Análise de documentos de época como atividade complementar ao Ensino de História Indígena

Universidade de São Paulo
Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas
Departamento de História

Carolina Ortega Faia de Souza N°USP 7199951


PROPOSTA DIDÁTICA


Análise de documentos de época como atividade complementar ao
Ensino de História Indígena
Ensino de História e a Questão Indígena

 

Os Dois Lados de Uma Realidade

Sequência Didática

OS DOIS LADOS DE UMA REALIDADE

Marcela D’Elia

 

 

Introdução

O tema desenvolvido nesta sequência didática será o paralelo entre as realidades nazistas e judaicas, durante a Segunda Guerra Mundial, na Europa. Para isso, trataremos de relatos escritos – hoje, transformados em literatura – fotos, documentários e, por fim, charges que expressam as  realidades vividas por  nazistas, dentro de sua ideologia; e judaica, que, por sua vez, sofre as consequências desta ideário. Poderíamos fazer o paralelo entre nazismo e judeus dentro de cada estratégia didática. Mas optamos por fazer diferente: vamos inserir os alunos na ideologia nazista em todas as esferas e, uma vez que eles estiverem bem inseridos nesta realidade, vamos apresentá-los às consequências que este regime totalitarista causou na população judaica. Para isso, trabalharemos com as mesmas estratégias didáticas, mas, desta vez, apresentando a versão dos judeus. A intenção com isso é causar um maior impacto nos alunos entre a ideologia nazista e judia, uma vez que eles teriam o contato ao longo de duas aulas somente com o nazismo para, somente depois, ter o choque de uma realidade paralela e totalmente distinta – também em duas aulas. A última aula será uma proposta de atividade prática para os alunos levando em consideração os conteúdos que foram aprendidos ao longo das quatro primeiras aulas. A intenção desta atividade é dar autonomia para os alunos ao mesmo tempo que estimula seu senso crítico e análise iconográfica – usaremos charges nesta aula. Sendo assim, esta sequência didática terá no total cinco aulas.

Uma história para os moradores do bairro de Taipas: autoconstrução, associação e sobre o futuro

Universidade de São Paulo
Departamento de História – FFLCH
Uma história para a cidade de São Paulo – Um desafio pedagógico – 2016
Profª. Dra. Antônia Terra Calazans Fernandes
Uma história para os moradores do bairro de Taipas: Autoconstrução, associação e sobre o futuro.
Por Tathiana Madja de Sousa – 7198891
 
 
Introdução
 
Localizado na região noroeste de São Paulo, o bairro de Parada de Taipas, subdistrito da região de Pirituba-Jaraguá, constitui um exemplo de ocupação periférica, um capítulo importante para se pensar a história da cidade. Relatos e fotos gentilmente cedidos pelos moradores contam que a Rua Carmino Montouri, objeto de estudo desta sequência didática, foi ocupada desde meados dos anos 80 (Foto 1) até o início do ano de 1990, quando um suposto proprietário desapropria e carrega em caminhões dezenas de famílias para locais distantes. Como forma de resistência, a Associação dos Moradores da Vila Boa Esperança foi fundada em 28 de fevereiro de 1992 com o objetivo de garantir o direito de acesso à terra. Por intervenção da associação em conjunto com a então prefeita da época Luiza Erundina, o suposto dono foi desapropriado, tendo sido comprovada a ilegitimidade da posse.
 
No quadro do fortalecimento dos movimentos sociais urbanos, o governo Erundina (1989-1992) caracterizou-se pela consolidação de canais de participação popular na administração pública, invertendo as prioridades de investimento na cidade, estimulando a autogestão em direção às políticas de habitação social1. Tal como se nota
 
1 AMARAL, Ângela de Arruda Camargo. Primeira Administração do PT em São Paulo, in Habitação na cidade de São Paulo. 2 edição revisada. São Paulo, Polis / PUC – SP, 2002, 120p. (Observatório dos Direitos do Cidadão: acompanhamento e análise das políticas da cidade de São Paulo, 4 ) http://www.polis.org.br/uploads/851/851.pdf (Último acesso em 11/12/2016).
 
na lei 11.134, de 5 de dezembro de 19912, que abre espaço para a criação das associações de bairro, o governo Erundina promoveu a institucionalização da participação popular, possibilitando experiências concretas de transformação do espaço.