Ditaduras Latino-americanas - Ditadura, História e Memória

Aluno (a): Alessandro Mildo Gonçalves Ferreira, Fransergio Perini de Oliveira, Nádia Mangolini, Mayara Miranda e Rafael Vaz de Souza. 

 

 

Os governos ditatoriais são assuntos recorrentes na América Latina. Podemos falar do Brasil, que, em 2009, relembra os quarenta anos do golpe militar. Podemos também falar do recente golpe ocorrido em Honduras, ou da tentativa frustrada na Venezuela em 2002.

 

E ainda nos restaria citar Cuba, entendida como uma ditadura pelos que não vivem na “Ilha de Fidel”. Esses poucos exemplos servem para mostrar o quanto o tema é atual.

 

 

A memória que envolve a ditadura confirma a atualidade do tema, já que vemos que ela está sendo elaborada, apresentando-nos registros das pessoas que tiveram (ou têm, no caso de Cuba) influência direta ou indireta dessa forma de governo em suas vidas. Do mesmo modo, essa memória contribui para a noção de sujeitos da História, que é aflorada ao tomarmos contato com as lembranças de pessoas que, por vivenciarem o período estudado, tornam-se personagens da História.

 

São as interações com esses personagens que nos fazem compreender que tudo o que é visto, ouvido ou lido nos dias atuais fomenta o caldeirão que num futuro produzirá uma memória “acabada”. Compreendemos, inclusive, o quão importante para esse processo são as nossas próprias discussões e reflexões, alcançadas num ambiente escolar ou mesmo familiar.

Por este ângulo, mais que o olhar lançado aos fatos históricos, o estudo sobre a ditadura permite também ao professor trabalhar os importantes conceitos de História e Memória, ao mesmo tempo em que possibilita ao aluno do ensino médio, que muitas vezes sente dificuldade no aprendizado da disciplina, enxergar-se como parte de um processo histórico e não apenas como um repetidor de datas e conjunturas políticas.