A Escola Anarquista

UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO

FACULDADE DE FILOSOFIA LETRAS E CIÊNCIAS HUMANAS

DEPARTAMENTO DE HISTÓRIA

DISCIPLINA: A ESCOLA NO MUNDO CONTEMPORÂNEO

ORIENTADORA: ANTONIA TERRA CALAZANS

PROPOSTA DE SEQUÊNCIA DIDÁTICA

ALUNO: MAGNO HENRIQUE DE SOUZA FREITAS

Nº USP: 7198290

 

SEQUÊNCIA DIDÁTICA – A ESCOLA ANARQUISTA

 

Apresentação

 

No começo do século XX, a sociedade brasileira passou por uma série de transformações socioeconômicas que refletiram no surgimento de novos hábitos e costumes, a maioria dos quais pautados pelos ideais de modernidade e progresso em voga no velho Continen[1]. Dentro desse contexto, emergiram formas de resistência no campo político, das artes[2], e ainda nos movimentos sociais; sintomático da organização da sociedade civil contra a desigualdade social disparada pelo processo modernizador capitalista, surgiram tendências que passaram a atribuir à educação um peso preponderante para a superação dos conflitos sociais amplificados pela nova ordem. Maior exemplo disso foi a instituição, no Brasil, da escola anarquista, tendência posta em prática por meio do advento de imigrantes europeus ao território brasileiro[3].

 

Objetivo

 

Diante de tais informações preliminares, elaboramos uma proposta de aula cujo objetivo é:

  • Propor uma abordagem a respeito das ideias anarquistas no Brasil, pretendendo com isso mostrar como tais ideias articulavam-se contra a modernização capitalista que se deu durante a Primeira República, e criticar o lugar-comum que acredita serem os países periféricos meros receptores de ideias estrangeiras;
  • Analisar e expor as principais ideias contidas no conceito de escola anarquista;
  • Apresentar expoentes do pensamento da educação anarquista, bem como exemplos de projetos de escolas anarquistas no Brasil;

 

Público Alvo e Cronograma

 

Por se tratar de uma temática tanto vinculada ao contexto histórico da Primeira República como pertencente ao componente de estudos que englobam a área de Sociologia, a sequência didática que se segue pode ser aplicada aos alunos matriculados no ensino regular – 9º ano –, compondo com isso os estudos em entorno da Primeira República, e ao ensino médio, constituindo as temáticas referentes às ideologias políticas (capitalismo, socialismo, anarquismo, etc.)

Em termos gerais, pensamos em atividade/aula. No total, a sequência didática ocuparia cerca de sete aulas. Dependendo das necessidades do professor, ele poderia, contudo, reduzir a carga de aulas pela metade, reservando duas atividades por aula.

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[1] Sobre as transformações culturais vividas pelo Brasil nesse período, ver SEVCENKO, Nicolau. Literatura como Missão: Tensões sociais e criação cultural na Primeira República. São Paulo, Companhia das Letras, 2003.

[2] Ibid.; O mesmo autor analisa dois autores, Lima Barreto e Euclides da Cunha.

[3] GALLO, Silvio & MORAES, José Damiro. “Anarquismo E educação: a educação libertária na primeira república”. In: STEPHANOU, Maria e BASTOS, Maria Helena Câmara (org.). Histórias e memórias da educação no Brasil. Petrópolis: Vozes, 2009.

 

 

PRIMEIRO BLOCO– O QUE É ANARQUISMO?

 

Atividade 1 – Música

 

De Cabeça pra Baixo[4]

Por Raul Seixas e Paulo Coelho

 

É na cidade de cabeça prá baixo 
A gente usa o teto como capacho 
Ninguém precisa morrer 
Prá conseguir o Paraíso no alto 
O céu já está no asfalto

Na cidade de cabeça prá baixo 
Dinheiro é fruta que apodrece no cacho 
Ninguém precisa correr 
Nem tem idéia do que é calendário 
Num tem problema de horário 
Na cidade de cabeça prá baixo

É tão bonito ver o sorriso do povo 
Que habita o lugar 
Olhar prá cima e ver a espuma das ondas 
Se quebrando no ar

Na cidade de cabeça prá baixo 
A gente usa o teto como capacho 
Ninguém precisa fazer 
Nenhuma coisa que não tenha vontade 
Vou me mudar prá cidade 
Vou pra cidade de cabeça prá baixo 
Olha prá cima meu filho 
O chão é lugar de cuspir

Na cidade de cabeça pra baixo
É tão bonito ver o sorriso do povo 
Que habita o lugar 
Olhar prá cima e ver a espuma das ondas 
Se quebrando no ar

Na cidade de cabeça prá baixo 
A gente usa o teto como capacho 
Ninguém precisa fazer 
Nenhuma coisa que não tenha vontade 
Vou me mudar prá cidade, nego, eu

É na cidade de cabeça pra baixo
É na cidade de cabeça pra baixo
É na cidade de cabeça pra baixo...

 

            Para iniciar uma abordagem a respeito da temática do anarquismo, propomos que as crianças escutem uma música escrita por Raul Seixas em parceria com Paulo Coelho. Após escutarem a música, as crianças poderiam ser convidadas a dialogar, em grupo, com o professor como mediador, qual seria a característica principal da cidade imaginária descrita na canção. Algumas questões podem ser sugeridas pelo professor:

  1. Os compositores criticam algum modelo específico de cidade, se sim, qual modelo?
  2. Qual seria o “ritmo de vida” dessa cidade imaginária? Ele seria um ritmo pautado pelo dinheiro, pelo trabalho rotineirizado?
  3. Nos versos: “Ninguém precisa morrer/ prá conseguir o Paraíso no alto/ o céu já está no asfalto”, é possível lermos alguma consideração de ordem religiosa? Se sim, qual? Por que o eu-lírico do verso diz que o paraíso pode estar no asfalto?
  4. Os alunos, poderiam imaginar, escrevendo um texto em seus cadernos, como seria a vida na cidade imaginária descrita na canção. Por que a canção fala de uma cidade de cabeça pra baixo?

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[4] A música em questão foi lançada originalmente em 1977 no álbum “O dia em que a terra parou”. É possível contextualizá-la a partir da modernização conservadora – de moldes capitalista - do Regime Militar. A música pode ser ouvida no link: https://www.youtube.com/watch?v=KLD7xlW2jaw

 

Atividade 2 –Verbete de dicionário

 

O termo Anarquismo, ao qual frequentemente é associado o de “anarquia”, tem uma origem precisa do grego (αναρχία), sem Governo: 
através deste vocábulo se indicou sempre uma sociedade, livre de todo o domínio político autoritário, na qual o homem se afirmaria 
apenas através da própria ação exercida livremente num contexto sócio-político em que todos deverão ser livres. 
Anarquismo significou, portanto, a libertação de todo o poder superior, fosse ele de ordem ideológica (religião, doutrinas, políticas, etc.), 
fosse de ordem política (estrutura administrativa hierarquizada), de ordem econômica (propriedade dos meios de produção), de ordem social
 (integração numa classe ou num grupo determinado), ou até de ordem jurídica (a lei). 
A estes motivos se junta o impulso geral para a liberdade. 
Daí provém o rótulo de libertarismo, atribuído ao movimento, e de libertário, empregado para designar o que adere ao libertarismo[5].

 

O trecho acima foi extraído do verbete “Anarquismo”, disponível no Dicionário de Política. A partir do excerto, distribuído em folha para cada jovem, o professor poderá apresentar brevemente o conceito de anarquismo. No referido dicionário, pode-se encontrar outros excertos, talvez mais apropriados às intenções dos professores. De modo geral, a partir do trecho transcrito acima, é possível se debater em sala de aula o conceito central do anarquismo: libertação das formas de poder institucional.

Pode-se de questionar com base no trecho e na discussão mediada pelo professor:

  1. O que é anarquismo?
  2. Qual a principal ideia do anarquismo?
  3. É possível, como diz o significado histórico do termo anarquista contido no excerto, a libertação de todo o poder superior?
  4. Assim como imaginaram como seria viver numa cidade de cabeça par baixo, os alunos poderiam transpor para o papel situações hipotéticas nas quais eles viveriam numa sociedade anarquista.

A partir das respostas dos alunos, o professor pode encontrar elementos para reformular sua exposição acerca do anarquismo, esclarecendo dúvidas e considerando as indagações dos alunos.

 

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[4] A música em questão foi lançada originalmente em 1977 no álbum “O dia em que a terra parou”. É possível contextualizá-la a partir da modernização conservadora – de moldes capitalista - do Regime Militar. A música pode ser ouvida no link: https://www.youtube.com/watch?v=KLD7xlW2jaw

[5] BOBBIO, Noberto; MATTEUCCI, Nicola; PASQUINO, Gianfranco. Brasília, Editora da Universidade de Brasília, 13ª ed, 2010.

 

 

Atividade 3 – Imagem

Observando a imagem acima, extraída do álbum “Ideologia”, do cantor e compositor Cazuza, o professor pode propor a seguinte dinâmica centrada em duas questões?

  1. Quais são os símbolos que podem ser identificados no álbum?
  2. O que eles representam?
  3. Qual a relação deles com o título do álbum – Ideologia -  que surge na imagem?

A partir dessa dinâmica, o professor poderia contextualizar o símbolo do anarquismo que aparece na capa do álbum do músico brasileiro, salientando que ele representa uma linha de pensamento, uma ideologia – se o professor preferir usar esse termo. O objetivo dessa atividade é proporcionar ao aluno a compreensão de que existem diferentes modos de se conceber a relação de convivência entre os homens.

 

 

SEGUNDO BLOCO – A ESCOLA ANARQUISTA

 

 

Atividade 4 – Texto[6]

 

O objetivo central da quarta atividade é apresentar aos alunos algumas visões a respeito da natureza da escola anarquista. Para tanto, selecionarmos dois excertos extraídos do livro “A Escola Moderna”, do pensador espanhol Frasesc Ferrer i Guardia. A ideia é que o professor e alunos leiam os excertos afim de discutir se é possível extrair deles reflexões sobre a natureza da escola anarquista.

 

1.

O futuro há de brotar da escola. Tudo que for edificado sobre outra base está construído sobre areia. Mas, por desgraça, a escola pode tanto servir de cimento para os baluartes da tirania quanto para os castelos da liberdade. Deste ponto de partida podemos arrancar tanto a barbárie quanto a civilização (Ferrer i Guàrdia, 1912, p. 22).

 

2.

A verdade é de todos e socialmente deve-se a todo mundo. Colocar-lhe um preço, reservá-la como monopólio dos poderosos, deixar os humildes em uma sistemática ignorância e, o que é ainda pior, dar-lhes uma verdade dogmática e oficial, em contradição com a ciência, para que aceitem sem protesto seu ínfimo e deplorável estado, sob um regime político democrático, é uma indignidade intolerável e, por minha parte, julgo que o mais eficaz protesto e a mais positiva ação revolucionária consiste em dar aos oprimidos, aos deserdados e a todos quantos sintam impulsos justiceiros essa verdade que lhes é roubada, determinante das energias suficientes para a grande obra de regeneração da sociedade (Ferrer i Guàrdia, 1912, p. 20-21).

Os alunos poderiam ser convidados a discutir algumas questões:

  1. Por que Ferrer considera que “o futuro há de brotar da escola”? O que significa os “baluartes da tirania” e os “castelos de liberdade”? Qual a relação desses termos com o pensamento anarquista?
  2. O que seria a “verdade” que o autor trata no segundo trecho?

 

Para a segunda questão o professor poderá situar, caso julgar conveniente, a aproximação do pensamento do filósofo espanhol com o pensamento positivista então em voga.

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[6] GALLO, Silvio. Francisco Guardia: o mártir da Escola Moderna. In Pro-Prosições vol.24 nº 2. Campinas, Mai/Ago, 2013. Acesso em http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S010373072013000200015&script=sci_arttext

 

 

Atividade 5 – Poema

 

Texto 1

“Com suas ideias e sua militância, Ferrer despertou a inimizade dos poderes espanhóis, quer da Monarquia e seus partidários, por sua defesa do republicanismo, quer da Igreja, por seu anticlericalismo extremado. Defendia uma Espanha moderna, justa e democrática, liberta da tirania da Monarquia e da Igreja Católica”.

Texto 2

Conforme aponta Silvio Gallo em seu ensaio intitulado “Francisco Guardia: o mártir da Escola Moderna”, Ferrer sofreu forte perseguição política da Monarquia espanhola e da Igreja Católica, instituições que o perseguiram por seus ideais[7]. O excerto acima, subtraído do referido ensaio, poderia ser distribuído para as crianças juntamente com um poema de Manuel Bandeira, o qual, apesar de não mencionar o pensador anarquista, apresenta duas “Espanhas”, uma das quais seria a responsável por condenar a morte pensadores como Ferrer:

No vosso e em meu coração
por: Manuel Bandeira

Espanha no coração
No coração de Neruda,
No vosso e em meu coração.
Espanha da liberdade,
Não a Espanha da opressão.

Espanha republicana:
A Espanha de Franco, não!
Velha Espanha de Pelaio,
Do Cid, do Grã-Capitão!
Espanha de honra e verdade,
Não a Espanha da traição!
Espanha de Dom Rodrigo,
Não a do Conde Julião!

Espanha republicana:
A Espanha de Franco, não!

Espanha dos grandes místicos,
Dos santos poetas, de João
Da Cruz, de Teresa de Ávila
E de Frei Luís de Leão!
Espanha da livre crença,
Jamais a da Inquisição!
Espanha de Lope e Góngora,
De Góia e Cervantes, não
A de Felipe II
Nem Fernando, o balandrão!
Espanha que se batia
Contra o corso Napoleão!

Espanha da liberdade:

A Espanha de Franco, não!
Espanha republicana,
Noiva da Revolução!
Espanha atual de Picasso,
De Casals, de Lorca, irmão
assassinado em Granada!
Espanha no coração
De Pablo Neruda, Espanha
No vosso e em meu coração[8]!

 

Os alunos poderiam realizar a seguinte atividade. No poema, o eu-lírico estabelece a distinção entre duas “Espanhas”. O que caracteriza cada uma delas? Quem são os atores históricos que emergem do poema? É possível organizá-los em dois grupos? De qual lado estaria o pensador Ferrer i Guardia? Por quê?

A respeito do conflito entre igreja Católica e ideias anarquistas, no caso do Brasil, podemos lembrar que em 1913, ao formar-se Segundo Congresso Operário Brasileiro cujo tema foi "Educação e a instrução da classe operária", ocorreu uma forte crítica, por parte dos congressistas, à Igreja acusada de manter o povo na ignorância[9].

 

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[7] A respeito disso, pode-se afirmar ainda que “a proposta da educação racionalista se opunha fortemente ao ensino tradicional, submisso ao dogmatismo e compartilhava de uma tradição vinculada à ilustração, à razão e ao espírito da ciência, opondo-se ao obscurantismo da ignorância, subsídio do preconceito e da miséria. O ensino deveria se estabelecer à serviço da transformação, atuando na formação de ‘homens capazes de evoluir, incessantemente, capazes de destruir, renovar constantemente os meios e renovar-se a si mesmos’. Essa perspectiva pontuava uma crítica direta ao ensino burguês e cristão – estritamente arraigado à educação espanhola -, que visa a atender aos interesses do capitalismo e conservar uma sociedade injusta e exploradora.” In. SANTOS, Luciana Eliza dos. A trajetória anarquista do educador João Penteado: leituras sobre educação, cultura e sociedade. Orientação Carmen Sylvia Vidigal Moraes. São Paulo, s.n, 2009.

[8] BANDEIRA, Manuel. “No vosso e em meu coração”.  IN: Estrela da vida inteira. 20ª ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1993.

[9] GALLO, Silvio & MORAES, José Damiro. “Anarquismo E educação: a educação libertária na primeira república”. In: STEPHANOU, Maria e BASTOS, Maria Helena Câmara (org.). Histórias e memórias da educação no Brasil. Petrópolis: Vozes, 2009.

 

 

 

Atividade 6 – Imagens

 

Imagem 1 – João Penteado e seus alunos

Imagem 2

Academia de Comércio Saldanho Marinho, local onde funcionou a primeira escola moderna de São Paulo.

 

No Brasil, João Penteado, ao lado de Adelino Pinho e Florentino de Carvalho, foram um dos percussores da chamada escola moderna. Enquanto na imagem 1 vemos João Penteado numa foto de 1913, ao lado de seus alunos e de uma professora não identificada, na imagem dois temos a fachada da então “Academia de Comércio Saldanha Marinho”, local onde a escola moderna número um existiu até ser fechada em 1919 pelas iniciativas de governantes que alegaram o perigo das atividades anarquistas e que usaram como exemplo o uma trágica explosão ocorrida no referido ano.

 Para a análise das fotografias, o professor poderia salientar a mistura de meninos e meninas[10], presentes na primeira fotografia – algo que não foi sempre assim ao longo da história da escola regular no Brasil – e na segunda, a imponência do edifício situado então na Avenida Celso Garcia, Zona Leste de São Paulo.

Contrastada com a imagem abaixo[11], aonde é possível ver o mesmo local, o aluno poderia ter uma consciência de a escola moderna número um encontrava-se numa localidade importante e efervescente.

 

A partir das imagens, algumas questões poderiam ser propostas aos alunos

  1. Quem são as pessoas que aparecem na imagem 1. Quem foi João Penteado?
  2. O que explicaria o contraste entre a imagem 2 e a imagem 3?
  3.  

Com a primeira questão o professor poderia trabalhar a figura de João Penteado. Poderia ainda especular com os alunos qual a origem das crianças e da professora presentes na fotografia. Residiam próximo da escola? Eram provenientes de família operária (basicamente, sim).  Em relação à segunda questão, o professor teria um elemento para concluir a sequência didática. Afinal, o declínio arquitetônico do edifício pode representar também o declínio de um projeto de escola que foi abortado pelo governo ainda na década de 20.

 

Atividade 7 – Os boletins da escola moderna

 

Os alunos poderiam, num primeiro momento, folhear os boletins da escola moderna[12] Isso porque como trata-se de um documento farto, com tipografia e linguagem antiga, o principal objetivo seria apresenta-lo ao aluno. Posteriormente, o professor poderia escolher um trecho para que, em grupo, os alunos investigassem o que o documento pode lhes contar acerca da escola moderna.

 

Trecho 1 –

 

 

 

Trecho 2

 

 

Perguntas que podem ser feitas aos alunos:

 

  1. Qual era a principal proposta da escola moderna?
  2. Por que o Boletim homenageia Ferrer?
  3. O que seria o racionalismo humanitário?

 

 

 

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[10] No que se relaciona a outro princípio educativo, o da co-educação de sexo, é interessante observar que nos primeiros anos de funcionamento a escola fornecia ensino aos dois sexos, mas separadamente, em períodos escolares diferentes, “das 8hs ao meio dia, para a seção masculina, e das 12.30 às 16.30hs para a seção feminina”. Tal separação, estranha aos princípios anarquistas, não irá permanecer nas escolas posteriores. In. MORAES, Carmen Sylvia Vidigal; SILVA, Doris Accioly e. “Arquivo João Penteado e sua importância para os estudos de educação anarquista no Brasil. Projeto História, São Paulo, n. 48, Dez. 2013.

[11] As três imagens foram subtraídas do endereço eletrônico - http://www.saopauloantiga.com.br/colegio-saldanha-marinho/

[12] O material pode ser encontrado no endereço eletrônico > http://www.marxists.org/portugues/tematica/jornais/escola/

 

 

 

Referências

 

BOBBIO, Noberto; MATTEUCCI, Nicola; PASQUINO, Gianfranco. Brasília, Editora da Universidade de Brasília, 13ª ed, 2010.

GALLO, Silvio & MORAES, José Damiro. “Anarquismo E educação: a educação libertária na primeira república”. In: STEPHANOU, Maria e BASTOS, Maria Helena Câmara (org.). Histórias e memórias da educação no Brasil. Petrópolis: Vozes, 2009.

MORAES, Carmen Sylvia Vidigal; SILVA, Doris Accioly e. “Arquivo João Penteado e sua importância para os estudos de educação anarquista no Brasil. Projeto História, São Paulo, n. 48, Dez. 2013.

 

SANTOS, Luciana Eliza dos. A trajetória anarquista do educador João Penteado: leituras sobre educação, cultura e sociedade. Orientação Carmen Sylvia Vidigal Moraes. São Paulo, s.n, 2009.

 

SEVCENKO, Nicolau. Literatura como Missão: Tensões sociais e criação cultural na Primeira República. São Paulo, Companhia das Letras, 2003.

Sites consultados:

 

http://www.marxists.org/portugues/tematica/jornais/escola/

http://www.revistadehistoria.com.br/secao/educacao/anarquismo-no-curriculo

http://www.saopauloantiga.com.br/colegio-saldanha-marinho/

 



[1] Sobre as transformações culturais vividas pelo Brasil nesse período, ver SEVCENKO, Nicolau. Literatura como Missão: Tensões sociais e criação cultural na Primeira República. São Paulo, Companhia das Letras, 2003.

 

[2] Ibid.; O mesmo autor analisa dois autores, Lima Barreto e Euclides da Cunha.

 

[3] GALLO, Silvio & MORAES, José Damiro. “Anarquismo E educação: a educação libertária na primeira república”. In: STEPHANOU, Maria e BASTOS, Maria Helena Câmara (org.). Histórias e memórias da educação no Brasil. Petrópolis: Vozes, 2009.

[4] A música em questão foi lançada originalmente em 1977 no álbum “O dia em que a terra parou”. É possível contextualizá-la a partir da modernização conservadora – de moldes capitalista - do Regime Militar. A música pode ser ouvida no link: https://www.youtube.com/watch?v=KLD7xlW2jaw

[5] BOBBIO, Noberto; MATTEUCCI, Nicola; PASQUINO, Gianfranco. Brasília, Editora da Universidade de Brasília, 13ª ed, 2010.

[6] GALLO, Silvio. Francisco Guardia: o mártir da Escola Moderna. In Pro-Prosições vol.24 nº 2. Campinas, Mai/Ago, 2013. Acesso em http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S010373072013000200015&script=sci_arttext

[7] A respeito disso, pode-se afirmar ainda que “a proposta da educação racionalista se opunha fortemente ao ensino tradicional, submisso ao dogmatismo e compartilhava de uma tradição vinculada à ilustração, à razão e ao espírito da ciência, opondo-se ao obscurantismo da ignorância, subsídio do preconceito e da miséria. O ensino deveria se estabelecer à serviço da transformação, atuando na formação de ‘homens capazes de evoluir, incessantemente, capazes de destruir, renovar constantemente os meios e renovar-se a si mesmos’. Essa perspectiva pontuava uma crítica direta ao ensino burguês e cristão – estritamente arraigado à educação espanhola -, que visa a atender aos interesses do capitalismo e conservar uma sociedade injusta e exploradora.” In. SANTOS, Luciana Eliza dos. A trajetória anarquista do educador João Penteado: leituras sobre educação, cultura e sociedade. Orientação Carmen Sylvia Vidigal Moraes. São Paulo, s.n, 2009.

[8] BANDEIRA, Manuel. “No vosso e em meu coração”.  IN: Estrela da vida inteira. 20ª ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1993.

 

[9] GALLO, Silvio & MORAES, José Damiro. “Anarquismo E educação: a educação libertária na primeira república”. In: STEPHANOU, Maria e BASTOS, Maria Helena Câmara (org.). Histórias e memórias da educação no Brasil. Petrópolis: Vozes, 2009.

 

[10] No que se relaciona a outro princípio educativo, o da co-educação de sexo, é interessante observar que nos primeiros anos de funcionamento a escola fornecia ensino aos dois sexos, mas separadamente, em períodos escolares diferentes, “das 8hs ao meio dia, para a seção masculina, e das 12.30 às 16.30hs para a seção feminina”. Tal separação, estranha aos princípios anarquistas, não irá permanecer nas escolas posteriores. In. MORAES, Carmen Sylvia Vidigal; SILVA, Doris Accioly e. “Arquivo João Penteado e sua importância para os estudos de educação anarquista no Brasil. Projeto História, São Paulo, n. 48, Dez. 2013.

 

[11] As três imagens foram subtraídas do endereço eletrônico - http://www.saopauloantiga.com.br/colegio-saldanha-marinho/

[12] O material pode ser encontrado no endereço eletrônico > http://www.marxists.org/portugues/tematica/jornais/escola/

 

AnexoTamanho
4 - Sequência Didática - A Escola no Mundo Contemporâneo - 2º14 - Magno.pdf806.61 KB