O ensino de história e o vestibular

Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas. Departamento de História
Ensino de História-Teoria e Prática
Professora Antônia Terra de Calazans Fernandes
William Gama dos Santos, período noturno. n°Usp: 5937101

 

Seqüência didática - O ensino de história e o vestibular.


Essa seqüência didática foi elaborada como material de auxílio para aulas de cursinhos pré-vestibulares. Uma das dúvidas enfrentadas pelos estudantes no momento de prestar vestibular é saber como o conteúdo estudado nas aulas é abordado nas provas. Pensando nesse problema recuperamos algumas questões aplicadas no vestibular organizado pela Fuvest nos últimos dez anos, e usando uma marcação cronológica -todas questões tratam do Brasil Colônia e Brasil Império, vamos propor uma análise quantitativa dessas questões.
Essa seqüência didática é aberta, então pode-se trazer mais questões para ela, assim como novas marcações temporais (exemplos de marcações temporais: História Medieval, Brasil Republicano, América Espanhola Colonial, História Antiga, e etc). Entretanto recomendo que muitas questões sobre o mesmo período/momento histórico estejam presentes, para assim poder-se formar um mapa comparativo sobre um tema.
O objetivo central da atividade é usar as questões do vestibular como fonte de informações do que é cobrado como conteúdo nos vestibulares. Sistematizando essas informações em uma tabela teremos como organizar os temas mais explorados, identificar dúvidas e encaminhar os estudos no sentido de superar eventuais dificuldades.
Adiante seguem as questões, logo a seguir a tabela de análise, e concluindo, um gabarito com respostas das questões apresentadas.

 

A educação anarquista no Brasil

Universidade de São Paulo

Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas

Departamento de História

Seqüência Didática

Nome: Victor Ruy Rossetti

Número USP: 8981761

Disciplina: A Escola no Mundo Contemporâneo

Prof.ª Antonia Terra

Seqüência Didática: A educação anarquista no Brasil

 

1. Introdução

Os anarquistas são contrários a qualquer forma de dominação e opressão que possa existir numa sociedade, para a qual defendem uma comunidade mais igualitária e solitária. Os anarquistas visam a liberdade, portanto, qualquer instituição dotada de poder seria um entrave para o determinado objetivo. São contrários ao Estado, à Igreja e à propriedade privada. Percebe-se que os conceitos de anarquismo passam distantes dos pensamentos que associam o anarquismo com ausência de ordem e excesso de bagunça.

Foi no final do século XIX que os anarquistas começaram a tomar espaço no Brasil, assumindo a frente de diversos movimentos operários; o caminho encontrado para a dispersão da ideologia anarquista foi a educação.

Os anarquistas entediam que a escola era um dos veículos mais importantes para se educar um ser humano. A educação para os anarquistas abrangia aspectos culturais e literários, estando estes articulados. O projeto educativo que os anarquistas desenvolveram estava distante do Estado e da Igreja, definitivamente por questões de princípios.

A escola não era o único meio pelo qual os anarquistas pretendiam estabelecer seu âmbito educacional; pelo contrário, este saía da esfera escolar. A educação era vista de três pontos de vista que se somavam necessariamente: Educação formal, Educação não formal e Educação informal.

Quanto a educação formal, é aquela desenvolvida dentro da instituição escola, com disciplinas ministradas por um tutor, conhecimento sistematizado e  em  muitos  casos, tendo como pilar o método racionalista, quando se tratava das “Escolas Livres”. A educação não-formal está nas palestras e conferências, ou seja, não pressupõe um tempo ou local  fixos, não oferecendo  necessariamente um diploma, mas possibilita temas livres e debates, e obviamente, leva ao conhecimento. Em terceiro, a educação informal relaciona-se com qualquer forma de aprendizado e possibilidades educativas que estão presentes no dia-a-dia, portanto, não necessariamente demandam uma organização.

Todas as práticas de educação anarquista são tratadas com a mesma importância, e formaram uma rede bem ampla, que atingiu, sobremaneira, a cidade de São Paulo. A educação anarquista estava conectada com o movimento operário; prova disso, por exemplo,  foi  a  criação  da  Escola  Moderna  em  São  Paulo  (educação  formal)  e  os diversos comícios e conferências que se realizaram (educação não-formal); a isso soma- se as manifestações constantes (educação informal).

Imagens do feminino: representações da mulher na propaganda durante e após a Segunda Guerra Mundial

UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO

FACULDADE DE FILOSOFIA, LETRAS E CIÊNCIAS HUMANAS DEPARTAMENTO DE HISTÓRIA

Imagens do feminino: representações da mulher na propaganda durante e após a Segunda Guerra Mundial

SÃO PAULO

2015

Nathalia Pereira da Silva

FLH0421 - Ensino de História: Teoria e Prática

Profª Drª. Antonia Terra de Calazans Fernandes

 

 

Sequência didática

 

Tema:  Imagens  do  feminino:  representações  da mulher  na propaganda  durante  e após a Segunda Guerra Mundial

Público alvo: Alunos do 8º ano do Ensino Fundamental ao 3º ano do Ensino Médio.

Duração: 1 a 2 aulas

 

Objetivos: Propomos utilizar questões sociais e econômicas que emergiram do contexto da Segunda Guerra Mundial nos Estados Unidos para discutir a construção de uma imagem feminina  ideal,  e  como  esta é tributária  de uma  construção  histórica.  A proposta  da aula envolve explorar algumas propagandas de meados do século XX que fazem referência direta ao  imaginário  norte-americano,  a  fim  de  oferecer  um  material  que  permita  aos  alunos perceber  e  questionar  as  concepções  construídas  acerca  do  papel  social  feminino  tanto naquele momento histórico, quanto no presente.

Nesse sentido, buscamos provocar a reflexão acerca da representação de grupos sociais em geral e do papel das imagens (tanto visuais, quanto verbais) que são difundidas sobre um determinado  grupo  podem  influenciar  na  construção  de  um  senso  comum  e  influenciar tomadas de decisões pessoais por aqueles que compartilham desse sistema de imagens.

A atividade  ainda  tem por intuito  desenvolver  habilidades de leitura de imagens, debate e leitura comparada de documentos.

 

Documentação: reproduções de propagandas políticas e publicitárias, e outras imagens. Sugerimos que a documentação seja projetada em tela. Caso não seja possível, o material pode ser impresso em A3 e trabalhado em frente à turma.