Mulheres Como Produtoras de Arte Visual no Século XX

Universidade de São Paulo
Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas
Departamento de História
Disciplina: Ensino de História: Teoria e Prática
Docente: Antonia Terra Calazans Fernandes
Aluna: Milena Maria de Sá Silva nºUSP: 8030082 Período: Noturno
 
 
 
Sequência didática 1 As mulheres como produtoras de arte visual no século XX
 
Tema
Análise de obras de arte visual no ensino de História
 
 
Objetivos
A sequência de atividades a seguir tem o intuito de trazer visibilidade para a produção de arte visual pelas mulheres ao longo do século XX, uma vez que o meio artístico sempre foi brutalmente excludente das mulheres como agentes ativas no processo de criação das suas obras.
 
Espera-se que os alunos tomem conhecimento desses fatos e percebam a participação ativa das mulheres ao longo do período. Também é esperado que os alunos se respeitem nas discussões, que pensem e se expressem criticamente, que aprendam a analisar imagens e por fim que tragam contribuições, sendo assim ativos na construção do conhecimento acerca do tema.
 
Público-alvo
Alunos dos três anos do Ensino Médio
 
Conteúdos trabalhados
História da Arte, História das Mulheres, Agência Histórica (Protagonismo), Diversidade.
 
Duração
A sugestão é de 4 aulas, porém cada turma possui um ritmo e o professor pode adaptar esta sequência da forma como preferir, fazendo uso de mais ou menos aulas.
 
Materiais
Cópias suficientes das imagens;
Cópias suficientes dos conteúdos textuais; Notebook, caixas de som e projetor.
 
 
Procedimentos
 
Atividade 1: Apresentação e contextualização
 
Exibição do documentário "The 100 Years Show"1, com duração de 30 minutos, feito sobre a vida da artista Carmen Herrera.
Após a exibição, o professor deve iniciar uma conversa com os alunos, tendo como base as seguintes questões:
 
1. Quem é Carmen Herrera?
2. O que faziam seus pais?
3. Que tipo de quadros ela faz?
4. Por que ela decidiu começar a pintar dessa forma?
5. O que vocês acham das obras dela?
6. Como ela se sente fazendo essas obras?
7. Qual a dificuldade que enfrentou por ser uma mulher criando obras de arte?
 
Com essas perguntas, espera-se que os alunos reflitam sobre a posição feminina no mundo das artes no século XX, e que também percebam o quão amplo pode ser o conceito de arte.
 
A pergunta 4 é importante para o desenvolvimento das atividades a seguir, já que mostra o momento em que a artista sente que precisa se libertar das formas antigas de fazer pinturas e segue por um formato novo, podendo ser utilizada também para discutir o que era considerado arte e o que não era e ainda refletir sobre o que era produzido pelos governos autoritários como arte e o que os movimentos contrários criavam como resistência, caso o debate vá por essa direção.
 
 
 
Atividade 2: Análise de imagens
 
Para o desenvolvimento dessa atividade, o professor deve dispor a turma em um círculo e exibir o quadro “The Sunflower Quilting Bee at Arles”2 (1991), de Faith Ringgold (1930 – ).
 
A ideia é exercitar a observação e análise dos alunos acerca de uma pintura contemporânea.
Como uma forma de direcionar o debate, algumas perguntas possíveis:
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1 Disponível no catálogo da Netflix (Acesso em Junho/2017)
2 Disponível no site da artista: http://www.faithringgold.com/ringgold/d15.htm (Acesso em Junho/2017)
 
 
1. O que mais chamou a atenção de vocês nesse quadro?
2. Quem são as pessoas no quadro?
3. O que vocês acham que está acontecendo nessa imagem?
4. Vocês acham que é uma obra de arte? Qual o motivo?
 
Após este exercício, o professor irá distribuir uma cópia das imagens a seguir para os alunos, sem fornecer os dados. A ideia é que analisem as imagens como fizeram com a primeira e o professor deve explicar que precisam prestar atenção aos detalhes, cores utilizadas, e tentar descobrir qual das duas foi pintada antes e justificar o motivo da resposta. É possível deixar esses passos para a realização da análise escritos na lousa ou mesmo imprimi-los e entregar junto com as imagens.
 
São elas:
“The Globe” (1883), de Henriette Rönner-Knip (1821 – 1909) “Papilla Estelar” (1958), de Remedios Varo (1908 – 1963)
 
Após um tempo, o professor distribui uma cópia do seguinte trecho, que tem o intuito de auxiliar a pensar no que seria a liberdade de criação de arte visual. É uma dica para verificar as formas mais livres do quadro de Remedios Varo, surrealista e baseado em símbolos, em contraposição ao quadro de Henriette Rönner-Knip que propõe uma cena mais “real” e objetiva da vida doméstica.
 
“Minha maior habilidade está no cuidado e uso das relações de forma, visão e imaginação... Eu tenho uma apreciação sensível e habilidade de lidar com a cor. Eu sinto a completa liberdade de tomar qualquer iniciativa com a forma e o espaço.”3 Marguerite Zorach (1887 – 1968)
 
Finalizar com uma discussão, convidando os alunos a partilharem os resultados das suas análises e reflexões com a sala, revelando também as informações de cada pintura.
 
 
 
Atividade 3: Avaliação e encerramento
 
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3 Marguerite Zorach, “The Artist’s Statement,” William & Marguerite Zorach. http://www.exitfive.com/zorach/marguerite.html (Acesso em Junho/2017) - A tradução feita é livre.
 
 
 
Como método de avaliação sugere-se que os alunos produzam um texto em sala, de no máximo uma folha, tendo como tema principal o mesmo da sequência de atividades onde devem elencar os elementos que consideraram mais importantes.
 
Anexo 1. “The Sunflower Quilting Bee at Arles” (1991), Faith Ringgold (1930 – )
 
Anexo 2. “The Globe” (1883), de Henriette Rönner-Knip (1821 – 1909)
 
 
Anexo 3. “Papilla Estelar” (1958), de Remedios Varo (1908 – 1963)
 
 
 
 
AnexoTamanho
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