializada leva a reflexões que nos permitem pensar o racismo atual e a atual situação da população negra, contribuindo, assim, para que o aprendizado possa diminuir preconceitos e estereótipos associados a esses indivíduos.
 
 
Palavras-chave: Imprensa Negra; Frente Negra Brasileira; A Voz da Raça; São Paulo; Jornal
 
 

Os Indígenas e os Bandeirantes Reescrevendo a história convencional

UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO
FACULDADE DE FILOSOFIA LETRAS E CIÊNCIAS HUMANAS
DEPARTAMENTO DE HISTÓRIA
 
Disciplina: História da cidade de São Paulo: um desafio pedagógico
Os Indígenas e os Bandeirantes Reescrevendo a história convencional
Renata Garcia Cruz
Número USP - 8029924
Professora Dra. Antonia Terra de Calazans Fernandes
Vespertino – 2º Semestre 2016
São Paulo - SP
 
 
 
Sequência didática
 
Objetivos
A ideia dessa sequência didática é uma tentativa de introduzir saberes relacionados à temática indígena, e é como uma chance de reescrever a história convencional de São Paulo, e do Brasil em geral, quando o assunto diz respeito à importância dos bandeirantes e a importância dos indígenas na povoação e desbravamentos de São Paulo.
 
Sabemos que a figura do bandeirante está enraizada no imaginário coletivo da identidade de São Paulo, e os mesmos são vistos como responsáveis pelo avanço do território da América Portuguesa, tendo um espaço como construtores da nação. A ideia é apresentarmos um outro olhar sobre o desbravamento do espaço e o avanço das fronteiras, inserindo os bandeirantes no contexto dos indígenas, nativos da região, e que tiveram um papel muito importante para o desenvolvimento desses processos – povoamento, desbravamento, e construção de São Paulo.
 
As aulas consistem, dessa forma, em atividades de reflexão e de estímulo às críticas dos fatos apresentados, para que com isso seja possível, em algum nível, a desconstrução desse senso-comum tão reproduzido entre os paulistanos. Para além desse assunto específico, procura-se também com essa sequência didática causar uma certa “provocação” nos alunos participantes, com o intuito de estimular o senso crítico e o questionamento de algumas situações do cotidiano. Assim, busca-se que haja uma aproximação entre o aluno e o conteúdo da disciplina de história, e que o estudante possa enxergar além de algumas convenções muitas vezes presentes em livros didáticos, comentários cotidianos e um imaginário coletivo muito enraizado na sociedade paulista. Desta forma, o estímulo à criticidade talvez possa trazer para o aluno uma consciência de outras realidades e questões que muitas vezes não aparecem na mídia e nem são lembradas – como a questão indígena atual, seja na cidade de São Paulo ou no Brasil - mas que são muito relevantes quando pensamos que todos, ao menos teoricamente, possuem direitos básicos iguais. 
 

O (esquecido) protagonismo de Carolina de Jesus numa São Paulo miserável

UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO

FACULDADE DE FILOSOFIA, LETRAS E CIÊNCIAS HUMANAS

DEPARTAMENTO DE HISTÓRIA

CURSO DE UMA HISTÓRIA PARA A CIDADE DE SÃO PAULO: UM DESAFIO PEDAGÓGICO – FLH0425/ 2º SEMESTRE DE 2013

PROFESSORA DRA. ANTONIA TERRA DE CALAZANS FERNANDES

BASEADO EM FATOS REAIS:

O (esquecido) protagonismo de Carolina de Jesus numa São Paulo miserável

 Sequência didática elaborada como trabalho de finalização do curso.

Aluno: José Bento de Oliveira Camassa

Número USP: 8575409

São Paulo

2015

 

“Daria um filme, uma negra e uma criança nos braços/

Solitária na floresta de concreto e aço”

(Racionais Mc’s, Negro Drama, 2002)

 

 

Resumo

            Este projeto de sequência didática, destinado a professores de Educação de Jovens e Adultos (EJA), tem como tema o famoso livro-diário Quarto de Despejo – Diário de uma favelada[1] (1960) da escritora Carolina Maria de Jesus (1914 – 1977), moradora da favela do Canindé, na capital paulista. Nossas análises são uma tentativa de olhar as contradições da década de 1950 da cidade de São Paulo por meio da história individual de Carolina e da dura realidade vivida por ela. Assim, pretendemos resgatar a memória da importante figura de Carolina, que tem estado em desconhecimento do grande público nas últimas décadas. Também sugerimos que se aproveite Carolina de Jesus como um caso que abre portas para se refletir com os alunos, em forma de diálogo, outros dois temas: a relação entre a História e as histórias de vidas; e a importância da leitura e da escrita para o ser humano.

 

Como podemos trabalhar com a nossa história de vida numa sala de aula? Algumas considerações sobre história oral, local, e fontes visuais

Giovanna Pezzuol Mazza

Nº Usp 5936441

 

“Digo: o real não está na saída nem na chegada: ele se dispõe para a gente é no meio da travessia”

“Comigo as coisas não tem hoje e ant’ontem amanhã: é sempre”

João Guimarães Rosa

 

“Fala-se tanto de memória porque ela não existe mais”

Pierre Nora

 

“A história é uma ilha de edição”

Waly Salomão

 

Quando iniciamos numa sala de aula um curso de História, o que será que vem a mente dos alunos, num primeiro momento? Podemos pensar que essa resposta é bem diversificada, mas com certeza reflete contatos anteriores do aluno com o tema. Com certeza a história difundida pela mídia, pela televisão principalmente, pelos pais, pelos avós, pelos amigos, pela propaganda. Uma história que é, em muitos momentos, pasteurizada, homogênea, sedutora. Será que um aluno acreditaria que sua história de vida, a de seus pais, avós, a história do seu bairro, é uma história que merece ser contada?

Divulgar conteúdo