Diálogos e resistências: a África no Brasil e o Brasil na África

Curso de Atualização – 2º semestre de 2019 – segundas-feiras, das 19:00 às 22:30

Núcleo de apoio à pesquisa Brasil África

Ementa geral: Oferecido pela equipe do Núcleo de Apoio à Pesquisa Brasil África, o curso visa familiarizar professores do ensino fundamental com temas ligados às realidades africanas e afro-brasileiras de forma a estimulá-los a aprofundar seus conhecimentos com vistas especialmente a poderem abordar com mais consistência assuntos estabelecidos pelo Parecer do Conselho Nacional de Educação à lei 10.639/03, alterada pela lei 11.645/08. Com uma proposta de abordagem interdisciplinar, de acordo com o perfil da equipe e com as diretrizes da lei, tratará de questões ligadas à história da África; das relações entre sociedades africanas e agentes de sociedades de fora do continente; da produção literária e artística de africanos, assim como daquela realizada por brasileiros ligados às matrizes culturais africanas; de aspectos do tráfico de escravos que está na base da formação da sociedade brasileira; de propostas de relação com regiões do continente africano elaboradas no presente. As formas de diálogo e de resistência construídas nas relações entre grupos sociais diferentes serão abordadas tanto em regiões do continente africano como no Brasil. Os períodos considerados abarcam diferentes temporalidades, compreendendo momentos que vão do século XVI ao XXI.

Programa:

Aula 1 - Possibilidades didáticas de trabalhar com história da África e da presença do negro na sociedade brasileira.

Docente Responsável: Profa. Dra. Antônia Terra de Calazans Fernandes (DH/FFLCH-USP)

Nessa aula serão trabalhados processos de construção de sequências didáticas e exploradas possibilidades contidas em materiais diversos como mapas, depoimentos, textos escritos obras literárias, objetos, imagens e tabelas quantitativas. A dinâmica proposta é de que os alunos do curso participem ativamente da aula, expondo seus projetos de sequência didática, e fundamentando conceitualmente as escolhas de perspectivas e temas específicos. Espera-se, assim, permitir que experiências e pontos de vista particulares sejam partilhados com todos. A escolha dos temas que serão trabalhados nas sequências didáticas deverá ser feita com antecedência, assim como a pesquisa relativa aos materiais arrolados na sequência didática. O LEMAD (Laboratório de Material Didático), do Departamento de História da USP dará apoio, na pessoa da professora Antônia Terra, na orientação relativa à construção da sequência didática.

Textos de base para a aula:

 BITTENCOURT, Circe. Ensino de História: fundamentos e métodos. São Paulo: Cortez, 2004.

 ZABALA, Antoni. Os enfoques didáticos. In: COLL, César, MARTÍN, Elena… (org.). O construtivismo em sala de aula. São Paulo: Ática, 1996.

 FERNANDES, Antonia Terra de Calazans. Kits Didáticos - Uso de Documentos Históricos no Ensino. Disponível em: http://lemad.fflch.usp.br/kits-didaticos

 

Aula 2 – Introdução ao continente africano: sociedades e temas para o estudo

Docente responsável: Profa. Dra. Marina de Mello e Souza (DH/FFLCH-USP)

A aula apresentará o continente africano a partir de alguns de seus aspectos históricos, e introduzirá temas com potencial para serem desenvolvidos em um curso introdutório. Serão abordadas algumas sociedades observando-se suas organizações políticas e sociais. Os contatos com culturas de fora do continente, como a árabe e a europeia, ligados a interesses comerciais, foram fatores que provocaram transformações significativas em algumas sociedades, e elas serão indicadas, juntamente com os fatores internos que levaram a mudanças decisivas nas histórias locais. Serão, portanto, destacadas as situações nas quais ocorreram processos entendidos como diálogos e resistências entre os agentes africanos e os agentes estrangeiros, decorrentes das dinâmicas criadas principalmente a partir de espaços externos ao continente.

Textos de base para a aula:

 SOUZA, Marina de Mello e, África e Brasil africano, capítulos 1, 2, 3 e 6. São Paulo: Ática, 2013, 3a edição.

 

Aula 3 – O comércio atlântico de escravos e as sociedades africanas: feições, dinâmicas e interações.

Docente Responsável: Profa. Dra. Maria Cristina C. Wissenbach (DH/FFLCH-USP)

O objetivo da aula é apresentar e discutir as diferentes questões relacionadas ao comércio atlântico de escravos que vigorou entre os séculos XVI e XIX, na interação existente entre os interesses atlânticos (europeus e americanos) e os setores, estados e grupos das sociedades africanas que participaram do processo. Considerando-se o comércio de escravos em sua feição histórica, pretende-se avaliar quantitativamente suas variações no tempo e nos diversos espaços africanos e americanos, bem como seus impactos tanto nas sociedades africanas quanto na sociedade brasileira desse período. Procurar-se-á desenvolver também a questão das interações entre poder politico e comércio de escravos na África Ocidental e as formas de obtenção de escravos e realizar uma discussão sobre as fontes disponíveis sobre o tema.

Textos de base para a aula:

 

 LOVEJOY, Paul. A exportação de escravos, 1600-1800. In: A escravidão na África. Uma história de suas transformações. Tradução Regina Bhering e Luiz Guilherme Chaves. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2002, p. 89-109.

The Trans Atlantic Slave Trade Database Voyages.Emory University; W. E. B. Du Bois Institute (Harvard University) 2008/2009.

 Disponível em: http://slavevoyages.org/tast/index.faces.

 EQUIANO, Olaudah. A interessante narrativa da vida de Olaudah Equiano ou Gustavus Vassa o Africano (1789). Trechos selecionados e traduzidos de Equiano´sTravels. His Autobiography. The Interesting Narrative of the Life of Olaudah Equiano or Gustavus Vassa the African. Editedby Paul Edwards. Nova York: F. A. Praeger, 1967.

 SILVA, Alberto da Costa e. A escravidão entre os africanos. In: A manilha e o libambo. A África e a escravidão de 1500 a 1700. Rio de Janeiro: Editora Nova Fronteira, Fundação Biblioteca Nacional, 2002, p. 79-132.

 

Aula 4 - O Islã na África e literaturas africanas de língua árabe

Docente responsável: Prof. Dr. Paulo Daniel Elias Farah (DLO/FFLCH-USP)

A aula propõe uma discussão sobre o surgimento e a difusão do islamismo na África, as tradições muçulmanas presentes no continente, os fluxos de peregrinos, sábios e comerciantes e a busca de conhecimento. Com o objetivo de refletir sobre essa religião, predominante em vastas regiões da África, abordar-se-ão as origens do islamismo, suas fontes sagradas, os profetas, os princípios doutrinais e rituais, as divisões e os espaços religiosos e de sociabilidade, além da diversidade linguística e cultural. A formação e a manutenção dessas identidades e seu papel de afirmação e resistência também serão debatidos, ao lado de outro tema ainda pouco abordado nas escolas brasileiras, o da presença de muçulmanos africanos e descendentes no Brasil e sua participação nos movimentos contra a escravidão.

Serão analisadas ainda obras literárias africanas redigidas em língua árabe, um dos idiomas mais falados no continente.

Textos de base para a aula:

 FARAH, Paulo Daniel. O Islã. São Paulo: Publifolha, 2001, p. 8-45.

_________________. Deleite do estrangeiro em tudo o que é espantoso e maravilhoso: estudo de um relato de viagem bagdali. Rio de Janeiro, Argel, Caracas: Edições BibliASPA, Fundação Biblioteca Nacional, Bibliothèque Nationale d’Algérie e Biblioteca Nacional de Caracas. 2007, p. 9-15 e 18-26.

 

Aula 5 – Arte africana e cultura material

Docente responsável: Profa. Dra. Marta Heloisa (Lisy) Leuba Salum (MAE/USP)

Com esta aula pretendemos apresentar subsídios para a abordagem do tema do curso, resistências e diálogos, na perspectiva dos estudos de arte e de cultura material, através

da análise de um repertório de objetos emblemáticos de coleções etnológicas e arqueológicas em museus, que nos permite discutir aspectos tecnológicos e simbólicos influentes em processos de construção de identidade sociocultural em contextos africanos e afro-brasileiros.

Textos de base para a aula:

FEIST, Hildegard. Arte africana. São Paulo: Editora Moderna, 2010. (Artistas anônimos)

SALUM, Marta Heloísa Leuba. O homem e sua obra, e, os objetos e os homens: da relação homem-matéria. Museu, Identidades e Patrimônio Cultural. Rev. do Museu de Arqueologia e Etnologia, São Paulo, Suplemento 7, 2008, p. 49-61.

Aula 6 – Panorama das confluências e divergências entre as literaturas africanas de língua portuguesa: textos e contextos nos séculos XX e XXI

Docente responsável: Profa. Dra. Rejane Vecchia da Rocha e Silva (DLCV/FFLCH-USP)

A aula abordará sob o ponto de vista das imbricações entre os campos literário e histórico a emergência das literaturas africanas em língua portuguesa, de acordo com os seguintes aspectos: 1. Sua formação, organização e afirmação vinculadas ao processo assimilacionista português (procurando problematizar literaturas produzidas em língua portuguesa, no entanto, mobilizadas por uma referencialidade endógena voltada para as populações locais e suas condições de vida dentro do sistema colonial) e a uma política educacional organizada essencialmente dentro do modelo colonialista; 2. Sua produção nos centros urbanos e nas zonas libertadas ao longo das guerras de libertação; 3. A produção literária no período da pós-independência concomitantemente às guerras de agressão/desestabilização; 4. A produção literária de escritores na primeira década do século XXI.

Textos de base para a aula:

 KI-ZERBO, Joseph. "O despertar da África Negra ou a história recomeça" (p.157 a 182), "As possessões portuguesas: Angola, Moçambique, Guiné, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe" (p. 272 a 285). In: História da África Negra - Vol. II. Portugal: Publicações Europa-América, 2002.

 MARGARIDO, Alfredo. "Das várias maneiras de ver e de não ver a colonização" (p. 05 a 32), "Panorama" (p. 33 a 42). In Estudo sobre Literaturas das Nações Africanas de Língua Portuguesa. Lisboa: A Regra do Jogo, 1980.

 SANTILLI, Maria Aparecida. "Apresentação: uma antologia de africanos para brasileiros" e "Três literaturas distintas" (p. 05 a 28). In Estórias Africanas. São Paulo: Editora Ática, 1985.

 

Aula 8 - Diálogos literários entre o Brasil e os países africanos de língua portuguesa

Docente responsável: Profa. Dra. Vima Lia de Rossi Martin (DLCV/FFLCH-USP)

Ao longo dos últimos cinco séculos, os laços históricos que aproximaram o Brasil e a África foram muito fortes. E a constituição e o desenvolvimento dessas relações - políticas, sociais, comerciais, culturais - tem sido objeto de investigação cada vez mais frequente de estudiosos ligados à área de humanidades.

No campo literário, as marcas da presença brasileira na formação das literaturas produzidas nos países africanos colonizados por Portugal são bastante significativas. Várias pesquisas apontam para a importância do patrimônio literário brasileiro, que já havia se tornado autônomo desde o Modernismo, no estabelecimento da emancipação cultural dos povos africanos. De fato, em meados do século passado, a nossa produção literária funcionou como uma espécie de modelo inspirador para a produção dos escritores africanos de língua portuguesa.

Na aula proposta, analisaremos textos literários africanos em que o Brasil é referido como um espaço fraternal e seus escritores considerados como interlocutores em um profícuo diálogo cultural.

Textos de base para a aula:

 COUTO, Mia. “Sonhar em casa”. In: E se Obama fosse africano? São Paulo: Companhia das Letras, 2011.

 

 HAMILTON, Russell. “A influência e percepção do Brasil nas literaturas africanas de língua portuguesa”. In. Contatos e ressonâncias. Literaturas africanas de língua portuguesa. (org. Ângela Vaz Leão). Belo Horizonte: PUC Minas, 2003.

 MACÊDO, Tania Celestino de. “A presença da literatura brasileira na formação dos sistemas literários dos países africanos de língua portuguesa”. In: Revista Via Atlântica n.13, 2008, p. 123-151.

 MORAES, Anita M. R.; MARTIN, Vima L. R. “O Brasil e a poesia africana de língua portuguesa: perspectivas de leitura “. Posfácio. In. MORAES, Anita M. R.; MARTIN, Vima L. R. O Brasil na poesia africana de língua portuguesa: antologia. São Paulo: Kapulana, 2019.[Vozes da África] Disponível em: <http://www.kapulana.com.br/o-brasil-e-a-poesia-africana-de-lingua-portuguesa-perspectivas-de-leitura/>

 

Aula 9 – A literatura negra brasileira na escola: algumas perspectivas

Docente responsável: Profa. Dra. Rosangela Sarteschi (DLCV/FFLCH-USP)

A aula propõe uma discussão sobre a constituição da literatura negra brasileira no sistema literário nacional como uma forma de discurso identitário de resistência, problematizando sua inclusão no ensino básico das redes oficiais e particulares no

âmbito da Lei 11.645/08. Propõe ainda uma reflexão sobre o alcance e os limites do conceito “literatura negra”, levando em consideração as noções de autoria, sujeito leitor, público-alvo e circulação literária, e sua inserção no cânone literário. Abordaremos, portanto, questões ligadas à: literatura negra: conceito e problematização; poéticas afro-brasileiras; literatura para jovens: textos afro-brasileiros e relações étnico-raciais na educação; a lei 10.639/03 e 11.645/08: alcance e limites na sua aplicação no contexto da LDB, lei 9.394/96.

Textos de base para a aula:

 Texto da Lei, Parecer 003/2004, do Conselho Nacional de Educação (relatora: Professora Petronilla Beatriz Gonçalves e Silva);

 

 FONSECA, Maria Nazareth Soares. “Literatura Negra: os sentidos e as ramificações” In: DUARTE, Eduardo de Assis & FONSECA, Maria Nazareth Soares (orgs). Literatura e afrodescendência no Brasil: antologia crítica. Belo Horizonte: Editora da UFMG, 2011.

 

Aula 10 – Relações Geopolíticas e Econômicas Brasil-África

Docente Responsável: Prof. Dr. Alexandre de Freitas Barbosa (IEB – USP)

O objetivo desta aula é tratar de diferentes momentos da política externa brasileira para o continente africano. A partir da obra seminal de José Honório Rodriguez, procura-se demonstrar como a África esteve ausente da política externa brasileira da independência até 1960.

Entre os anos 1960 e 1970, principalmente durante os governos Jânio Quadros e João Goulart, e mais adiante no governo Geisel, ainda que não se tenha desenvolvido uma política “africanista” coerente, este continente passou a se integrar no âmbito da “diplomacia do desenvolvimento” praticada pelo Brasil. O objetivo era ganhar autonomia negociadora em relação aos países desenvolvidos nos fóruns internacionais, contando para tanto com apoio dos demais países da periferia capitalista. Relações bilaterais com países fora do mundo desenvolvido também passaram a ser estimuladas.

Durante os anos 80 e 90, ainda que a África não tenha propriamente “sumido” da política externa brasileira, ela perde o papel e a relevância que antes havia obtido. Com o governo Lula, o Brasil, agora num novo cenário global, passa a dialogar com a tradição da política externa “desenvolvimentista” dos anos 60 e 70 e a enfatizar novamente a importância do continente africano.

Os dados da presença brasileira na África ao longo dos anos 2000 não deixam margem a dúvidas a este respeito. Mas existem várias dúvidas, aí sim, sobre o que o Brasil – o governo, as empresas, a sociedade civil – quer(em) com a África. Ademais de não haver uma coerência entre as várias frentes brasileira de expansão rumo ao continente, em muitos aspectos a presença brasileira geralmente vem acompanhada de aspectos contraditórios, ao menos quando se comparam as dimensões cultural e de cooperação técnica, de um lado, com as de cunho mais econômico e geopolítico, de outro.

Na aula, os temas serão organizados em torno de quatro grandes eixos: 1. A Política Externa Brasileira no pós-Independência (até 1960): entre o Ocidentalismo e o

Regionalismo; 2. A África “Ingressa” na Política Externa Brasileira (anos 60 e 70); 3. O Retorno da África à Política Externa Brasileira no Governo Lula; 4. A Presença do Brasil na África Hoje: Relações Contraditórias entre a “Conexão Cultural”, a Cooperação Técnica, os Interesses Econômicos e as Relações Geopolíticas

Textos de base para a aula:

 RODRIGUES, José Honório (1982), Brasil e África: Outro Horizonte. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 3ª. edição ampliada, parte II.

 

 SARAIVA, José Flávio Sombra (2012). África Parceira do Brasil Atlântico: Relações internacionais do Brasil e da África no início do século XXI. Belo Horizonte: Fino Traço.

 

Aula 11 – Apresentação das sequências didáticas elaboradas

Docentes Responsáveis: todos os ministrantes

A proposta é que sejam feitas apresentações das sequências didáticas elaboradas, seja em grupo, seja individualmente, em uma atividade de encerramento do curso. A forma de organizar esta atividade ainda não foi completamente definida, o que será feito e comunicado em breve.

Bibliografia geral:

COUTO, Mia. “Sonhar em casa”. In: E se Obama fosse africano? São Paulo: Companhia das Letras, 2011.

EQUIANO, Olaudah. A interessante narrativa da vida de Olaudah Equiano ou Gustavus Vassa o Africano (1789). Trechos selecionados e traduzidos de Equiano´sTravels. His Autobiography. The Interesting Narrative of the Life of Olaudah Equiano or Gustavus Vassa the African. Editedby Paul Edwards. Nova York: F. A. Praeger, 1967.

FARAH, Paulo Daniel. Deleite do estrangeiro em tudo o que é espantoso e maravilhoso: estudo de um relato de viagem bagdali. Rio de Janeiro, Argel, Caracas: Edições BibliASPA, Fundação Biblioteca Nacional, Bibliothèque Nationale d’Algérie e Biblioteca Nacional de Caracas. 2007, p. 9-15 e 18-26.

FARAH, Paulo Daniel. O Islã. São Paulo: Publifolha, 2001, p. 8-45.

FERREIRA, Manuel. A aventura crioula ou Cabo Verde: uma síntese cultural e étnica. Lisboa: Plátano, 1985.

FERREIRA, Manuel. Literaturas africanas de expressão portuguesa. São Paulo: Ática, 1987.

FONSECA, Maria Nazareth Soares. “Literatura Negra: os sentidos e as ramificações” In: DUARTE, Eduardo de Assis & FONSECA, Maria Nazareth Soares (orgs). Literatura e afrodescendência no Brasil: antologia crítica. Belo Horizonte: Editora da UFMG, 2011.

GOMES, Simone Caputo ; PEREIRA, Érica Antunes. Literatura Cabo-verdiana: seleta de poesia e prosa em língua portuguesa. Belo Horizonte: Nandyala. 2015.

GOMES, Simone Caputo. Cabo Verde: literatura em chão de cultura. Praia-Cotia: Instituto da Biblioteca Nacional e do Livro - Ateliê Editorial - UNEMAT, 2008.

GOMES, Simone Caputo. Literatura Cabo-Verdiana: leituras universitárias. Cáceres: UNEMAT, 2015. Apoio do Grupo de Estudos Cabo-verdianos de Literatura e Cultura CNPq/USP e da Academia Cabo-verdiana de Letras. O download gratuito do livro está disponível no link http://www.unemat.br/reitoria/editora/?link=catalogo_eletronico&ob=9

GOMES, Simone Caputo & PEREIRA, Érica Antunes (org). Via Atlântica. n. 22. São Paulo: Departamento de Letras Clássicas e Vernáculas da Universidade de São Paulo, 2012. Dossiê Cabo Verde. Link para download: http://www.revistas.usp.br/viaatlantica/issue/view/4302

HAMILTON, Russell. “A influência e percepção do Brasil nas literaturas africanas de língua portuguesa”. In. Contatos e ressonâncias. Literaturas africanas de língua portuguesa. (org. Ângela Vaz Leão). Belo Horizonte: PUC Minas, 2003.

KI-ZERBO, Joseph. "O despertar da África Negra ou a história recomeça" (p.157 a 182), "As possessões portuguesas: Angola, Moçambique, Guiné, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe" (p. 272 a 285). In: História da África Negra - Vol. II. Portugal: Publicações Europa-América, 2002.

LOVEJOY, Paul. A exportação de escravos, 1600-1800. In: A escravidão na África. Uma história de suas transformações. Tradução Regina Bhering e Luiz Guilherme Chaves. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2002, p. 89-109.

MACÊDO, Tania Celestino de. “A presença da literatura brasileira na formação dos sistemas literários dos países africanos de língua portuguesa”. In: Revista Via Atlântica n.13, 2008, p. 123-151.

MARGARIDO, Alfredo. "Das várias maneiras de ver e de não ver a colonização" (p. 05 a 32), "Panorama" (p. 33 a 42). In Estudo sobre Literaturas das Nações Africanas de Língua Portuguesa. Lisboa: A Regra do Jogo, 1980.

MARIANO, Gabriel. Cultura caboverdeana: ensaios. Lisboa: Vega, 1991.

MORAES, Anita M. R.; MARTIN, Vima L. R. “O Brasil e a poesia africana de língua portuguesa: perspectivas de leitura “. Posfácio. In. MORAES, Anita M. R.; MARTIN, Vima L. R. O Brasil na poesia africana de língua portuguesa: antologia. São Paulo: Kapulana, 2019.[Vozes da África] Disponível em: <http://www.kapulana.com.br/o-brasil-e-a-poesia-africana-de-lingua-portuguesa-perspectivas-de-leitura/>

RODRIGUES, José Honório (1982), Brasil e África: Outro Horizonte. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 3ª. edição ampliada, parte II.

SANTILLI, Maria Aparecida. "Apresentação: uma antologia de africanos para brasileiros" e "Três literaturas distintas" (p. 05 a 28). In Estórias Africanas. São Paulo: Editora Ática, 1985.

SARAIVA, José Flávio Sombra (2012). África Parceira do Brasil Atlântico: Relações internacionais do Brasil e da África no início do século XXI. Belo Horizonte: Fino Traço.

SILVA, Alberto da Costa e. A escravidão entre os africanos. In: A manilha e o libambo. A África e a escravidão de 1500 a 1700. Rio de Janeiro: Editora Nova Fronteira, Fundação Biblioteca Nacional, 2002, p. 79-132.

SOUZA, Marina de Mello e, África e Brasil africano, capítulos 1, 2, 3 e 6. São Paulo: Ática, 2013, 3a edição.

Texto da Lei, Parecer 003/2004, do Conselho Nacional de Educação (relatora: Professora Petronilla Beatriz Gonçalves e Silva);

The Trans Atlantic Slave Trade Database Voyages.Emory University; W. E. B. Du Bois Institute (Harvard University) 2008/2009. Disponível em: http://slavevoyages.org/tast/index.faces.