A leitura na era digital: da carta ao Facebook

UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO

FACULDADE DE FILOSOFIA, LETRAS E CIÊNCIAS HUMANAS DEPARTAMENTO DE HISTÓRIA

BRUNA OLIVEIRA DA SILVA

 

 

Sequência Didática

A leitura na era digital: da carta ao Facebook

SÃO PAULO

2015

A proposta desta sequência didática foi elaborada para alunos de Ensino Médio. Portanto, considera – se que as aulas terão duração de aproximadamente 50 minutos. Para compor esta sequência, foram elaboradas quatro aulas.
Os assuntos que serão tratados nesta sequência referem – se à temática “leitura”

1 . A abordagem tem por objetivo, apresentar aos alunos um maior repertório de fontes de leitura e consequentemente, de comunicação.  Para tanto, propõe – se a apresentação de materiais que serviram como meios de comunicação e material de pesquisa durante o século XX no Brasil: bilhetes, livros, cartas e também fontes atuais, através das quais as pessoas se comunicam e realizam pesquisas, tais como: Facebook, pesquisa em internet, e-mail.

 

Primeira aula

Propõe – se nesta primeira aula, uma pequena introdução da temática, através da qual o professor pode questionar os alunos: “Quais meios de comunicação vocês usam quando querem entrar em contato com um amigo? Por qual motivo vocês escolhem estes meios?”. Para a conversa sobre esta questão propõe – se que o professor dedique cerca de 10 minutos da aula. Após isto, o docente pode expor aos alunos os seguintes materiais:
*Uma página de uma rede social

 

1- Esta temática foi escolhida tendo – se por base os questionamentos exibidos por Circe Bittencourt no texto: “Práticas e leitura em livros didáticos” e também mediante a discussão que o mesmo suscitou em sala de aula na disciplina “A escola no mundo contemporâneo”.

Fonte: <http://www.blogdocurioso.com.br/wp-content/uploads/2014/02/LOL.pn g>. Acesso em: 30 de Dezembro de 2014.

*Um bilhete escrito


Fonte: <http://sentidoirrestrito.files.wordpress.com/2012/10/digitalizar00

012.jpg>. Acesso em: 02 de Janeiro de 2015.

Com a apresentação destes materiais, propõe – se que o professor pergunte aos alunos se os mesmos utilizam o Facebook. Em caso negativo, sugere – se que o docente converse com os alunos, em conjunto com os colegas que conhecem este mecanismo, sobre este meio de comunicação, seus recursos e usos. Para tanto, recomenda – se que o docente dedique aproximadamente 5 minutos da aula.

Diante desta primeira apresentação, propõe – se também que o professor converse com os alunos sobre a linguagem utilizada nesta rede social, o chamado “internetês” 2. As características deste tipo de escrita centram – se no uso de abreviações e associações sonoras, como por exemplo: a palavra “você”, passa a ser escrita como “vc”.

 

Ou então, a palavra “casa” pode ser escrita como “ksa”, sem que haja necessariamente uma perda da compreensão de quem lê este tipo de mensagem. O professor também pode perguntar se algum estudante deseja realizar uma segunda leitura do recado exibido. Em caso negativo, o próprio professor pode realizar esta ação.

A intencionalidade disto é procurar identificar os momentos em que o uso do “internetês” ocorre neste recado. Para isto, sugere – se que o professor dedique cerca de 10 minutos.

 

Mediante estas apresentações, propõe – se que o professor problematize o uso desta linguagem, fazendo perguntas como: “Vocês acreditam que o uso do ‘internetês’ facilita a comunicação?”; “Por qual motivo vocês acreditam que na escola, quando um professor solicita que vocês escrevam um texto, o uso deste tipo de linguagem é suprimido?” e por último: “Em quanto tempo vocês querem que um amigo de vocês leia e responda uma mensagem via Facebook? Será que isto está relacionado com a própria composição desta linguagem, ou seja, exprime – se também com o uso de abreviações e a associação sonora feita com as palavras?”. Nesta atividade, propõe – se que o docente dedique cercar de 5 minutos da aula.

Propõe – se que o mesmo seja feito com relação ao bilhete escrito. Sugere – se que o professor apresente as características deste tipo de escrita: ser um texto curto, em geral escrito para amigos ou familiares, de modo que a linguagem utilizada possa ser coloquial. O docente também pode perguntar se algum aluno deseja realizar a leitura do bilhete  exibido.  Em  caso  negativo,  o  próprio  professor  pode  ler  o  bilhete.  A
intencionalidade disso é verificar, em conjunto com a classe, se há diferenças no modo

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2- Para mais informações sobre este neologismo, consulte o site: < http://www.revistaliteraria.com.br/inter netes.htm >. Acesso em: 08 de Janeiro de 2015.
 

 

de escrita deste bilhete, datado de 1993 em relação ao recado do Facebook. Se forem notadas modificações, sugere – se que o professor pergunte aos alunos: “Quais são elas?” e “Vocês acham que estas modificações são benéficas para a compreensão da mensagem? Em quais contextos vocês acreditam que o uso do ‘internetês’ é útil para a comunicação?”. Com a apresentação do bilhete, sugere – se que o professor empregue aproximadamente 10 minutos de aula.
Com esta prévia, propõe – se que o professor pergunte aos alunos: “Em quanto tempo  o  irmão  de  Tati  espera  que  ela  leia  o  bilhete  escrito  por  ele?”;  “Caso  ele escrevesse este mesmo recado no Facebook, vocês acreditam que esta expectativa temporal seria a mesma?” e por último: “Como vocês avaliam o uso do Facebook e do bilhete escrito manualmente? Vocês consideram que é importante conhecer ambas as formas de comunicação ou não?”. Nesta última sequência de questões, propõe – se que o docente dispense cerca de 10 minutos de aula.

 

Observação:

Caso seja uma escola em que o professor pode fazer uso da biblioteca, sugere – se que o mesmo, ao final desta primeira aula, solicite aos alunos que eles o encontrem na entrada deste espaço no início da segunda aula.

 

 

Segunda aula

Sugere  –  se  que  o  professor  inicie  esta  segunda  aula  com  uma  pequena introdução ao tema, perguntando aos alunos: “Quais meios vocês utilizam quando precisam fazer uma pesquisa escolar?”. Para esta primeira atividade, propõe – se que o docente dedique cerca de 5 minutos da aula.

Caso seja uma escola em que exista uma biblioteca, sugere – se que o professor leve os alunos até este espaço. Lá, propõe – se que o mesmo divida os estudantes em grupos de cerca de cinco alunos e permita que os estudantes escolham um livro por grupo. Mediante as escolhas, propõe – se que o professor questione os alunos: “Vocês costumam utilizar a biblioteca da escola ou outras bibliotecas públicas para estudar ou para realizar empréstimos de livros?”; “Vocês reconhecem este espaço como um lugar importante para o aprendizado? Por quê?”; “Por quais motivos vocês escolheram esse livro  e  não  outro  para  o  grupo  de  vocês?”  e  “Vocês  possuem  motivações  para  o exercício da leitura ou não? Por quê?”. Nesta situação, sugere – se que o professor dedique cerca de 20 minutos da aula nesta atividade.

No entanto, caso se trate de um espaço escolar em que não haja uma biblioteca, propõe – se que o docente utilize o próprio livro didático utilizado pela escola. Perante

isso, sugere – se que o professor pergunte aos alunos: “Vocês reconhecem o livro didático como um material de pesquisa?”; “Vocês possuem acesso a outros livros na escola  e  em  casa?  Em  caso  negativo,  vocês  gostariam  de  ter  contato  com  outros livros?”; “Vocês conhecem alguma biblioteca pública e o modo como neste espaço as pessoas podem fazer empréstimos de livros?”. Diante deste contexto, propõe – se que o professor exponha aos estudantes o seguinte mapa da cidade de São Paulo e em seguida, um guia das bibliotecas da capital paulista:

Fonte:<http://3.bp.blogspot.com/_vFQzlPBQuY/TFWzkbHyigI/AAAAAAAAC

wc/0EBr3r4O2BY/s1600/Minhas+imagens51.jpg>.Acesso em: 14 de Janeiro de 2015.

 

 

 

Fonte:<http://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/cultura!bibliotecas/bib liotecas_bairro/index.php?p=218>. Acesso: 04 de Janeiro de 2014.

A intenção de apresentar estes materiais é demonstrar ao aluno, que na cidade onde ele reside existem bibliotecas cujo acesso é livre ao aluno e ao público em geral.

 

Neste caso, sugere – se que o professor dedique também cerca de 20 minutos da aula nesta atividade.

Após esta primeira atividade, propõe – se que o professor apresente este material para os alunos:

 

2015.

Fonte: <https://www.google.com.br/?gws_rd=ssl>. Acesso em: 05 de Janeiro de

 

Diante da imagem deste site de pesquisa, sugere – se que o professor pergunte

para os estudantes: “Vocês conhecem o site Google?”.  Em caso negativo, sugere – se que o professor explique aos estudantes que trata – se de um famoso site de busca em internet, ou seja, um local virtual que conduz o usuário desta rede a encontrar algo que ele procura. Por exemplo, o significado de uma palavra no dicionário, a localização de um lugar, uma informação acerca de uma data comemorativa, notícias, etc. Infere – se que o conhecimento desta ferramenta atinge a maior parte dos estudantes. Desta forma,

mediante  esta  pequena  apresentação,  caso  ela  seja  necessária,  sugere  –  se  que  o professor instigue os alunos a refletirem sobre o uso desta ferramenta. O docente pode propor aos alunos que eles construam oralmente uma história intitulada: “O dia em que o Google 3 parou”.  Para esta atividade propõe – se que o docente dedique cerca de 10 minutos.

Mediante isto, sugere – se que o professor peça para os alunos sentarem em duplas e responderem no caderno as seguintes questões: “Vocês costumam utilizar a internet como meio de pesquisa? Em caso afirmativo, com qual frequência?”; “Em comparação com os livros, vocês acreditam que a internet é uma fonte mais ou menos confiável?”; “Com relação ao tempo de busca, vocês acreditam que a pressa pela obtenção de um conhecimento influencia a escolha do livro ou da internet como veículo de pesquisa?” e por último, “Por qual motivo vocês acreditam que sites de busca como o Google se popularizaram?”. Para a realização desta atividade sugere – se que o professor dedique cerca 10 minutos.

Após este período, recomenda – se que o professor pergunte aos alunos em quais respostas eles chegaram com a atividade. Com isso, sugere – se que ele dedique os últimos 5 minutos de aula.

Terceira aula

Nesta terceira aula, propõe – se que o professor inicie com uma pequena introdução ao tema, perguntando aos alunos: “Vocês já enviaram uma carta para algum amigo ou familiar? E e-mail? Vocês possuem o hábito de enviá – los?”. Para esta primeira atividade, propõe – se que o docente dedique cerca de 5 minutos da aula.
Após esta introdução, recomenda – se que o professor apresente aos alunos os

seguintes materiais:

 

 

 

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3- Sugere – se que o docente explique aos alunos que o site Google foi utilizado como exemplo devido seu uso popular. Qualquer site de pesquisa poderia ser utilizado com a mesma finalidade.

Fonte:  <http://1.bp.blogspot.com/-PF0P7eRPzig/USPtunv7uzI/AAAAAAABR mQ/CiLS-    OE18/s1600/Carta-de-Drummond-a-Portinari-_-CO_227-1.jpg>. Acesso em: 05 de Janeiro de 2015.

 

Fonte:<http://4.bp.blogspot.com/HHN9a299em0/USPtur4vlVI/AAAAAAA BRmM/0oZQWrZ--Ec/s1600/Carta-de-Drummond-a-Portinari-_-CO_227-2.jpg>. Acesso em: 05 de Janeiro de 2015.

 


Fonte:<http://www.labtime.ufg.br/modulos/introducao_a_educacao_digital_curi sta/ebooks/cursista01/8/OEBPS/image/Figura%206.2_fmt.png>.   Acesso   em:   07   de Janeiro de 2015.

Mediante a apresentação deste material, sugere – se que o professor pergunte se algum aluno da classe gostaria de realizar a leitura da carta e do e – mail. Caso não haja manifestações, propõe – se que ele mesmo realize a leitura. Recomenda – se que o professor dedique a esta atividade cerca de 10 minutos.

Com a leitura, recomenda – se que o professor pergunte aos alunos: “Vocês conhecem as pessoas que são mencionadas na carta, o Carlos e o Candinho?” e “No caso do e – mail esta identificação é possível?”. Em caso negativo no tocante a carta, o professor pode mencionar que estas informações: nome completo e endereço de quem envia  e  quem  recebe  a  correspondência  constaria  no  envelope  em  que  mesma  foi postada.

Além disso, sugere – se que o docente realize uma breve explicação sobre quem foi Carlos Drummond de Andrade e Cândido Portinari (vide Anexo).

Já no que se refere ao correio eletrônico, a identificação se torna prejudicada devido a própria liberdade conferida ao usuário no momento de criação do e – mail. Por exemplo, no material exposto acima, uma pessoa chamada Sueli, envia um e – mail para outra mulher chamada Maria, com cópia para Stela. Ressalta – se que o e – mail enviado por Sueli é um encaminhamento da mensagem enviada por um homem denominado

como Carlos Alberto. Verifica – se a impossibilidade da identificação exata das pessoas envolvidas com a mensagem. Para esta reflexão, sugere – se que o professor dedique cerca de 10 minutos.

A partir disso, recomenda – se que o professor apresente a estrutura da carta e do e – mail para os alunos, mostrando as semelhanças e as diferenças entre ambos.
Verifica – se que a carta e o e-mail possuem um destinatário e um remetente como agentes da comunicação. Tanto um quanto o outro iniciam – se, em geral, com uma saudação.

 

Contudo, é comum que antes da escrita deste cumprimento, em uma carta, o remetente coloque a cidade, a data e o ano em que escreve. No caso do e – mail, esta informação consta automaticamente no próprio serviço de e – mail. Em relação a este último, verifica – se a necessidade de que um usuário possua um cadastro digital em alguma empresa que forneça o serviço de correio eletrônico, tal como: o Yahoo. Já o Correio, apresenta – se como uma empresa de âmbito federal no caso brasileiro. Para um remetente enviar uma correspondência, tanto ele quanto o destinatário necessitam ter um “CEP”, que significa: código de endereçamento postal. A pessoa que envia a carta precisa se dirigir a uma unidade dos Correios, colocar a carta em um envelope, comprar um selo, pesar a carta, pagar o valor correspondente ao envio e então poderá despachar a carta via Correio. Com esta explicação, recomenda – se que o professor empregue cerca de 10 minutos.

A partir desta explanação, sugere – se que o professor pergunte aos alunos: “Quanto tempo vocês acham que Cândido Portinari levou para receber a carta escrita por Carlos Drummond de Andrade?” e “Vocês acham que se esta mesma mensagem pudesse ser escrita em formato de e – mail o recebimento da mesma seria mais rápido ou mais lento? Por quê?”. Para realização destas perguntas, propõe – se que o docente destine cerca de 5 minutos da aula.

Antes da finalização desta aula, propõe – se que o professor sistematize no quadro a estrutura de escrita da carta. Esta sistematização se justifica perante a proposta de atividade da próxima aula. O professor pode demonstrar a seguinte estrutura para os estudantes:

Como escrever uma carta

 

Cabeçalho: cidade, dia + de + mês (por extenso) + de + ano

Exemplo do cabeçalho: Carapicuíba, 08 de Janeiro de 2015

Saudação:

faz – se referência ao destinatário(a) da carta. Exemplos de saudação: Oi, olá, querido(a), caro, prezado(a), etc.
Observação: A saudação varia com o grau de proximidade que se tem com o destinatário(a).

Corpo do texto:

mensagem que se deseja enviar à pessoa.

Exemplo  de  texto:  usar  como  referência  própria  carta  escrita  por  Carlos

Drummond de Andrade, utilizada anteriormente nesta aula.

 

Assinatura

: nome do remetente ou assinatura do mesmo.

Exemplo de assinatura: exibir novamente a assinatura que Carlos Drummond faz na carta utilizada na aula.

Para  esta  sistematização,  sugere  –  se  que  o  professor  dedique  cerca  de  10 minutos da aula.

Quarta Aula

Nesta última aula, sugere – se que o professor proponha aos estudantes a aplicação do conteúdo aprendido na aula anterior em relação à escrita da carta. A mesma atividade não será proposta no tocante ao e – mail, pois infere – se que os meios eletrônicos estão presentes na vida cotidiana dos estudantes. O mesmo não se observa em relação à carta, ao modo de escrita da mesma e de postagem, já que em geral o único contato evidente estabelecido entre um adolescente e o Correio é o recebimento de correspondência de débitos.
Recomenda – se que o docente explique a atividade, mencionando que nesta aula a classe confeccionará cartas, seguindo as explicações da aula anterior. A temática é livre, no entanto, o destinatário deverá ser uma pessoa amiga ou então alguém que o remetente admira. Para a escrita desta correspondência sugere – se que o professor dedique aproximadamente 20 minutos de aula.

Após a finalização da escrita, propõe – se que o docente empregue cerca de 5 minutos para confecção dos envelopes. Os mesmos podem ser feitos com uma folha de sulfite ou mesmo com uma folha do próprio caderno do aluno. Nos mesmos, os estudantes devem escrever na parte frontal, o destinatário da carta:

Fonte:  <http://www.donaperfeitinha.com/2010/12/como-escrever-corretamente- no-envelope.html>. Acesso em: 08 de Janeiro de 2015.

E no verso, o remetente:

 

Fonte:  <http://www.donaperfeitinha.com/2010/12/como-escrever-corretamente- no-envelope.html>. Acesso em: 08 de Janeiro de 2015.

Após a confecção dos envelopes e preenchimento dos dados, recomenda – se que professor sorteie um dos alunos para exemplificar a função do carteiro. Junto com

este estudante, o professor pode realizar a distribuição das cartas para os devidos destinatários. Enquanto isto, o restante da classe pode acompanhar o processo de distribuição. Para os casos em que a pessoa não se encontra na sala, sugere – se que ele devolva a carta para o remetente e peça para que ele entregue, se possível, a correspondência para o destinatário. Neste processo, sugere – se que o docente dedique cerca de 10 minutos.

Para finalizar a aula, recomenda – se que o professor proponha aos alunos a leitura das cartas recebidas para o restante da classe. Espera – se a manifestação voluntária dos alunos para leitura.  Recomenda – se que o professor dedique cerca de 10 minutos da aula.

Caso não haja esta manifestação ou restem alguns minutos de aula, sugere – se que o professor leia o seguinte poema para finalizá – la:

 

Todas as Cartas de Amor são Ridículas

 

Todas as cartas de amor são

Ridículas.

Não seriam cartas de amor se não fossem

Ridículas.

Também escrevi em meu tempo cartas de amor, Como as outras,
Ridículas.

As cartas de amor, se há amor, Têm de ser
Ridículas.

Mas, afinal,

Só as criaturas que nunca escreveram

Cartas de amor

É que são

Ridículas.

 

Quem me dera no tempo em que escrevia

Sem dar por isso Cartas de amor Ridículas.

A verdade é que hoje As minhas memórias Dessas cartas de amor É que são
Ridículas.

 

(Todas as palavras esdrúxulas, Como os sentimentos esdrúxulos, São naturalmente
Ridículas.)

 

Álvaro de Campos, in "Poemas" Heterônimo de Fernando Pessoa.

Fonte:<http://www.citador.pt/poemas/todas-as-cartas-de-amor-sao-ridiculas- alvaro-de-camposbrbheteronimo-de-fernando-pessoa>.  Acesso  em:  08  de  Janeiro  de
2015.

 

 

Anexo

Por não se tratar do assunto principal desta sequência didática, para esta pequena explanação do professor sobre Cândido Portinari e Carlos Drummond de Andrade, recomenda – se que o mesmo consulte os seguintes materiais:
 

 

Cândido Portinari

Cândido Portinari foi um dos pintores brasileiros mais famosos. Este grande artista nasceu na cidade de Brodowski (interior do estado de São Paulo), em 29 de dezembro de 1903. Destacou – se também nas áreas de poesia e política.

Durante sua trajetória,  ele estudou na Escol a de Belas  –  Artes do Rio de Janeiro; visitou  muitos países,  entre eles,  a Espanha,  a Fran ça  e  a  Itália,  onde finalizou seus estudos.
No ano de 1935 ele recebeu uma premiação em Nova Iorque por sua obra " C a f é " .  D e s t e  m o m e n t o  e m  d i a n t e ,  s u a  obra  passou  a  ser  mundialmente conhecida.
Dentre suas obras, destacam – se: "A Primeira Missa no Brasil", "São Francisco de Assis" e  “Tiradentes". Seus retratos mais famosos são:  seu  auto - retrato, o retrato de sua mãe e o do famoso escritor brasileiro Mário de Andrade.

No  dia  seis  de  fevereiro  de  1962,  o  Brasil  perdeu  um  de  seus  maiores artistas plásticos e aquele que, com sua obra de arte, muito contribuiu para q ue o Brasil fosse reconhecido entre outros países. A morte de Cândido Portinari teve como causa aparente uma intoxicação causada por elementos químicos presentes em certas tintas.

Fonte: < http://www.suapesquisa.com/biografias/portinari.htm> . Acesso em: 07 de Janeiro de 2015.

Para maiores informações sobre este pintor, sugere – se que o professor consulte    este    site:    <http://museucasadeportinari.org.br/candido -portinari/a- vida>. Acesso em: 07 de Janeiro de 2015.

 

 

Carlos Drummond de Andrade

Este consagrado poeta brasileiro nasceu em Itabira, Minas Gerais no ano de

1902. Tornou – se, pelo conjunto de sua obra, um dos principais representantes da literatura brasileira do século XX.

Concretizou seus estudos em Belo Horizonte, e, neste mesmo local, deu início a sua carreira de redator, na imprensa.  Também trabalhou por vários anos como funcionário público.
Seus poemas abordam assuntos do dia – a – dia, e contam com uma boa dose  de  pessimismo  e  ironia  diante  da  vida.  Em  suas  obras,  há  ainda  uma permanente  ligação   com  o  meio  e  obras  politizadas.  Além  das  poesias, escreveu diversas crônicas e contos.

Os principais temas retratados nas poesias de Drummond são: conflito social, a família e os amigos, a existência humana, a visão sarcástica do mundo e das pessoas e as lembranças da terra natal.

Dentre  suas  obras  poéticas  mais  importantes  destacam  –  se:  Brejo  das Almas,  Sentimento  do  Mundo,  José,  Lição  de  Coisas,  Viola  de  Bolso,  Claro Enigma, Fazendeiro do Ar, A Vida Passada a Limpo e Novos Poemas .

Talentoso  também  na  prosa  tem  suas  prosas  reunidas  nos  seguintes volumes: Confissões de Minas, Contos de Aprendiz, Passeios na Ilha e Fala Amendoeira.
Na década de 1980 lançou as seguintes obras: A Paixão Medida, que  contém
28  poemas  inéditos;  Caso  do  Vestido  (1983);  Corpo  (1984);  Amar  se  aprende amando (1985) e Poesia Errante (1988).

Faleceu em 17 de agosto de 1987, no Rio de Janeiro, doze dias após a morte de sua filha única.

Fonte: < http://www.suapesquisa.com/biografias/drummond.htm> . Acesso em:

07 de Janeiro de 2015.

Para maiores informações, propõe – se que o professor consulte o seguinte site:

<http://www.carlosdrummond.com.br/>. Acesso em: 07 de Janeiro de 2015.

 

 

Referência Bibliográfica

BITTENCOURT, Circe. Práticas e leitura em livros didáticos. Revista da Faculdade de Educação, vol. 22, n° 1, 1996. Disponível em: <http:// www.revistas.usp.br//rfe/article/view/33598/36336>.
 

Sites utilizados

<http://www.blogdocurioso.com.br/wp-content/uploads/2014/02/LOL.png>. Acesso em: 30 de Dezembro de 2014.

<http://1.bp.blogspot.com/-PF0P7eRPzig/USPtunv7uzI/AAAAAAABRmQ/CiLS-

    OE18/s1600/Carta-de-Drummond-a-Portinari-_-CO_227-1.jpg>.  Acesso  em:  05  de

Janeiro de 2015.

 

<http://3.bp.blogspot.com/_vFQzlPBQuY/TFWzkbHyigI/AAAAAAAACwc/0EBr3r4O

2BY/s1600/Minhas+imagens51.jpg>.Acesso em: 14 de Janeiro de 2015.

<http://4.bp.blogspot.com/HHN9a299em0/USPtur4vlVI/AAAAAAABRmM/0oZQWrZ

--Ec/s1600/Carta-de-Drummond-a-Portinari-_-CO_227-2.jpg>. Acesso em: 05 de

Janeiro de 2015.

<http://www.carlosdrummond.com.br/>. Acesso em: 07 de Janeiro de 2015.

<http://www.citador.pt/poemas/todas-as-cartas-de-amor-sao-ridiculas-alvaro-de-campos brbheteronimo-de-fernando-pessoa>. Acesso em: 08 de Janeiro de 2015.

<http://www.donaperfeitinha.com/2010/12/como-escrever-corretamente-no-envelope. html>. Acesso em: 08 de Janeiro de 2015.

<https://www.google.com.br/?gws_rd=ssl>. Acesso em: 05 de Janeiro de 2015.

<http://www.labtime.ufg.br/modulos/introducao_a_educacao_digital_curista/ebooks/cur sista01/8/OEBPS/image/Figura%206.2_fmt.png>. Acesso em: 07 de Janeiro de 2015.

<http://museucasadeportinari.org.br/candido -portinari/a-vida>.   Acesso   em:   07 de Janeiro de 2015.

<http://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/cultura/bibliotecas/bibliotecas_bairr o/index.php?p=218>. Acesso: 04 de Janeiro de 2014.

<http://www.revistaliteraria.com.br/internetes.htm>. Acesso em: 08 de Janeiro de 2015.

<http://sentidoirrestrito.files.wordpress.com/2012/10/digitalizar00012.jpg>. Acesso em: 02 de Janeiro de 2015.

<http://www.suapesquisa.com/biografias/drummond.htm>. Acesso em: 07 de Janeiro de 2015.

<http://www.suapesquisa.com/biografias/portinari.htm >. Acesso em: 07 de

Janeiro de 2015.

AnexoTamanho
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