Os Dois Lados de Uma Realidade

Sequência Didática

OS DOIS LADOS DE UMA REALIDADE

Marcela D’Elia

 

 

Introdução

O tema desenvolvido nesta sequência didática será o paralelo entre as realidades nazistas e judaicas, durante a Segunda Guerra Mundial, na Europa. Para isso, trataremos de relatos escritos – hoje, transformados em literatura – fotos, documentários e, por fim, charges que expressam as  realidades vividas por  nazistas, dentro de sua ideologia; e judaica, que, por sua vez, sofre as consequências desta ideário. Poderíamos fazer o paralelo entre nazismo e judeus dentro de cada estratégia didática. Mas optamos por fazer diferente: vamos inserir os alunos na ideologia nazista em todas as esferas e, uma vez que eles estiverem bem inseridos nesta realidade, vamos apresentá-los às consequências que este regime totalitarista causou na população judaica. Para isso, trabalharemos com as mesmas estratégias didáticas, mas, desta vez, apresentando a versão dos judeus. A intenção com isso é causar um maior impacto nos alunos entre a ideologia nazista e judia, uma vez que eles teriam o contato ao longo de duas aulas somente com o nazismo para, somente depois, ter o choque de uma realidade paralela e totalmente distinta – também em duas aulas. A última aula será uma proposta de atividade prática para os alunos levando em consideração os conteúdos que foram aprendidos ao longo das quatro primeiras aulas. A intenção desta atividade é dar autonomia para os alunos ao mesmo tempo que estimula seu senso crítico e análise iconográfica – usaremos charges nesta aula. Sendo assim, esta sequência didática terá no total cinco aulas.

Olhares sobre a escravidão e o escravo no Brasil do 2º Reinado

Ensino de História: Teoria e Prática

Profa. Dra. Antonia Terra Calazans Fernandes

Aluno Rodrigo Féria de Pádua Naufal (6472961)

Junho 2015

 

 

Tema: Olhares sobre a escravidão e o escravo no Brasil do 2º Reinado.

 

Escopo: Destinado a alunos cursando o 3º ano do Ensino Médio.

 

Objetivos

 

- Instigar o pensamento diacrônico nos alunos, de modo a auxiliá-los a analisar permanências e rupturas em como a sociedade brasileira lidou e lida com os indivíduos de cor negra. Perceber que tipo de discurso e i- maginário foi construído sobre o negro historicamente e como esses aspectos podem ainda afetar o mundo atual. Temas como racismo, democracia racial, protagonismo dos escravos e ex-escravos, mito do “bom se- nhor”, abolicionismo e impactos da emancipação serão abordados principalmente por meio de fontes pri- márias (notícias de jornal do final do século XIX, relatos de viagem e outros documentos) e uso de outros meios como filmes e pesquisas a serem feitas pelos alunos na internet;

 

- Permitir que os alunos busquem suas informações autonomamente, incentivando a procura pelo conheci- mento e auxiliando em um aprendizado ativo;

 

- Treinar a leitura de fontes primárias com os alunos, abordando os textos dentro de seu contexto por meio de indagações documentais como quem escreve?, para quem escreve?, por que escreve?, etc.;

 

- Permitir um conhecimento sobre múltiplos pontos de vista sobre a mesma questão, entendendo os argu- mentos e particularidades de cada parte envolvida;

 

- Treinar o pensamento crítico nos alunos, permitindo que eles usem conhecimentos de história para abor- dar problemas e discussões do presente como racismo e cotas raciais.


Ocupações e resistências das mulheres negras na São Paulo do século XIX: Várzea do Carmo e Largo do Rosário

UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO
Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas
Departamento de História
Ocupações e resistências das mulheres negras na São Paulo do século XIX:
Várzea do Carmo e Largo do Rosário
Bárbara Lustoza da Silva Borba
São Paulo – SP
2013
 
Apresentação
 
A presente sequência didática tem como objetivo colocar em debate as diferentes
ocupações e resistências ocorridas na cidade de São Paulo em fins do século XIX e início
do século XX por parte de um setor social que não é lembrado frequentemente quando
tratamos deste recorte temporal e espacial: as mulheres negras trabalhadoras.
Tendo como ponto de partida uma perspectiva que vai contra a corrente da história
oficial e tradicional, concordamos com Carlos José Ferreira dos Santos em seu
questionamento sobre o local destinado à história de mulheres e homens, negras, negros
ou então pobres no geral, as/os quais já ocupavam postos de trabalho durante todo o
período escravista, e que não desapareceram dos seus postos de trabalho em
decorrência da abolição formal da escravatura: