Regime Militar: batalha pela revolução.

Universidade de São Paulo

Faculdade de Filosofia Letras e Ciência Humanas Disciplina: Ensino de História – Teoria e Prática Professora: Antonia Terra Calazans

Aluno: Luis Otávio Vieira nº USP 7618846

Proposta de sequência didática

 

Tema: Regime Militar: batalha pela revolução.

 

Objetivo: Esta sequência didática pretende incentivar a reflexão dos alunos para dois eixos.

 

Um primeiro de que a história não está fechada e inalterada no passado, e outro de que as palavras com as quais se escrevem a narrativa histórica, além de estarem longe da neutralidade, carregam elas mesmas sua própria pluralidade de significados e sentidos. Portanto, História e linguagem são dois elementos dinâmicos e mutáveis, intimamente relacionados entre si, assim como com a sociedade que lhes dá forma e é formada por eles.

 

O recorte utilizado será o Regime Militar no Brasil. Apresentados a materiais como reportagens atuais, documentos de época e filmes acerca do tema, os alunos protagonizarão uma discussão – com mediação do professor - reflexiva acerca destes materiais, e de como algumas palavras, mais em especial os termos revolução e golpe, são empregados neles. Observando que estes conceitos são disputados por grupos antagônicos, tanto no período ditatorial quanto na atual batalha pela significação histórica deste período, intenta-se esclarecer que o uso das palavras nunca é neutro, inclusive, na escrita da História. E, consequentemente, demonstrar a maleabilidade dos conceitos e de como estes se transformam junto com as sociedades que os usam.

 

Dado que o enfoque será direcionado à linguagem, há possibilidades de trabalho conjunto com a disciplina de Língua Portuguesa.

 

Duração: A sequência tem a duração de quatro sessões. Optou-se por essa divisão visando contemplar a plena possibilidade de conclusão das atividades, não emparelhando as mesmas com a duração das aulas, visto que não há homogeneidade de desenvolvimento em diferentes turmas, onde a sequência pode ser aplicada. Assim como a mesma sequência não deve ser encarada dotada de formatação imutável, tendo o professor autonomia para modificá-la ou adaptá-la conforme as necessidades da turma.

 

Público: É sugerida a utilização da sequência em turmas de 9ºs anos do Ensino Fundamental.

 

 

Sessão 1

 

 

Separando os alunos em grupos de 3 ou 4 integrantes, será entregue a eles cópias da reportagem abaixo, do jornal Folha de São Paulo, do dia 21/02/2014. Sendo, portanto, uma produção recente, a matéria revela-se um bom gancho de relação entre o presente e o passado - imersa em seu conteúdo - na forma de um documento passível de análise. De preferência, pede- se que nenhuma aula expositiva sobre o tema tenha sido dada antes da atividade. O Objetivo maior dessa sessão é expor a diferença entre o uso da palavra Golpe e da palavra Revolução, assim como dar as primeiras pistas ou aproximações do que teria acontecido no Brasil em março/abril de 1964.

 

Documento 1

 

 

1-Em um primeiro momento, os grupos devem discutir, internamente, e elaborar uma descrição da reportagem nos seguintes tópicos, de acordo com as informações que devem ser ressaltadas em um texto jornalístico:

 

-De qual fato fala a reportagem? Quem são os envolvidos? Em que lugar ocorreu o fato? Quando aconteceu o fato? Por que esse fato aconteceu?

 

-De acordo com a reportagem, o que aconteceu no Brasil no dia 31 de março de 1964? Que tipo de mudança que ocorreu? O que foi trocado, o que/quem saiu e o que/quem entrou no lugar?

 

2-Trocadas as informações relatadas, pergunta-se e abre-se para discussão:

 

 

-A frase escrita na agenda era bem pequena, “aniversário da revolução de 1964”. Por que,

 

segundo a reportagem, ela causou polêmica?

 

 

-Na reportagem existe alguma outra sugestão de como chamar esse acontecimento?

 

 

3- Estando claro que o problema está na oposição entre Revolão e Golpe de

 

Estado:

 

 

-A reportagem mostra alguma preferência entre a palavra golpe ou revolução para chamar o acontecimento de 1964?

 

-Algum outro grupo citado na reportagem tem essa ou outra preferência? Por que será que esse grupo tem essa preferência?

 

-Qual, vocês acham, que pode ser a diferença entre revolução e golpe de Estado (os alunos devem ser encorajados a consultar o dicionário)?

 

De acordo com o Aurélio:

 

 

Revolução: 1. Ato ou efeito de revolver(-se) ou revolucionar(-se). 2. Rebelião armada; revolta, conflagração, sublevação. 3. Transformação radical e, por via de regra, violenta de uma estrutura política, econômica e social. 4. Qualquer transformação violenta da forma de um governo. 5. Transformação radical dos conceitos artísticos ou científicos dominantes numa determinada época. 6. Volta, rotação, giro. 7. Perturbação, agitação. 8. Rotação em torno de um eixo imóvel. 9. Transformação natural na superfície do globo. 10. Astr. Movimento de um astro em redor de outro.

 

Golpe: 1. Choque ou pancada produzidos por um corpo que, em movimento rápido, atinge outro com maior ou menor intensidade. 2. Incisão ou marca deixadas por tal choque ou pancada. 3. Ato ou gesto pelo qual alguém alcança ou tenta alcançar pessoa, animal ou coisa com um objeto contundente ou cortante. 4. Ferimento, ferida, corte, ou outra lesão resultante de tal ato. 5. Ação súbita e inesperada. 6. Acontecimento súbito e inesperado. 7. Abalo, choque, comoção moral. 8 Rasgo, lance. 9. Ímpeto, impulso. 10. Manobra desonesta, com o fim de enganar, prejudicar, roubar outrem. 11. Talho que se faz na seringueira para obter o látex. 12. Grande porção de pessoas ou de coisas que saem e entram duma vez. *Golpe de Estado. Subversão da ordem constitucional e tomada de poder por indivíduo ou grupo de certo modo ligados à maquina do Estado.

 

4 - E para concluir a sessão:

 

 

-Que ideias são semelhantes nos significados dessas palavras?

 

 

-Quais desses sentidos do dicionário poderiam se encaixar na mudança que teria ocorrido no Brasil em 31 de março 1964?

 

-Para a mudança que houve no Brasil, onde mudou o governante, qual dessas duas palavras tem um sentido que seria mais democrático, melhor visto ou mais positivo?

 

-No entanto, é ou não possível utilizar sentidos das duas palavras nesse caso? Que diferença pode na utilização de uma no lugar da outra?

 

Sessão 2

 

 

Antes do início dessa segunda sessão, é importante assegurar que os alunos tenham fixado da sessão anterior – relembrando, se for o caso - que em 1964, o então presidente João Goulart foi deposto. Também é importante retomar que algumas pessoas chamaram o evento de revolução – entre elas, militares - e outras de golpe, sendo visto que a palavra golpe tem um significado mais pejorativo.

 

Para esta sessão, o professor deverá exibir e acompanhar com os alunos, ainda dispostos nos mesmos grupos, as três partes da versão televisiva da série/documentário O dia que durou 21 anos, do diretor Camilo Tavares. Os alunos devem continuar em grupo, pois no decorrer do documentário, o professor deverá interrompê-lo em momentos chaves, para continuidade da discussão sobre a utilização dos termos revolução e golpe.

 

No entanto, a primeira parte deverá ser exibida sem interrupções para a acomodação dos alunos ante ao filme e por esta parte inicial não oferecer tantos momentos interessantes para o objetivo central aqui exposto. Por outro lado, deverá ser pedido aos alunos que prestem muita

atenção na utilização dos termos golpe e revolução no filme. Após este primeiro episódio, algumas perguntas gerais poderão ser feitas para estimular o início do debate.

 

-De acordo com esse documentário, porque o presidente João Goulart foi deposto e o que os EUA tiveram a ver com isso?

 

-De um modo geral, o documentário trata essa deposição como golpe ou como revolução? Qual é o termo mais utilizado?

 

-Dessa forma, o documentário mostra os acontecimentos com imparcialidade ou toma algum partido? O filme concorda ou não com essa deposição?

 

O segundo episódio já proporciona possibilidades de intervenções interessantes, sobretudo, porque apresenta depoimentos de alguns militares que compactuaram com o golpe, contrapondo com o tom da maioria dos depoentes. Alguns dos primeiros depoimentos se encaixam nesse caso, como os de Julio Bierrenbach e Newton Cruz. Após as primeiras falas de ambos sugere-se a primeira intervenção para a retomada do debate. É importante chamar a atenção sobre a legenda, abaixo do nome dos depoentes, em que aparece a frase “apoiou o golpe”.

 

-Quais justificativas esses militares apresentam para apoiarem a deposição do presidente

 

João Goulart?

 

 

-Esses militares concordariam com a legenda que foi colocada abaixo do nome deles? Isso diz alguma coisa sobre a opinião de quem fez o filme?

 

Em torno dos seis minutos e meio, aparece o depoimento de Hernani Fittipaldi, na época um assessor aeronáutico, e, portanto, militar. No entanto, aparece outra frase abaixo de seu nome, “apoiou Jango”.

 

-Se esse militar tomou partido contrário dos anteriores e dos militares a que se referia a matéria da Folha de São Paulo, será que todos os militares estavam de acordo com a deposição do presidente?

Por volta dos dezoito minutos há uma cena interessante. Newton Cruz volta a falar e chama a deposição de Jango de revolução, e, no entanto, a legenda continua sendo “apoiou o golpe”. Deve-se chamar a atenção para isso e perguntar:

 

-O depoente e o filme concordam um com o outro?

 

 

-O militar apoiou a deposição e a chamou de revolução. O filme - como conversado no final do primeiro episódio - parece não apoiar a deposição e a chama de golpe. Há, então, um termo que é utilizado por quem apóia e outro por quem não apóia esse acontecimento de 1964?

 

Uma nova cena, que possibilita outra reflexão interessante, aparece em cerca de 20 minutos e trinta segundos. O oficial da guarda presidencial de Jango, Ivan Cavalcanti, comenta a não reação do presidente e dos governistas ao golpe. Em dado momento, ele afirma, se referindo a uma possível reação, “ninguém assumiu um comando que seria o verdadeiro comando revolucionário”. Após evidenciar esse trecho, é interessante problematizá-lo.

 

-Se o depoente fala de um verdadeiro comando revolucionário que poderia surgir, então havia um falso?

 

-Qual seria essa falsa revolução e quais seriam as diferenças entre elas?

 

 

-Que outro termo do filme está sendo usado para nomear essa falsa revolução?

 

 

-Os que apoiaram a deposição concordariam que uma reação de João Goulart seria a verdadeira revolução?

 

-Por que será que os dois lados, os que concordam e que não concordam com a deposição, lutam tanto pelo uso dessa palavra revolução e fogem da palavra golpe?

 

-Lembrando da matéria da Folha de São Paulo, o mal estar causado pela agenda do Itaú chamar a deposição de revolução faz mais sentido agora? Por quê?

 

O terceiro episódio centra, principalmente, no acirramento da repressão durante o Regime Militar, provocando novas opiniões sobre os termos golpe e revolução. Comentando a manobra de Castelo Branco para se perpetuar no poder, por volta dos onze minutos e vinte segundos, o assistente do embaixador Lincoln Gordon, Robert Blentey, que se mostrava

anteriormente simpático ao golpe, disse ter se sentindo surpreendido. “Ele vai dar o golpe para não ser golpeado”. Por volta dos treze minutos e quarenta segundos, Blentey retoma, “os militares chegaram ao poder por um motivo e ficaram por outro”. Chamando atenção para esses dois trechos, deve-se perguntar:

 

-Esse depoente concordava ou não concordava com a deposição de João Goulart?

 

-Mas parece que ele concordou ou achou normal Castelo Branco ir contra a Constituição para ficar no poder?

 

-Quando Castelo Branco faz isso, o depoente chama essa ação do que, diz que ele fez o que?

 

 

Logo após, aos catorze minutos, aparece um depoimento de época do General Carlos

 

Guedes. “Os que não amam a revolução devem, ao menos, temê-la”.

 

 

-O assistente do embaixador, depois de não concordar mais com o regime militar, usou o termo golpe. Mas esse general que prosseguiu concordando usa que termo?

 

-Quando ele diz que os que não amam a revolução devem pelo menos temê-la, dá a impressão de que todo mundo no Brasil concordava com os militares, ou que havia uma quantidade grande de pessoas que não concordavam?

 

-E para os que não concordavam, se o general diz que eles deviam temer, o tratamento seria democrático?

 

Aproximadamente, aos dezesseis minutos e dez segundos, Newton Cruz volta a falar. “A revolução acabou no AI -5. Houve uma revolução dentro da revolução”. Alguns segundos depois, o historiador Carlos Fico também comenta o AI-5. “O AI-5 implementa o que era o propósito dessa gente desde 1964”.

 

-Quando o depoente militar deixa de concordar com o governo militar o que ele diz que acaba?

 

 

-Para ele, qual será o significado de revolução? O que acontece para a revolução acabar?

-Para o historiador, os militares fizeram em algum momento uma revolução? Há alguma grande mudança entre o que aconteceu em 1964 e o AI-5?

 

Após o término do filme, alguns outros pontos precisam ser colocados em debate para concluir a sessão.

 

-De uma forma geral, como os personagens do filme utilizam as palavras golpe e revolução, o que elas significam para eles?

 

-Qual tem valor positivo e qual tem valor negativo?

 

-Se fossem escrever um livro de história sobre a deposição de João Goulart, o militar Newton Cruz e o historiador Carlos Fico escreveriam a mesma coisa?

 

-Há, então, uma versão única da história com a qual todos concordam ou diferentes versões?

 

-Quando se olha no dicionário, uma parece tão contrária a outra quanto parece no filme?

 

-Essas palavras são mais fortes quando usadas para falar da deposição de Jango ou quando são explicadas no dicionário?

 

-Então, as palavras podem adquirir formas ou intensidade diferentes da do dicionário quando são usadas pelas pessoas e pela História?

 

-Então, o que deve ser mais provável, o uso das palavras mudarem seu sentido antes no dicionário ou a mudança do dicionário ser depois da mudança de sentido das palavras em seu uso pelas pessoas?

 

Sessão 3

 

 

Para essa terceira sessão, os alunos deverão tomar contato com um documento de época, o manifesto dos grupos ALN e MR-8 veiculado após o sequestro do embaixador norte-americano Charles Elbrick, em setembro de 1969. Retomando o que os alunos viram no terceiro episódio do documentário, na sessão anterior, o professor deverá contextualizar que esse sequestro ocorreu quando a repressão do governo militar já era imensa, havendo a formação de grupos armados

contra a ditadura, como os que assinam esse manifesto. Optou-se por selecionar trechos do documento para tornar a leitura rápida e não exaustiva, focando nas partes que mais podem agregar a discussão do uso do termo revolução. Os alunos, novamente divididos em grupos, deverão ler os trechos do documento para a continuidade do debate.

 

“Grupos revolucionários detiveram hoje o sr. Charles Burke Elbrick, embaixador dos Estados Unidos, levando-o para algum lugar do país, onde o mantêm preso. Este ato não é um episódio isolado. Ele se soma aos inúmeros atos revolucionários já levados a cabo: assaltos a bancos, nos quais se arrecadam fundos para a revolução, tomando de volta o que os banqueiros tomam do povo e de seus empregados; ocupação de quartéis e delegacias, onde se conseguem armas e munições para a luta pela derrubada da ditadura; invasões de presídios, quando se libertam revolucionários, para devolvê-los à luta do povo; explosões de prédios que simbolizam a opressão; e o justiçamento de carrascos e torturadores.

Na verdade, o rapto do embaixador é apenas mais um ato da guerra revolucionária, que avança a cada dia e que ainda este ano iniciará sua etapa de guerrilha rural.

Com o rapto do embaixador, queremos mostrar que é possível vencer a ditadura e a exploração, se nos armarmos e nos organizarmos. Apareceremos onde o inimigo menos nos espera e desapareceremos em seguida, desgastando a ditadura, levando o terror e o medo para os exploradores, a esperança e a certeza da vitória para o meio dos explorados.

(...)

A vida e a morte do sr. embaixador estão nas mãos da ditadura. Se ela atender a duas exigências, o sr. Burke Elbrick será libertado. Caso contrário, seremos obrigados a cumprir a justiça revolucionária. Nossas duas exigências são:

a) A libertação de quinze prisioneiros políticos. São quinze revolucionários entre os milhares que sofrem as torturas nas prisões-quartéis de todo o país, que são espancados, seviciados, e que amargam as humilhações impostas pelos militares. Não estamos exigindo o impossível. Não estamos exigindo a restituição da vida de inúmeros combatentes assassinados nas prisões. Esses não serão libertados, é lógico. Serão vingados, um dia. Exigimos apenas a libertação desses quinze homens, líderes da luta contra a ditadura. Cada um deles vale cem embaixadores, do ponto de vista do povo. Mas um embaixador dos Estados Unidos também vale muito, do ponto de vista da ditadura e da exploração.

b) A publicação e leitura desta mensagem, na íntegra, nos principais jornais, rádios e televisões de todo o país.

Os quinze prisioneiros políticos devem ser conduzidos em avião especial até um país determinado

- Argélia, Chile ou México -, onde lhes seja concedido asilo político. Contra eles não devem ser tentadas quaisquer represálias, sob pena de retaliação”.

 

 

Após a leitura, abre-se o debate mediado pelas seguintes perguntas:

 

-Como se auto-identificam no primeiro parágrafo os grupos que sequestraram o embaixador?

-Como são identificados no quinto parágrafo os prisioneiros os quais pretende-se libertar?

 

-Será que a revolução de que fala o texto é a mesma que o militar Newton Cruz afirma ter acontecido em 1964? Será que os grupos que escreveram esse manifesto concordam que houve uma revolução em 1964?

-Qual é o objetivo de luta desses grupos pelo que se pode perceber pela leitura do terceiro parágrafo?

-Essa ditadura contra a qual esses grupos lutam contra teria começado quando?

 

 

 

Sessão 4 – Avaliação

 

Para avaliar e concluir as atividades dessa sequência didática sugere-se que os alunos, agora individualmente, leiam novamente a reportagem da Folha de São Paulo e elaborem um texto que responda às seguintes questões:

-Por que a frase “Aniversário da Revolução de 1964” causou tamanho mal estar, a ponto das agendas serem recolhidas?

-Existe uma só versão em sobre o que ocorreu no Brasil em março/abril de 1964 em que todas as opiniões concordem?

-Em sua opinião, que importância e papel o uso das palavras golpe e revolução tem na polêmica sobre esse acontecimento?

 

 

Bibliografia

 

 

 

Site da reportagem

 

http://www1.folha.uol.com.br/poder/2014/02/1415455-itau-recolhera-agenda-que-cita- revolucao-de-64.shtml

 

 

Site do Manifesto da ALN e MR-8 http://www.franklinmartins.com.br/estacao_historia_artigo.php?titulo=manifesto-do-

sequestro-do-embaixador-americano-rio-1969

AnexoTamanho
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