Juventude E Rebeldia

• Aluno (a): Dahanne Vieira Salles, Erick Miyasato, Fernando O. Viana, Gabriel Pereira, Marcelo Akeo Takiy, Marcus Borgonove, Marjorie Yuri Enya, Paulo G. Bastos, Rafael Farinaccio, Thiago A.R. Oliveir 

 

 

Pretendemos iniciar aqui uma discussão a cerca do farto imaginário que envolve o tema da 'Juventude e Rebeldia', entendida como a aceitação do lugar contestatório do jovem na sociedade. Desta forma empreendemos uma viagem através dos movimentos sociais e das fontes de pesquisa que eles legaram ou influnciaram, sob a égida da cultura jovem e rebelde.

 

 

Nossa proposta que é trabalhar o tema “juventude e rebeldia”, assunto que oferece grande atrativo aos jovens e adolescentes em idade escolar e permiti debates importantes acerca de tópicos que fazem parte de seu cotidiano. Além de abarcar discussões sobre cultura e política, podemos também, através deste tema, trabalhar outros pontos importantes para a construção de uma visão mais crítica do jovem em relação à sociedade. Apesar de, por sua abrangência, não conseguirmos trabalhar este assunto de maneira plena, temos a pretensão de oferecer aos professores e alunos interessados uma introdução aos tópicos levantados nesta pesquisa.

 

O termo “rebeldia” parece ter perdido o seu poder nos dias em que tudo parece ter recebido uma etiqueta de preço. No entanto, não é necessário fugirmos muito de nossa realidade e nem recuarmos muito no tempo para notar que a força desse termo está em um exercício cotidiano de questionar e tentar reformular aquilo que julgamos antiquado e, em um nível maior, tentar romper com as práticas opressoras de nossa sociedade. Dessa forma, entendemos a rebeldia como uma característica mais associada ao jovem e sua capacidade e tendência de transformar o ambiente que o cerca. Em todos os tópicos abordados pelo trabalho podemos observar um papel destacado da juventude da época, sendo uma das protagonistas de um conjunto de mudanças que foram combatidas pelas forças conservadoras da época, mas acabaram sendo consideradas grandes conquistas pra sociedade.

 

Entre os tópicos levantados encontramos variados exemplos de “formas de rebeldia”, demonstrando como o termo não se restringe a qualquer definição de tempo ou local específico. De movimentos com verdadeiro engajamento político a quebras de padrões culturais e estéticos estabelecidos, os movimentos retratados ao longo deste trabalho mostrarão as diferentes facetas que a rebeldia jovem pode atingir. O movimento estudantil, durante a ditadura militar brasileira e o movimento negro nos EUA, enquadrados em uma década que contou com uma verdadeira revolução nas formas de atuação da juventude, mostram o caráter politizado da rebeldia, durante um movimento amplo pela conquista de direitos civis. Já o movimento punk, a contracultura dos anos 60/70, com destaque para o movimento hippie que até hoje ilustra muito daquilo que entendemos por rebeldia no imaginário da sociedade ocidental e o tropicalismo brasileiro, que avançou as fronteiras da música e incorporou a sua crítica a sua expressão visual e aos seus temas, nos mostram o caráter de transformação cultural que os jovens impuseram à sociedade.

 

Devemos lembrar também uma forma distorcida de rebeldia. O consumo de drogas nos dias de hoje, por grande parte dos jovens usuários, perde o seu caráter contestador e acaba por se tornar apenas mais um dentre os diversos problemas contemporâneos de saúde pública. Nesse ponto, a violência e a sua banalização no dia-a-dia das grandes metrópoles dialoga com a participação do jovem na sociedade, sendo ele uma de suas principais vítimas e agentes. Temos, por último, os movimentos antiglobalização, que representam uma das novas formas pelas quais os jovens vêm atuando frente aos diversos problemas sociais com que nossa sociedade convive.

 

O uso da tecnologia para disseminar as informações, a diversificação das bandeiras de luta e a variedade de pessoas envolvidas neste movimento mostram como mesmo diante da incorporação e da mercantilização de diversos “ícones” rebeldes, ainda existem organizações que se mobilizam e lutam por mudanças importantes para a sociedade. Os diversos movimentos estudados nos mostram a capacidade dos jovens atuarem frente às opressões que os cercam, suas diferentes formas de rebeldia diante os conflitos vivido e a capacidade de reinvenção inerente ao jovem, dando a ele o papel de protagonista na tarefa de vencer o modelo superado e banalizado através da busca pelo novo.